Cá por casa, o pai da Eva tem um costume muito bonito e que eu aprecio particularmente desde que namoramos: oferecer-me flores! Não, não me oferece grandes ramos em dias de “festa” ou em dias ditos  “mais especiais”. Oferece-me flores nos nossos “dias especiais”, mesmo que estes sejam apenas dias normais, mas que nós fazemos questão de tornar “especiais”! Dias destes, para nós, são todos! Todos os dias que partilhamos, todos os dias em que nos mantemos unidos e em que somos, cada vez mais, um só!

Ora, há cerca de duas semanas, lá chegou ele com uma bela gerbera amarela (sabe tão bem como as adoro!). O tempo não tem estado muito quente, por isso ela tem-se mantido linda, tal como no primeiro dia, numa jarra que temos à entrada de casa, num pequeno móvel. Como passo muito tempo com a Eva na nossa já tão famosa “volta a casa em colinho”, tenho reparado que a flor lhe desperta atenção. Será pela cor, ou entenderá ela o verdadeiro significado daquele pedaço de natureza, com tanto peso sentimental?! Quero acreditar que sim!

Ontem, numa dessas voltas pela casa, a Eva fixava a flor, mais do que em qualquer outro dia! Fiz-lhe a vontade e ali parei um pouco. Permiti-lhe chegar mais perto, no meu colo, e deixei-a mesmo tocar a pequena flor! Não tirava os olhos dela, e pareceu feliz por lhe poder tocar. Afinal, era algo novo, algo para prestar atenção e para lhe acariciar os sentidos! Ao toque respondeu com um sorriso e pareceu “dedilhar” as pétalas da doce gerbera! Ela parece perceber tão bem as pequenas coisas que me unem ao pai, e o nosso orgulho e admiração por estes pequenos gestos cresce a cada dia que passa.

“É amarela, Eva! É bonita, não é? E as pétalas? São tão pequeninas e suaves, não são?” E ali ficámos nós, em contemplação plena: a Eva em relação à flor, eu em relação a todo aquele cenário de tão grande doçura. Todos os momentos são ótimos para aprender e a Eva teve mais uma oportunidade para descobrir uma cor, uma cor que lhe despertou a atenção, pois nesta fase os seus ainda frágeis olhitos poucos pigmentos distinguem. A textura da flor, sim, mais uma novidade para ela! Como gosto de dizer (e de lhe proporcionar a cada dia): “estamos sempre a aprender!”. Uma palavra nova, um cheiro, … tudo é bom! A linguagem e os sentidos agradecem!

Enquanto escrevia este texto, resolvi ainda procurar o significado da gerbera quando é oferecida a alguém, e mais maravilhada ainda fiquei. Só podia! E passo a citar-vos: “Gérberas são flores que podem significar sensibilidade,sensualidade, amor, nobreza,alegria e simplicidade (…). Simbolizam a pureza e inocência das crianças, e também a beleza da vida e energia positiva da natureza. (…) … elas também estão relacionadas com o sucesso…”

No fundo, é mesmo isto, … o amor, a alegria, a pureza e a inocência… é tudo isto que quero para a minha pequenina, hoje e sempre! Energia positiva e sucesso também ambiciono para ela em doses redobradas!

P.S.: “Pai”, podes continuar a trazer mais flores! Nós adoramos, e ainda tenho tantas cores para ensinar à Eva! Que nunca nos falte esta cumplicidade que ela tão bem partilha! Gostamos de ti!


2 comentários

carlosamaralphotography · 22 de Outubro, 2016 às 0:14

Hoooo!!! Que ternura! Tanto Amor!

joanaaterapeuta · 23 de Outubro, 2016 às 1:27

😉

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