Tenho-me apercebido recentemente, e cada vez mais, que para a maioria dos nossos amigos e conhecidos “solteiros” ou sem filhos, ter um bebé se trata de um assunto “pânico”. É estranho para mim, totalmente imersa no mundo da maternidade e suas delícias, perceber como é que alguém, ao olhar para nós, fica com uma certa pena, pois agora somos pais e temos um bebé ao nosso cargo! Só mesmo quem não é pai e mãe para pensar algo assim!

Também nós aqui por casa, enquanto família e enquanto casal passámos e passamos todos os dias por um processo de adaptação, mas a verdade é que a cada dia que passa as coisas se tornam ainda mais especiais e o que sentimos um pelo outro e pela nossa filha cresce com uma velocidade cada vez maior. Tenho uma máxima a que recorro várias vezes: o amor não se divide, multiplica-se! E é precisamente isto que sentimos! Ter filhos é mágico e só quem passa por isso o sabe, mais uma vez o repito! Sei que um dia, o nosso circulo de amigos e conhecidos que assim pensa, no futuro também vai ter um papel de pai ou mãe e aí sim, perceberão todas as maravilhas que hoje apenas lhes contamos em palavras e que eles ouvem com o maior sorriso, mas ao mesmo tempo com um certo pesar e com um pensamento escrito na testa: “coitados deles”! Coitada de mim que agora sou mãe e sinto toda esta felicidade! Chega a ser engraçado presenciar situações destas!

E o mais estranho de tudo é que são as próprias pessoas que nos rodeiam que parecem estar mais “aflitas” com o facto de nos termos tornado pais. “Ah, agora têm a Eva, …!” e eu só penso “sim, temos a Eva (com os olhos a brilhar de orgulho), e é tão bom!”. Só depois de nos tornármos pais percebemos como pode ser boa uma simples ida às compras em família, pois vamos juntos! Um pequeno passeio ao fim da tarde, empurrando inchados de orgulho o carrinho do nosso rebento, qual Ferrari ou Jaguar! Aquele sim, é o nosso topo de gama, o nosso produto mais bonito, o fruto mais precioso do amor!

Amigos: estamos bem! Mesmo! Hehe! Mais felizes que nunca! Não se aflijam por nós,… experimentem e verão como é realmente incrível poder ver um sorriso tão sincero como o dos nossos bebés ao acordar, ao deitar ou num momento menos bom do nosso dia! Não digo que seja a receita perfeita para a felicidade (se bem que assim me sinto e penso nesta fase da minha vida), mas que nos molda a alma e todos os pensamentos lá isso é bem verdade! Não trocava este meu novo papel de mãe por nada deste mundo. Não o trocava por qualquer minuto a mais no meu (pouco) tempo livre, por nenhuma viagem ou ida ao cinema. Não, por nada!


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