Teleterapia… a história de um novo amor!

Se há precisamente um mês atrás, quando suspendi todos os atendimentos presenciais, esta palavra, teleterapia, era apenas uma hipótese longínqua, nem sequer idealizada, pois não sabíamos como iriam ser os próximos dias, atualmente, posso dizer-vos que vibro só de pensar nela!

Quem me conhece de perto sabe que sou dos afetos, dos abraços demorados, dos beijos sinceros e das gargalhadas entre cada frase, como se de vírgulas se tratassem! Sim, gosto de chegar aos infantários e creches e presentear todos com um doce e longo “Bom diaaaaaa!”! Sim… abrir a porta do nosso cantinho, mesmo carregada com malas e sacos dos domicílios, com os pequenos agarrados ao meu pescoço ou às minhas pernas, .. tudo isso! 🙂

Mas os tempos mudaram repentinamente! Não tivemos aviso, não houve período de adaptação! Não houve regras, nem informações, nem qualquer forma de antecipação. Ainda hoje continuamos em adaptação de um tempo que não sabemos quanto tempo ficará!

Ainda assim, resiliente como sou, com toda a responsabilidade que sei que carrego com as famílias que acompanho, deitei mãos obra, e logo no dia 16 de Março, iniciei as sessões com os primeiros meninos. E o que hoje quero partilhar com vocês é o sentimento que tenho partilhado com tantos e tantos colegas com quem tenho falado nos últimos dias, … no último mês. Colegas que nem conheço pessoalmente, … pessoas fantásticas que vão chegando às nossas redes sociais,… amigos que ligam em busca de ajuda e de partilhas, .. Mas hoje, quero trazer esta partilha para todos vocês!

A primeira semana foi sem dúvida de descobertas: como usar a plataforma de videochamada, como tirar o máximo partido das suas ferramentas, … como adaptar os materiais, … como motivar os pequenos e como tornar as sessões dinâmicas e divertidas, … tudo isto sem recorrer a materiais manipuláveis e sem haver contato físico.

Mas, sabem que mais? Com os dias, as experiências foram sendo positivas, … via os sorrisos a crescer em cada tela, … o meu ia sempre acompanhando, … ainda mais quando o retorno vinha dos pequenos acerca dos quais os pais tinham tanto medos e receios, … “não sei se irá funcionar com ele… é sempre tão irrequieto…”. Quatro semanas depois, em que alguns deles já fizeram quatro sessões, sabe tão bem ouvir o “ainda bem que arriscámos!” ou o “está a correr melhor do que imaginava”! Ficamos com o coração aos pulos, os olhos lacrimejantes!

É esse alento que tem sido recíproco, que tem criado esta doce bola de neve positiva. Os pais vêem mais confiantes para a sessão. Os pequenos chegam expectantes e perguntam logo quais são as novidades do dia. “O que vais mostrar hoje?” ou “o que vais por no meu computador?” ou mesmo “que magia vais fazer hoje aqui na televisão?”

Tão bom ver os olhitos cintilantes quando iniciamos as sessões. As despedidas preenchidas por 50 mil “adeus” e “até para a semana”, pois ninguém quer ser o primeiro a desligar das gargalhadas!

E sabem que mais? Para tantos que pensava que este trabalho era mais impessoal, mais difícil, .. que não iria surtir efeito a 100%, … claro que ainda é cedo para um balanço mais profundo, … mas, sabem o que vos digo? Noto os pais ainda mais envolvidos, com o sentimento de responsabilidade ainda mais apurado. Gosto sempre que eles estejam presentes nas sessões, já o fazia antes, mesmo antes de tudo isto. Mas, quem trabalha também em contexto escolar, sabe que nem sempre conseguimos ter os pais por perto. Mesmo em gabinete, muitos preferem esperar cá fora ou aproveitar o tempo da sessão em outros recados, isto porque nem sempre os pequenos colaboram da mesma forma. Claro que mantenho sempre o contato e a articulação com eles, antes, depois da sessão, … por telefone, mensagem, email, por vezes dando um feedback no fim da consulta que eles tanto gostam de receber mesmo estando no trabalho, .. sinto que é mais uma forma de pensarem nos seus pequenos durante o dia. E aí sei que todos alinhamos energias bonitas em redor daquela criança, e sinto sempre que o nosso trabalho é especial, ou se é! 🙂

É assim que gosto de estar, próxima, totalmente envolvida.. mas, estes dias e esta nova experiência têm-nos aproximado ainda mais, acreditem. Pais que nem sempre ficavam na sessão agora estão a tempo inteiro. Famílias de certos pequenos que apenas ouvia ao telefone após as sessões feitas em escolas agora permanecem connosco, com tudo o que de bom essa situação carrega. As estratégias são dadas na hora, totalmente em contexto terapêutico, com as pistas certas, no momento mais oportuno. Com a possibilidade de eles testarem neles e nos pequenos. Com toda a probabilidade de eles as replicarem ainda mais vezes nos dias que passam em casa com os miúdos!

Os próprios familiares referem essa questão. Toda esta situação trouxe mais proximidade, mais responsabilidade a cada pai… eu sinto o mesmo! Sinto que, com os meus pequenos, e com a minha filhota também, para além da responsabilidade que tínhamos na educação deles, já de si tão importante, agora temos ainda mais, pois a parte académica está, em grande parte, do nosso lado, seguindo, claro, todas as orientações de educadores e professores.

Mas, como gosto de reforçar, sou de gente em meu redor, sou de afagos e de miminhos bons nas bochechas dos meus meninos, … e, sabe que mais? Agora mimamos ainda mais todos: os filhos, os pais, … até os irmãos no final das sessões se juntam a nós, em tantos e tantos casos. Guardarei para sempre a frase do meu L. quando, no fim da sessão, se juntou a nós na salinha onde tinha decorrido a terapia o seu irmão mais novo, e mesmo na última tarefa, o pequenito quis participar. A certa altura, senhor de si, diz o pequeno L. : “Ei, esta é a minha terapia”! Momentos deliciosos, que vamos guardar eternamente. Foi risada geral.

Mesmo com os mais crescidos, que ficam quase sempre mais autonomamente em sessão… crianças e jovens que já conhecemos há mais tempo e com quem o trabalho desenvolvido já segue um curso muito mais de incrementar a autonomia e a generalização de estratégias, sabe tão bem quando no final chamamos os pais, dando as indicações e, mesmo após os meninos e meninas saírem, ainda ficamos com a família, mais dez, quinze, vinte minutos, … a confiança, o companheirismo e o espírito de entre-ajuda continuam lá, reforçados, ainda mais!

É bom sentir que continuamos a ser uma espécie de braços direitos, abrigo de alguns dias, recanto de algumas confidências, colo imaginado de alguns suspiros e recobro de algumas lágrimas, … essa é a parte mais difícil de gerir, pois todos andamos com as emoções à flor da pele.

Ainda assim, se houvesse uma balança das emoções e se ela tivesse o lado positivo do lado esquerdo (o fiel lado do coração), certamente que quase todo o peso ai residiria. As pequenas (por vezes grandes) pedras que poderiam fazer essa balança pender para o lado menos bom, vamos juntando e transformando em sorrisos, semeando ventos de dias mais serenos nas manhãs seguintes. Não, não é fácil… não, não é o que todos queríamos, … mas sim, o sabor é feliz! O aroma é de satisfação, de missão que vai sendo cumprida dia após dia, … sessão após sessão, … criança a criança.. família a família!

A todos os que se têm cruzado com as famílias neste trabalho, no trabalho de envio de emails com materiais, em telefonemas mil, com equipas inteiras, … a todos vocês, um sincero obrigada! Mesmo os que não estão em teleterapia, mas que se desdobram em esforços gigantescos! Podemos fazer a diferença na vida de tantas pessoas, … em tantos dias… em tantas vidas, … esta é só mais uma pequena prova. Fazendo jus à máxima da nossa APTF “O terapeuta da fala pode (mesmo) fazer a diferença! Continuemos a lutar, e seremos todos vencedores! Certamente, mais um serviço a oferecer futuramente no nosso espaço… ao alcance de todos!

Somos (apenas) Terapeutas da Fala…

Somos (apenas) Terapeutas da Fala… fazemos parte de um grupo imenso de técnicos de diagnóstico e terapêutica, cada um essencial à sua maneira, perante todo este estado pandémico que vivemos. Sim, … é verdade, não estamos diretamente na linha da frente a lidar com a doença, com o vírus que nos chegou do oriente, … mas somos também profissionais de saúde, … somos com o coração e com todas as nossas forças, e os últimos dias têm provado isso mesmo.

Um louvor imenso a todos os médicos, enfermeiros, radiologistas, … tantos e tantos outros que lidam face a face com esta problemática! Os que gerem no “campo de batalha” os medos, os receios, o desconhecido,… dentro e fora dos hospitais, … dentro e fora das suas próprias casas. Continuamos juntos, enviando a maior força a vocês, guerreiros!

Nós, somos “apenas” terapeutas da fala… (seremos “apenas”?)!

Somos apenas terapeutas da fala, mas temos sido a luz em muitas casas, com muitos utentes, com muitos pequeninos… temos sido o apoio, os confidentes, os ouvintes, … temos ajudado em parte a organizar horários, a recompor as rotinas, … as nossa sessões online têm-nos permitido continuar com alguns dos que preenchem os nossos dias. Fico tão feliz por isso! As saudades são imensas, mas aos poucos vamos dando cabo delas assim! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala, mas temos conseguido ser o conforto de tantos que já seguíamos, em escolas, em contexto de gabinete, … Com alguns dos nossos meninos e meninas, ainda estamos naquela hora esperada semanalmente, continuamos a estar lá, … com todas as surpresas, os jogos mágicos, as fichas surpresa, os miminhos de fim de sessão, os aconchegos de todas as horas… tão bom ver o ecrã surgir com os seus pequenos olhitos a espreitar, ainda mais ansiosos para ver que magia o computador trará naquela hora que chega! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala, mas temos sido refúgio para tantos colegas, de equipa, de outras equipas, … psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, … os nossos amigos médicos e enfermeiros, … temos ouvido dúvidas, anseios, testemunhos arrepiantes e nada partilháveis, … mesmo longe, continuamos unidos!

Somos apenas terapeutas da fala, mas somos ainda parte das equipas das escolas, com professores, educadores, …não esquecemos os relatórios, os encaminhamentos, as reuniões, os processos, os documentos de ponto de situação, as referenciações … todos os esforços para que os nossos doces petizes continuem o seu percurso, pois o mundo não pára (às vezes parece que sim… 🙁 !)

Somos apens terapeutas da fala, mas temos conseguido aos poucos dominar mais e mais da tecnologia. Zoom, Webex, Skype, Link, Download, ID, partilha de ecrã, acesso remoto, aplicações, wordwall, encriptação, … tantos e tantos termos novos que têm entrado no nosso léxico. Até nós crescemos em termos linguísticos!

Somos apenas terapeutas da fala, mas temo-nos desdobrado em partilhas, em ajuda aos colegas, em apoio aos que estão mais distantes, em ouvir mesmo aqueles que nem conhecemos ou que só conhecemos das redes sociais! Tão bom que tem sido de ver e sentir! Enche o coração podermos todos ser faróis neste mar revolto que se instalou nas últimas semanas!

Somos apenas terapeutas da fala, mas voltámos aos tempos em que quase temos que criar mil materiais novos, do zero, usando sempre a imaginação e tudo o que temos à mão… parece que voltámos aos tempos de estágio, em que temos de ter tudo pronto em tempo record, para amanhã… para ontem… Mudou apenas a rotina do pensa-faz-imprime-corta-plastifica-corta. Agora temos um pensa-faz-clica-testa-ajusta-experimenta!

Somos apenas terapeutas da fala, mas continuamos a querer saber mais, a querer crescer em conhecimento, … sabemos que em breve tudo irá ficar bem, sim! Temos todos essa fé e esperança. Continuamos a apostar na formação e na aprendizagem, pois em breve voltaremos todos a estar juntos (sim!!!!!).

Somos apenas terapeutas da fala… mas penso que estamos unidos, ainda mais, … todos juntos temos conseguido mover barreiras, … temo-nos aventurado por “mares” (por vezes) nunca d’antes navegados”, .. e sabem que mais? A experiência tem sido positiva! Tem-nos feito crescer, aprender ainda mais, … tem-nos mobilizado e mantido no ativo. Cada qual ao seu ritmo, mas temos sido impulso para os dias de todos os que nos rodeiam! O mundo não pára, mesmo! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala. Ah, pois somos! E que mais? Isto sempre o fomos!!! Sempre fomos aventureiros, curiosos, desejosos de fazer mais e melhor, resilientes, adaptativos, … que assim continuemos, ainda mais nestes dias!

Somos apenas terapeutas da fala! Sim! Somos orgulho! Somos a prova que mesmo “pequeninos” continuamos a fazer a diferença na vida de todos aqueles com quem lidamos diariamente, ainda que num contexto muito nosso, muito próximo! Se todos o fizermos o efeito será imenso! 🙂 Somos a comprovação que mesmo em tempos mais difíceis não despimos a camisola, pelo contrário, vestimo-la ainda com mais empenho e dedicação, com uma força gigante!

Uma palavra especial aos colegas de profissão, a todos os que têm dinamizado as sessões online, aos que ainda se estão a aventurar neste campo, dando os primeiros passos, aos que estão com alguns receios e dúvidas (avancem! estamos todos juntos, certamente darão o vosso melhor), …

Aos que continuam a intervir em unidades de cuidados intensivos, lares, … aos que continuam no terreno em hospitais e outras instituições! Estamos todos juntos, cada vez mais, … o barco é o mesmo, vamos remar fortes e seguros. Certamente, chegaremos a bom porto! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala… é verdade! Mas somos especiais à nossa maneira, nisso todos concordamos! 🙂 Ah… e não se esqueçam… continuem a dar muitos e muitos sorrisos terapêuticos!

10 ideias de prendinhas caseiras para o “Dia do Pai”

A Ensinar a linguagem

Amanhã comemoramos o Dia do Pai, este ano de uma forma diferente e original. Sem querer, acabamos por ter um dia em que, na maior parte dos casos, os pais poderão passar grande parte do dia com os filhos, e essa será sem dúvida a melhor prenda que podemos partilhar, todos juntos, em família. Para os papás dos pequenos que continuam a trabalhar, a tempo inteiro ou parcial, aproveitem ao máximo cada momento em que possam estar juntos.

Este anos, as tradicionais prendinhas feitas nas escolas também não conseguiram ser concluídas. Muitos de nós nem devem ter conseguido comprar um miminho ou algo mais para juntar a este dia especial. Mas, sabem que mais? O mais importante é estarmos juntos, todos reunidos, … no fundo, a essencia da vida é essa: família, união… cada vez mais, o tempo que dedicamos uns aos outros.

Assim, como este ano tudo é diferente, deixamos algumas dicas para que, em casa, possam organizar uma super prendinha para o Dia do Pai. Cá por casa já temos o hábito de fazer algo mais caseiro, juntando à prenda da escola. Gostamos sempre de dar um toque pessoal, de entregar um pouco de nós ao papá… é mais um pretexto para passar tempo com a pequena e ela adora estas pequenas tarefas. Colar, pintar, recortar, … tudo pode ser uma boa atividade para os mantermos divertidos e, ao mesmo tempo, trabalhar tantas competências de motricidade fina.

Vamos deixar com vocês algumas dicas que, rapidamente, e em vossas casas, podem executar, para presentarem já amanhá os papás com belas surpresas. Aceitam as dicas?

1- Jogo de memória com fotografias

Este foi o nosso miminho para o papá, no ano passado. Reunimos algumas das fotografias mais especiais, imprimimos duas de cada para conseguir fazer o jogo de memória, de modo a que depois conseguissemos encontrar os pares, e plastificámos tudo. Fizemos o jogo num formato pequenino e colocámos num saquinho de tule. Assim, pode ser levado para vários locais e ser jogado por toda a família!

2 – Caixa para trocos / botões de punho

Alguns dos papás têm por hábito andar com trocos no bolso, para as compras do dia a dia. Outros, por sua vez, podem usar botóes de punho. E que tal construir uma pequena caixa “guarda tesouros” com ajuda de uma caixa de fósforos? Podem forrá-la com papel autocolante ou colar pequenos papéis coloridos em seu redor, personalizando-a ao gosto da criança. Depois é só deixá-la no móvel da entrada para que o papá possa guardar esses objetos mais pequeninos de forma segura sempre que chega a casa, tendo-os à mão para o dia seguinte.

3- Suporte/lata para canetas

E porque não personalizar uma lata de salsichas ou uma lata pequena de feijão para o papá levar para o trabalho ou colocar no escritório lá de casa? Pode ser toda enfeitada pelos pequenos, com autocolantes, pintada com tinta acrílica ou conforme a imaginação mandar. Assim, mesmo no meio da azáfama do trabalho, o papá vai ter sempre um conforto especial ao olhar para a prendinha!

4 – Porta-chaves especial

Hoje em dia é fácil encontrar argolas de porta chave à venda, mas com os tempos que vivemos, não saindo de casa, podemos mesmo reutilizar uma argola de um porta-chaves antigo ou que não está a ser utilizado. Porque não preparar um porta-chaves totalmente personalizado? Com um pequeno boneco que a criança queira ceder ao pai, com recurso a massa fimo ou barro, um desenho especial num pequeno pedaço de cartão mais grosso, um pequeno entrançado feito com lã ou linha…toca a por a imaginação a trabalhar!

5 – Preparar o prato preferido

E porque não preparar em família o prato preferido do papá? Que melhor aconchego no final de um dia que um delicioso prato, feito por todos os elementos lá em casa? Certamente que a barriguinha do papá vai agradecer o mimo. E quem diz o prato principal, diz uma pequena sobremesa, um bolo, umas bolachinhas, … quem melhor para o conhecer que os filhotes? Façam a vossa escolha!

6- Um pequeno almoço ou lanche especial

E surpreender o papá com um pequeno almoço na varanda, ou mesmo o lanche da tarde? Se estiverem todos reunidos em casa, esta é mais uma opção! Para lá do tradicional pequeno almoço na cama, a ideia é mesmo envolver toda a família na preparação e no momento da refeição. Podemos por a mesa na varanda, no terraço, no quintal, .. dependendo do espaço exterior que tenham ao vosso dispor. Não se esqueçam do doce preferido do papá, do pão que ele mais gosta, .. uma sumo ou chá especial, … cada pormenor conta!

7- “Despeja bolsos” caseiro

Conhecem o conceito do “despeja bolsos”? No fundo, é um pequeno espaço para deixar os pertences mais pequenos ao chegar a casa: telemóvel, chaves, cartões, … Porque não procurar uma pequena caixa aí por casa, pintá-la a gosto dos mais pequenos e enfeitá-la de forma especial para o papá? Assim, terão o melhor e mais bonito “despeja bolsos” do mercado! 🙂

8 – “Fica telemóvel”

Um desafio direto ao coração, para que as famílias possam ganhar mais tempo em conjunto! Que tal fazer um “fica telemóvel”? Uma pequena caixinha ou suporte para que o papá possa deixar o telemóvel em vários momentos do dia, dedicando-se aos mais pequenos. Enquanto o telemóvel ali estiver, toda a atenção será dedicada aos mais novos, exclusivamente!

9- Cinema em Família

A dica, desta vez, é para que escolham um filme para ver em família. Um filme especial que quisessem ver já há algum tempo, um filme antigo que recordem com carinho e queiram rever… todas as ideias são válidas. E porque não fazer umas pipocas caseiras para acompanhar?

10- Espetáculo especial

E se em vez de cinema os papás gostam mais de teatro, espetáculos musicais, … também temos alternativa. Mediante a idade dos pequenos e as habilidades de cada um, podemos preparar um espetáculo especial surpresa. Uma dança que a criança ensaie e execute, uma música tocada no seu instrumento de eleição, um pequeno excerto de uma peça de teatro que ela possa dramatizar, a leitura de uma poesia, o contar de algumas anedotas, … E se houver mais que um pequeno em casa, porque não um espetáculo de variedades? Nesse caso, não se esqueçam de elaborar um bonito programa. Podem fazê-lo em papel, escrito por vocês, docemente ilustrado com os desenhos mais carinhosos dos pequenotes!

Ficam as dicas e as ideias. Desfrutem ao máximo e depois mostrem-nos o resultado final da vossa escolha. Esperamos ansiosos pelas vossas partilhas.

Inspiração Montessori em Português… Coleção “Crescer e Aprender” (Europrice)

Coleção “Crescer e Aprender”

Esta semana trouxe-vos uma novidade docinha, que me preecheu completamente o coração: os primeiros livros de inspiração Montessori, totalmente pensados e criados em Portugal ( https://joanaaterapeutaeamae.pt/produto/colecao-crescer-e-aprender/ ). Um projeto para o qual fiquei desperta e cheia de “bichinhos carpinteiros” quando, no ano passado, fiz um workshop no fantástico Lazy Baby Studio ( http://www.lazybabystudio.pt/ ), em Aveiro, com a querida Sylvia Sousa ( https://www.facebook.com/mindfulmontessoriportugal/ ), uma inspiração autêntica nesta área.

Ouvi-a falar de vários materiais existentes em várias línguas, alguns já traduzidos para português, outros que ainda não o estavam, …mas nada existia feito de raiz em Portugal… e aquilo ficou ali, na minha mente! Como muitos de vocês sabem, tenho há cerca de 4 anos uma parceria com uma marca Portuguesa, de livros e jogos didáticos: a Europrice. Pois bem, bicho carpinteiro de ideias VS vontade em fazer mais e melhor e pumbas, proposta feita! Não foi um processo fácil nem rápido, pois, como em tudo, o caminho é árduo e lento! Apresentação da proposta, aprovação da ideia… depois, mais trabalho e dedicação, tempo e disponibilidade. Felizmente a equipa de design é fantástica e o ambiente é quentinho e agradável! O diretor da marca também vai abrindo os braços a estas novas ideias! No início deste ano vieram as provas e o coração saltitou tanto!!! Estava quase… e agora, já está! 🙂

Mas, na verdade, o propósito deste texto é apresentar-vos mais sobre esta coleção, sobre cada um dos livros, … qual a proposta de utilização, a filosofia por trás de tudo isto, e deixar-vos dicas de como otimizarem a sua exploração! Ora, a coleção é composta por 4 títulos: dois deles abordando contraste e outros dois com imagens reais! 🙂

No fundo, a base são os princípios da pedagogia Montessori: livros simples, de fácil consulta, com base em imagens reais e nos maiores contrastes (preto/branco e vermelho). Os temas são facilmente detetados no quotidiano da criança: falamos de animais, de frutas, de objetos do dia-a-dia… e tantos outros conceitos que estes livros permitem trabalhar, transversalmente em várias idades. Ora vejam só!

Crianças com poucos dia/meses:

Para este público-alvo, os materiais existente são poucos. Até agora, a marca tinha apenas os livros de banho e os pequenos livros de cartão. Ainda assim, para crianças com poucos dias ou semanas, esses materiais teriam de ser guardados e oferecidos após algum meses, sobretudo quando os pequenos já se sentam ou quando são capazes de interagir com os objetos à sua volta. Com os livros de contrastes, tudo isso muda e, agora, a EUROPRICE consegue ter materiais que propomos logo para esta primeira etapa. De que forma o podemos fazer?

Pois bem, a ideia é colocar a criança em contato com estímulos visuais, logo nos primeiros dias. Sabemos que nos primeiros tempos a criança vê com pouco alcance, a curta distância. Os rostos humanos, sobretudo o rosto da mãe, são das primeiras formas que reconhece. Com o tempo, aos 2 ou 3 meses, começam a aumentar a capacidade de foco e de alcance visual até cerca de 30 cm, … mas já antes dessa idade, estes livros podem ser usados. A ideia é colocá-los no berço, próximos da criança, para que esta capacidade visual se vá desenvolvendo, dado que as cores usadas são de grande contraste. Esta exposição pode ser feita várias vezes ao dia, expondo as diferentes páginas que compõem cada título, ora de um lado, ora do outro, para que ambos os olhos e os dois lados do corpo sejam estimulados! É importante não esquecer, contudo, que não devem ser deixados objetos soltos no berço pelo que, como com qualquer componente, este deve ser retirado caso não haja a presença e vigilância de um adulto.

Crianças mais crescidas (idade pré-escolar):

Depois, com o correr dos meses, os livros podem continuar a ser usados. E mesmo com crianças maiores. Quando os pequenos começam já a verbalizar as formas, os objetos, os animais, as frutas …as suas imagens podem ir sendo nomeadas. Se, perante a imagem da joaninha, eles já conseguem dizer o seu nome, porque não perguntar-lhes como se move esse animal? E com o pato, porque não perguntar se o corpo é coberto de penas ou de pelos? Podemos ainda pedir-lhes que nos indiquem o nome de outros animais (capacidade linguística de evocação)! Podemos também desafiá-los para que nos digam o nome de outros animais que voem… de outros insetos, … de animais da quinta, da selva, … de animais que andem no mar… tanto, tanto a fazer! 🙂

Podemos ainda ir pesquisar mais sobre eles noutros livros, .. procurá-los na natureza… associar as imagens dos livros a pequenos animais em miniatura, … associar o nome por escrito quando a imagem não tiver legenda ou, mesmo com ela, pedir essa associação, por forma a que os pequenos aprendizes, mesmo sem saber ler nem escrever, vão reconhecendo os símbolos gráficos/letras.

Como vêem, estas pequenas maravilhas podem ser usadas desde tenra idade até à idade escolar!

Livros com imagens reais:

Para os mais crescidos, que já andam, que manipulam objetos, a proposta é na mesma linha. Aquisição de mais vocabulário… nomeação de imagens, evocação de outros elementos da mesma categoria semântica… “um leão, … uma zebra…são animais que vivem onde?” “Na Selva!!!” “E que outros animais da selva conheces? E da quinta? Como andam? Como os distinguimos? “

E com as cores? “Que cor é esta? Branco da pomba… que outros animais brancos conheces? E frutas amarelas, em quais podemos pensar? E objetos?”

Podemos ainda pegar em objetos miniatura, em objetos reais e disponibilizá-los à criança para fazer a associação… trabalhar competências de leitura e escrita (legendando as imagens por escrito num papel previamente cedido, fazendo pequenos cartões com os nomes dos elementos do livro para associação…)… as ideias são muitas e variadas! E porque não associar com os mesmos elementos, recortados de revistas e folhetos. Por exemplo, com folhetos dos hipermercados, podemos procurar as frutas e associar, colando. Com imagens de folhetos de lojas de mobiliário, de outros objetos… com revistas sobre o meio ambiente, … Ai estamos ainda a fomentar a capacidade de cortar, de colar, … estimulando a motricidade fina!

Ficam as dicas e as ideias! Se quiserem partilhar outras connosco, usem os comentários e a página de facebook (www.facebook.com/joanaaterapeutaeamae)! Todas são bem-vindas!

Para adquirir os livros basta procurar na nossa loja. Podem encomendar os títulos em separado ou toda a coleção a preço especial ( https://joanaaterapeutaeamae.pt/produto/colecao-crescer-e-aprender/ ).

Boas leituras… boas brincadeiras… blá, blá, blá e miminhos!

“Monstros Musicais” – histórias com os meus meninos do coração

Há tanto tempo que não vos trazia uma aventura da saga “histórias com os meus meninos do coração”… pois bem, mais uma vez com a inspiração do nosso Patrício, um menino que acompanho em sessões de terapia da fala, e o seu jeito doce e fantástico de representar tudo o que lhe vai na imaginação… aqui ficam os “Monstros Musicais”.

Os dias corriam serenos numa terra distante onde um grupo de amigos vivia bem escondido nos subúrbios da cidade. Eram seres diferentes, coloridos, animados, divertidos, irreverentes e cheios de alegria de viver. A cor preenchia-os por dentro e por fora… os sonhos eram respirados como o ar dos dias, … a sua vivacidade era grande e os desejos de viver no “mundo de todos” era mais que muito… mas eles eram apenas monstros, .. pequenas e doces criaturas em modo arco-iris… mas “apenas” monstros! Quando poderiam eles ver a luz do dia sem julgamento, sem medos.. sem terem de andar sempre camuflados por algum lugar, com adereços e acessórios “humanóides”? Só queriam poder habitar aquele mundo de pessoas, passear pelos jardins e pelos parques, sentir o vento fresco e ver o pôr-do-sol.. serem livres e usufruir da vida, na sua plenitude máxima, … mas eram apenas “monstros”…

Para além de tudo isso, eram apaixonados pela música, … tinham-na ouvido pela primeira vez numa saida ao “mundo de todos”. Foi algo que entrou, … que ficou, … que lhes estava na memória e no coração. Era algo fluido e doce, lento e sereno, … que lhes fazia o coração bater ainda mais forte e lhes fazia ter ainda mais vontade de viver, … e de viver ali! Cada um aprendeu a tocar o seu próprio instrumento musical!

Sonhos, sonhos e mais sonhos, … e a vida corria! Corria… e estavam no mês de Fevereiro do ano 3333… um ano fantástico para escrever uma história de “monstros” no “mundo de todos”, não acham? Pois bem! Pausa!!! É aqui mesmo que a nossa história de passa! Muito, e muito, e muito, e muito tempo depois do nosso “era uma vez…” em 2020.

Era fevereiro, e era Carnaval. Ora, que melhor altura para os nossos seres pequenitos sairem dos seus esconderijos e viverem novas aventuras no “mundo de todos”? Pois claro, … como é que em tantos anos ainda nenhum deles se tinha lembrado que, naquela altura do ano as suas aparências malucas e bizarras seriam consideradas normais? Quem sabe receberem mesmo o prémio do melhor fato… do melhor disfarce… da melhor máscara? E assim foi! Decidiram sair em bando, todos juntos, como se de um corso de carnaval se tratasse. Todos os olhavam com espanto comentando: “Que fatos do outro mundo!”, “Que disfarces maravilhosos!”… “Uau, olha o equilíbrio daquele ali!”… “E as antenas daquele tipo, onde as terá comprado?”… “Aquele disfarce de caranguejo é mesmo realista!”…

Não havia quem não ficasse espantado com as indumentárias frenéticas! Os monstros estavam orgulhosos de si mesmos! Nunca tinha sido tão fácil andar no meio dos humanos do “mundo de todos”. E sem trabalho nenhum em se disfarçar! Aos poucos iam ouvindo música, … ai, a música! Nada melhor que juntar tudo naquela alegria real! Eles eram imensos, mas todos adoravam música… cada qual tocava um instrumento diferente! Cordas, sopro, teclas, … uma verdadeira orquestra de cor.

“Não… a banda não vem!”. “O quê?” – perguntou aflitíssima uma outra voz que iam ouvindo ao longe, ficando cada vez mais perto enquanto se aproximavam do recinto do Baile de Carnaval”! “E o que vamos fazer agora?”- insistia a mesma voz – “As pessoas devem estar a chegar para o baile! Ficámos sem banda, … que vai ser de nós?!”.

Foi o que o bando de monstros quis ouvir! A melhor oportunidade de toda! A junção de todos os sonhos… a soma de todas as alegrias… a proporção certa de aventura e concretização!

“Ei… nõs podemos ajudar!” disseram todos juntos. “Mas, vêm para a festa? Tão cedo?” – perguntou a voz, cada vez mais atrapalhada – “Ficámos sem banda para o baile!” – disse-lhes tristemente. “Não se preocupe” – disse um dos monstros – “Nós somos os “Monstros Musicais” e vamos ajudar a animar esta noite!

E assim foi! Cada qual tomou o seu instrumento, assumiu o seu lugar e começou a festa. Tocaram a noite inteira, divertiram-se, foram eles, mais que nunca, sem medos, sem reservas, sem receios! Um deles acabou mesmo por ganhar o prémio da “Melhor Máscara”! Foi o melhor Carnaval de sempre, o melhor dia de toda a vida de cada um deles… e sabem que mais? Já só pediam para que chegasse novamente o Carnaval, para poderem viver novamente aquelas aventuras, sem disfarces, sendo apenas eles próprios. Carnaval de 3334… venha ele! 🙂

Passem os anos que passarem, …

Avó Palmira, … sempre tu, eternamente recordada como a pessoa mais terna e doce que conheci em toda a minha vida… o dia de ontem, … ai, o dia de ontem … 🙁 Mesmo passados dez ano, porque não acalma esta mágoa? Porque é que o peito fica sempre apertado e os olhos se enchem de lágrimas ao pensar em ti? Ainda hoje acho tão injusta e precoce a tua partida, … sem uma despedida, sem mais um olhar e um carinho? Queria ter feito tanto por ti, .. queria que tudo tivesse sido diferente, …

Queria ter-te perto de nós, … só eu sei como teria tanto para te mostrar, … para partilhar contigo! Sim, sei que de onde nos guardas, vês tudo, sabes tudo, … impulsionas tanto. Tenho essa crença e esse pensamento é tantas vezes o meu refúgio mais quente e confortável. Há dias em que faltam as forças, … em que os dias parecem longos, desafiantes, duros e difíceis de superar, .. dias em que julgo não ser capaz de dar dois passos seguidos, … quanto mais superar uma jornada inteira… Há dias em que nem me reconheço, perante tanta fraqueza. Mas, subitamente, há pessoas, pensamentos e forças que não se explicam, … apenas se sentem. Sei que és um dos meus trunfos mais poderosos, … mas… passem os anos que passarem, … a saudade é imensa.

Passem os anos que passarem, … e eu gostava tanto que tivesses estado comigo no dia em que terminei o meu curso, … no momento em que recebi o diploma de curso, o de mestrado, … no dia da defesa, … quando abrimos o nosso “cantinho do coração”… e outros passos felizes que vou dando, com carinho e alegria!

Tenho pena de não conheceres a minha família, … aquela que criei com a inspiração que também recebi de ti, da tua forma de viver e de estar seranamente, de forma tão simples, nesta vida nem sempre fácil. Conheces o Carlos e a Eva, não conheces? Melhor que ninguém, eu sei… Mas faltam tantas coisas, … tenho tantas imagens na minha cabeça, … tantos desejos… Sabes o que imagino tantas e tantas vezes? O teu aconchego quando me sinto tão pequenina… o teu abraço ao Carlos, pois seu que o tratarias como teu neto… Sonho ainda com o colo que darias à Eva, … que a adormecerias no sofá da tia sala, com a tua delicadeza quase inconsciente, … envolta no teu xaile lilás, … com os óculos postos na ponta do nariz enquanto tentavas espreitar o “Preço Certo”… com o saco da renda pousado ali perto… iluminada pelo candeeiro da mesa onde guardas o terço, a tesoura e a bolsa cinzenta dos óculos, … sim, … está tudo tão fresco e presente na minha memória… era assim, tal e qual, não era?

Penso tantas vezes como serias no papel de Bisavó… aprendido como mãe, aperfeiçoado como avó, … serias certamente ainda mais especial e eu sei que me perderia no tempo ao ver-vos brincar, … “bicho vai, bicho vem, … pela estrada de Santarém… sem comer, nem beber, … só roer, roer, … roer!!!!!”.

E as tardes de Domingo, teriam ou não teriam mais magia com todos os que somos agora? Os lanches, … as mãos em que guardavas um sugo e uma moeda, e mas estendias fechadas para que eu adivinhasse qual tinha o miminho? Tinham as duas, … e eu ficava tão feliz porque nunca falhava e vinha sempre com algo no bolso! Ai, que doce magia, … que doces memórias.

Tinhas em ti tanta doçura, … pouco sabias ler, … as contas fizêmo-las tantas vezes juntas, as cópias, os ditados… Mas de amor, poucos faziam equações como tu, … ainda hoje, … as mais poderosas que conheço, são as tuas mãos quando se sobrepunham nas minhas e me diziam “oh filha, não te rales com isso!”. Nunca mais ninguém me chamou “ganapa” como tu, … e sabes, agora lembrei-me por instantes, … ficavas triste comigo quando me ensarilhava nos cortinados da sala, … quando fiz xixi em cima da gaveta dos álbuns de fotografias, … mas não tenho na mente nenhuma zanga ou momento mais triste que tenhamos tido, … as memórias são persistentes e ainda muito presentes, … de mais triste, só guardo um momento, um dia, ..um telefonema,… aquele que dizia que tinhas partido, … quando era suposto ir visitar-te ao hospital no dia seguinte, …

Não recordo momento mais triste que aquele em que tive de aceitar a dura realidade, .. aquele em que te acompanhei à tua última morada, … sinto que estás perto, … sinto que estás aqui mesmo, ao meu lado, enquanto tento passar para estas palavras miseras todo o sentimento que por ti carrego, … passaram dez anos mas, … passem os anos que passarem, … a saudade só cresce. O coração foi-te traiçoeiro, … foi-te frágil, … estava carregado de amor, … cedeu sereno, … mas em nós, estarás sempre!

A Magia dos Gestos – “Baby Signs”

 

Já há cerca de 3 anos que descobrimos em família a magia dos gestos, através do programa Baby Signs. Foi pela mão de quem o trouxe a Portugal, a querida Sabla d’Oliveira, que o conhecemos. Desde há uns tempos que seguia a sua página no Facebook e, quando soube que viria dar formação a Coimbra, foi a loucura. Tivemos a felicidade de receber uma inscrição gratuita para o workshop de pais e desde logo ficámos rendidos. Na altura a Eva tinha sete meses! O workshop foi uma delicia, recheado de doçura e magia! Os bebés podiam circular livremente, podiam brincar e descobrir todo o espaço que tinha sido devidamente preparado para eles! Enquanto isso, nós, pais, íamos descobrindo alguns dos gestos, partilhando-os logo com eles. Logo começamos a por tudo em prática, assim que chegámos a casa. Persistência e dedicação são as palavras de ordem quando falamos desta abordagem. Certo é que, logo aos 8 meses, a pequena disse a primeira palavra. O primeiro gesto surgiu pouco tempo depois.

Durante vários dias e semanas íamos “rotulando” de gestos muitas das coisas que fazíamos, muitos dos objetos que nos iam passando pelas mãos, … o “comer”, o “beber”, o “gato”, o “coelho” da história, o “cão” do brinquedo, o “gosto de ti” que a toda a hora lhe diziamos e que ainda hoje é usado carinhosamente quando me despeço dela na janela de casa, mesmo que não a consiga ouvir… a “música” que púnhamos todos os dias e que a pequena adorava e adora,… e foi precisamente esse o primeiro gesto que fez! A magia aconteceu mesmo ante o nosso olhar! A sua motivação era a de ouvir música num dia em que não a tínhamos logo colocado, por isso foi ela mesmo que pediu, por iniciativa própria. Nem queríamos acreditar ao vê-la fazer o gesto. Ficámos loucos de alegria. Gravámos e enviámos à Sabla, que sempre vibra connosco e com estas pequenas vitórias. O vídeo chegou mesmo a ser partilhado no grupo secreto a que ficamos a pertencer, logo após a conclusão do workshop. Ali partilhamos conquistas, dúvidas, novos gestos que queiramos aprender, … temos todo o apoio e incentivo!

Ora, constatada que estava a eficácia do programa na minha vida pessoal, comecei também a aplicar as mais valias na vertente profissional, nas sessões de Terapia da Fala. Desde essa altura, em que fiz também o workshop para profissionais, que a magia chegou também às salas, com os “meus” meninos mais pequeninos. Ora, não é o gesto uma das primeiras abordagens que eles usam? Aquela que por vezes mantêm durante tanto tempo, levando por vezes a atrasos na fala? E se pudermos ter esses mesmos gestos, como base para a evolução da linguagem, como motor maior? Pois é, é isso mesmo que o programa “Baby Signs” preconiza. Ao contrário do que muitos papás e educadores receiam, não, o Baby Signs não contribui para o atraso do desenvolvimento da linguagem, deixando a criança presa a gestos, por mais e mais tempo. Não! O Baby Signs pega precisamente naquilo que a criança vai dominando, dando-lhe segurança nas suas partilhas, dando ênfase à sua iniciativa comunicativa. A par de tudo isso, a nossa missão de adultos, quer enquanto pais, quer enquanto profissionais (educadores, professores ou terapeutas) é mesmo a de ir dando novos gestos, novos estímulos. A par disso mesmo, o gesto é sempre acompanhado pela palavra. Assim, a estimulação da linguagem é conseguida. Seja nas interações quotidianas, em todos os contextos da criança, seja na leitura de uma história, ao cantar uma canção, em todas as brincadeiras, … qualquer iniciativa é ótima para transmitir mais e mais vocabulário. E depois? Depois… é só deixar a magia acontecer! Redução de birras, maior ligação entre pais e bebés, mais segurança emocional, … tanto, tanto, tanto que se ganha na relação com os mais pequenos!  Comprovada que está a eficácia deste programa a nível internacional, que mais esperam para o vir conhecer em Coimbra, pela mão da querida Tânia Dias?

Baby Signs

Pois, é verdade! A vida traz-nos estes presentes incríveis! A Tânia é uma amiga de outras andanças, também das que me apaixonam e me prendem mais um pouco do coração. Somos colegas do curso de CAM (Conselheiras em Aleitamento Materno)… partilhamos a paixão pela maternidade, pelo aleitamento, pelos bebés, pelas crianças e pelas conquistas bonitas! Mais uma vez, e ao fim de vários meses de preparação cuidada, juntamos esforços e trazemos a Coimbra a alegria e a dinâmica Baby Signs. Depois do sucesso do “Workshop Baby Signs de Natal”, no nosso “cantinho do coração”, teremos workshop de pais, já no dia 12 de Janeiro. A inscrição inclui a participação do casal e do bebé, apenas por 25€. Dias 16 e 23 de Janeiro, teremos em horário pós-laboral os níveis I e II para formação de profissionais. É educador e quer ser agente ativo na evolução da linguagem dos mais pequeninos? É terapeuta da fala e quer dar nova cor as sessões com os utentes mais novos? Temos preços especiais para inscrição conjunta nos níveis I e II! Falem connosco ou espreitem as paginas de Facebook. Esperamos por vocês… para que a magia continue a espalhar-se!

https://www.facebook.com/BabysignsTaniaDiasCoimbra/

https://www.babysigns.pt/team/tania-dias/

Natais de ontem… Natais de hoje!

Por mais que os anos passem, a magia do Natal não se perde, … seja ela focada em que pormenor seja. De uma forma ou de outra, Natal é sempre sinónimo de estar em família, seja ela composta por dois, três elementos, ..vinte, cinquenta… o importante é estar, é sentir!

Não, não sinto que a magia se perca com a idade, … de uma forma ou de outra, ela vai-se transformando, é apenas isso que sinto. Há uns anos atrás, especial era a sesta que fazia a meio da tarde, … sem ela o Menino Jesus e o Pai Natal não vinham lá a casa! Enquanto isso, na cozinha, a azáfama da minha mãe e da minha avó era para porem o bacalhau, as batata e as couves na panela. Para fazerem a sopa de Natal, com o pão deixado no final, bem abafadinho! Que saudades desse petisco! Ainda hoje, seja onde for, por mais simples que seja o migar de pão na sopa, que não costumo fazer por norma, mas que de quando em vez faço para relembrar cheiros e momentos de outros tempos, .. é sempre a “sopa de Natal” que me vem à memória!

Com os anos perderam-se pessoas especiais, … umas que permanecem no pensamento e no coração, … outras que se foram de vez! Umas que foram por decisão da vida, … outras que tomaram a decisão da sua vida, … Cada uma delas ocupa o devido lugar no meu pensamento e coração! Umas foram pela força dos tempos, … outras escolheram ficar! Outras chegaram, felizmente! Com elas trouxeram nova luz, novas gentes, novas tradições, momentos, gargalhadas e sentires. Obrigada Carlos, por tudo o que acrescentas em mim! Outras nascem e chegam carregadas de energia positiva, de luz verdadeira e doce… minha Eva, quão doce e perfumada é a vida contigo!

Hoje, os natais são mais conscientes! Sei perfeitamente onde e com quem quero estar! Sei realmente quem quer estar perto. O Natal deste ano ganhou uma magia nova… não melhor que a de antes, mas ganhou um novo sentido… um novo vínculo de família. Pela primeira vez conseguimos reunir na mesma mesa as pessoas que em anos anteriores ficavam amigavelmente “cá” e “lá”! E nós, que antes andávamos “cá” e “lá”, porque queríamos estar com as famílias “dos dois lados”, este ano conseguimos juntar “a família”! E fez tanto sentido! Pois a realidade é que é assim que a vivemos!

Não, … o Natal de ontem não teve o programa de espetáculos que antes fazia, … a família cá em casa tinha direito a Sarau de Natal… eu cantava, dançava, tocava órgão, flauta, … e oferecia mesmo um programa escrito, como mandava a tradição! Tinha magia à sua maneira. Mas ontem, a estrela da festa foi a nossa pequena. Também ela canta, dança, sorri, … e assim vamos ganhando novas tradições! O soar da sineta do pai natal, … o descobrir em que lado as badaladas soaram e saber que porta deveriamos abrir para descobrir um novo presente… a vontade em estar connosco, em partilhar aquele livro especial, aquele jogo que lhe prendeu o olhar! Minha Eva… tão feliz que és, … tanto que temos a aprender contigo!

Sem dúvida, … a magia continua a acontecer, … ela perdura no tempo… molda-se aos novos tempos, aos desafios que nos chegam! Melhor? Pior? Não sei, … alegre e feliz foi, certamente! Que mais anos assim venham… nada mais posso pedir! Boas festas a todos… acima de tudo, que nunca se perca esta essência! Natal sem consumismo, … Natal da Família… o Natal do Estar, do Dar-se, … apenas e só isso, nada mais!

Canjinha de alho francês: simples e deliciosa!

Uma dica que hoje deixei nas nossas páginas de facebook e instagram fez furor e muitas foram as mensagens e comentários a pedir a receita. Pois bem, como prometida, aqui fica ela! 🙂 Simples e deliciosa, e que em nada deixa a desejar à canja mais tradicional.

Há alguns meses fiz a transição para o vegetarianismo, … nas últimas semanas deixei mesmo de comer carne e peixe e tenho apostado em experiências culinárias “do momento”. Esta foi mais uma delas, uma ideia que surgiu num click! Com alho francês vindo diretamente da quinta da avó da pequena Eva, lembrei-me desta alternativa. Foi experimentada em altura de férias e, como estaríamos apenas três dias por aquela casa, não nos apeteceu comprar carne. Sim, porque o papá e a pequena, apesar de terem reduzido o consumo, continuam a consumir sempre que assim o desejam.

Assim, aqui vos deixo as dicas. A receita faz-se de forma fácil e rápida, num modo de preparação muito semelhante ao da canja tradicional.

1º Partir o alho francês em rodelas finas ou pequenos pedaços, conforme o gosto.

Utilizei também um pouco da rama mais viçosa, pois gosto muito do seu sabor e textura. Coloquei a cozer num tacho com água e sal, durante uns vinte minutos. Assim, o alho francês fica cozinhado, tenrinho, e temos um caldo super saboroso e aromático. Podem juntar uma ou outra especiaria, se assim o desejarem. Nós fizemos da maneira mais simples, apenas com sal.

 

2ª Depois de cozinhado o alho, juntar as massinhas.

Deixo sempre a pequena escolher o formato, e desta vez a escolha recaiu nas letras. Já começa a ficar curiosa com elas e em descobrir as três do seu nome.

 

3ª Deixar cozer as massinhas como normalmente o fazemos na canja de galinha.

 

4ª No final, em cada pratinho, e depois de servir a sopa, juntamos um pouco de azeite. Temos uma sopa ainda com mais aroma e maior riqueza nutricional.

 

Fácil, não é? Não é por seguir o vegetarianismo que deixo de comer coisas maravilhosas, tão fantásticas que todos cá em casa ficam tentados a experimentar e aprovam! 🙂

Façam a vossa experiência aí em casa e partilhem connosco a opinião de quem provou o pitéu! Fica o desafio! 🙂

Parada Disney: um espetáculo que recordamos para a vida! (Disneyland Paris XII)

No meio das nossas aventuras pela Disney que temos partilhado com vocês, e por entre todas as dicas que vos temos deixado, há mais uma coisa fantástica que não podem perder e que recomendamos a todos os que planeiam esta viagem de sonho. Todos os que aguardam a visita a este mundo mágico sonham em ver o espetáculo final, com o fogo de artifício, mas a Parada Disney também carrega tanto encanto!!!!

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Não estava nos nossos planos assistir a ela no primeiro dia de visita, mas a verdade é que, por voltas das 17:00, começámos a ver ser fechado um perímetro de segurança. Logo percebemos que iria em breve começar um espetáculo. “O” espetáculo! 🙂 17:30, como nos informaram em seguida. E assim, logo na fila da frente, e perante a possibilidade de o ver ali com toda a visibilidade, resolvemos esperar aquela meia hora.

Como já partilhámos com vocês noutros textos, trouxemos sempre comida e bebida connosco: água para todos, para estarmos hidratados, fruta, frutos secos, sandes… e ali mesmo, enquanto esperávamos, e sem perder o nosso lugar, fomo-nos abastecendo com novas energias.

A magia chegou depois, já com muita gente ao redor da praça magnífica. E começaram a surgir as personagens, os carros, … havia brilho e música por todo o lado. Músicas que tão bem conhecemos. Dos mais crescidos aos mas pequenos, todos as cantavam, todos chamavam pelos seus ídolos e personagens do coração.

Vinha o carro do Livro da Selva, da Bela Adormecida, as personagens do Frozen, do Toy Story, do Nemo, a Rapunzel, a carruagem da Cinderela e do seu príncipe, a abertura com a Marry Poppins… príncipes e princesas, … o Pato Donald, o Rei Leão, … de tantos e tantos contos que conhecemos desde a infância. Aquele tempo passa a correr.  E ainda são uns 15 minutos de desfile! E, sem querer, somos invadidos pelas memórias mais doces da nossa infância. Somos percorridos pelos sonhos mais incríveis.

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Já sabem, planeando a visita ao mundo dos sonhos, em paris, não deixem de reservar o momento para ver a Parada Disney, sem dúvida que o que guardamos na memória tem um aroma magnífico. E não é que só de vos escrever, já sinto uma certa nostalgia, … e tantas saudades!!!!!