Dia de Pediatra… e a igualdade entre Pai e Mãe!

Ontem, pela primeira vez, a Eva foi ao Pediatra! Coisas de mãe e de pai, mesmo quando a pequena se mostra saudável! Gostamos sempre de escutar outra opinião, saber que tudo está bem e ouvir da boca de um especialista que temos ali uma miúda “para as curvas”!

O Pediatra que escolhemos, o Dr. Luís Januário, não podia ter deixado em nós melhor impressão, a todos os níveis! E a Eva também parece ter empatizado com ele, pois sorriu vezes e vezes sem conta ao longo de toda a consulta, mesmo quando via os braços e as pernas serem esticados e testados de todos os ângulos possíveis e imaginários! Mais uma esticadela… mais um sorriso! Gostou tanto (sobretudo da parte em que ficou sem fralda, sem dúvida dos seus momentos preferidos do dia) que resolveu brindar-nos com um belo xixi! É delicioso ver o sorriso dela em momentos como este… parece que percebe claramente que nos fez uma marotice! E o doutor ainda disse: “têm aqui uma bela rapariga!” e “ela dá show”! Orgulho de pais: 100% (totalmente inchados, babados, olhos brilhantes, sorriso parvo, felicidade plena!).

A melhor parte da consulta, e que nos encheu ainda mais de orgulho enquanto pais, foi ver o espanto do médico por ver a nossa entrada em família pelo consultório adentro: pai com a filha ao colo e mãe a carregar o saco do bebé e o “ovo”! Ficou espantado pois diz que, por norma, está habituado a ver entrar as mães, possessívas, com as suas crias em braços, todas orgulhosas. Orgulhosa entrei eu também, sim, mas por ter a melhor filha e o melhor “pai” do mundo! Ver a Eva nos braços do pai preenche-me totalmente e faz-me ter todos os dias, cada vez mais, a certeza de que fiz a escolha certa!

Depois de nos dar os parabéns por esta “sintonia familiar” e pela calma com que encaramos a paternidade, sorrimos! Naquele dia, a “cadeira em frente ao médico”, toldada pelas formas femininas de tantas e tantas mães que ali se sentaram com os seus pequenotes, foi moldada com formas másculas e albergou pai e filha. Eu continuava a olhá-los, fascinada, sempre de mão dada à minha pequena princesa. Construimos e reforçamos laços de todas as formas, em todos os lugares!

E é assim que realmente somos: pai=mãe! Valemos os dois por igual, concebemos, criamos, amamos, com total equilíbrio. Penso que é por isso que recebemos tanto da nossa filha. A empatia e a cumplicidade entre a Eva e o pai é notória por qualquer pessoa. Mesmo o médico, que nunca nos tinha posto o olho em cima o disse! E é uma delícia vê-los interagir, “falar” na língua deles, segredarem malandrices só com o olhar e esbanjarem amor por qualquer lugar onde passam. Sou uma mãe babada, não só pela filha, mas também pelo pai dela! É vê-lo a aproveitar cada momento de colinho, cada brincadeira, … Parece que quer igualar comigo o tempo que a carrega, como se quisesse compensar agora os nove meses em que eu, exclusivamente, a carreguei. E sei que assim é, pois tantas vezes ouvi a sua saudável “inveja” sobre este facto. “Não é justo”, dizia ele, “nós também deviamos poder sentir o bebé na nossa barriga!”

É desta partilha, a todos os níveis, que revestimos as bases do nosso alicerce familiar, do nosso amor, da nossa vida! Se é visível aos outros, ainda bem! É puro, é sincero, … vem de nós! Que a vida nos leve sempre por este caminho, pois pensamos estar a percorrê-lo de forma nobre! Eva, que o orgulho que sentimos por ti seja recíproco, todos os dias das nossas vidas! Somos 3, … mas apenas um em cumplicidade! Que assim permaneça toda esta magia!

É feriado, … dia de brincadeiras (tolas) reforçadas!

Feriado, que maravilha! Sim, estou de licença de maternidade, seria um dia como qualquer outro, mas feriado significa o miminho ainda maior de termos pai a tempo inteiro! E é uma grande diferença, pois reforçamos o colo, as brincadeiras e as tolices. A cumplicidade entre pai e filha cresce ainda mais nestes dias de “pai a tempo inteiro” e é ótimo ir “espreitando” estes momentos!

Depois da mamada da manhã, deixei a Eva com o pai e fui tomar um banho (cá por casa levamos mesmo a sério momentos destes, não deixamos que seja apenas uma ideia de uns quantos artigos que lemos nas inúmeras revistas e artigos de internet, durante e após a gravidez). E assim foi: o pai ficou com a Eva e lá fui eu ao meu banho! A Eva estava muito animada e ja na banheira começo a ouvir “carradas” de boa disposição. Eis que chega o momento em que a minha filha (de dois meses, convém lembrar!), me aparece às cavalitas do pai pela casa de banho dentro, com ar felicíssimo, toda sorridente!

Feita a passagem pela casa de banho para espreitarem a mãe, foram novamente para a sala de estar e foi então que comecei a ouvir cantorias. Costumamos cantar imenso para a Eva cá em casa, e pomos música dos mais variados estilos, mas a banda sonora que hoje ouvia era exclusivamente composta por pai e filha: ele que cantava animadamente a “Loja do Mestre André” e ela que dava risadas e fazia sons aleatórios de forma cada vez mas estridente (que felicidade!). E mesmo quando a letra era repetida vezes e vezes sem conta, porque o pai não se lembrava de mais, a Eva ria e estava toda contente! E quando não se sabia mais, inventava-se, pois fui ouvindo algumas “versões alternativas da música”, fruto da imaginação do pai! Isto era apenas o que eu ia ouvindo no meio do barulho da água do banho! Imagino como estaria a “festa” na sala!

Mas a alegria continuou, porque esgotada a letra da música e toda a imaginação, é chegado o momento em que começo a ouvir músicas na televisão. Lá foi o pai aos DVD’s da Carochinha e outros que tais, feliz herança da Mãe-Terapeuta, dos belos dias, há alguns tempos atrás, em que nem nas clínicas nem nos locais de estágio havia internet para aceder aos vídeos infantis pelo youtube! Na altura em que não havia sequer smartphones para nos socorrermos da internet e logo ali procurar a canção que fazia a delícia da pequenada. Ainda bem que construí todo esse “espólio”. Hoje, já com pouco uso profissional devido às inovações tecnológicas, estes DVD’s com os mais variados conteúdos infantis fazem a delícia da minha pequenita (e dos pais!). São sinónimo de muitos momentos bem passados! Verdade seja dita, muitas vezes, ao longo do tempo em que reunia os materiais com que tenho trabalhado, secretamente pensava: um dia, quando tiver uma filhota, ela vai delirar por ver tudo isto! E não é que agora, que vivencio esta fase maravilhosa da minha vida, é precisamente isto que acontece!? Tão bom que é! Não podiamos ter passado dia melhor em família! E é de momentos destes que, passo a passo, a felicidade se constrói! Obrigada Eva! Obrigada “pai” (da Eva!). Aqui, com vocês, sou feliz!

E apesar de tudo… Família Carvalho Amaral 1 – constipação 0!

Estamos felizes e contentes cá por casa! Ao fim de quase uma semana de dores de garganta, cabeça tonta e pesada e muitos lenços de papel à mistura, podemos dizer que a constipação se encontra quase oficialmente extinta aqui por estes lados!

Resumo da situação: uma mãe entupida, um pai que quase se deixava também apanhar pelas “bicharecas constipatórias” e uma filhota que andou ali no vai-e-não-vai. E sabem que mais? A miúda é “rija”, como se diz para os nossos lados serranos! É verdade! Nem eu, com a minha capa de “super mãe” fiz frente de forma tão brilhante ao maldito do bicho. A Eva sim, (mesmo entre mim e o pai, ranhosos e fanhosos, … eu com uma voz rouca tão sexy (mas que envergonha qualquer terapeuta da fala)), portou-se como uma verdadeira campeã! Apenas um nariz entupido e algumas “ranhocas”, isto cá para nós que ninguém nos ouve, apenas para experimentar lenços de papel pela primeira vez! E conseguiu!

Brincadeiras à parte, a pequena sim, foi forte! Fico feliz que não tenha sido muito afetada com tudo isto e que ao mesmo tempo tenha já começado a criar as suas próprias defesas. O melhor de tudo isto? Beijos e abraços mil, muitos e apertados, a toda a hora e momento, porque o tempo perdido não se encontra mais, mas que podemos redobrar as doses de miminhos dos últimos dias sempre que nos apetecer, lá isso podemos! E anda o delírio por cá! Agora sim, posso recuperar de quase uma semana de afagos que ficaram acumulados no meu coração aflito e preocupado de mãe!

E ainda mais: demos conta do “clã de bichinhos” apenas com um ingrediente mágico: amor, muito amor! Medicamentos não entraram cá em casa. Eu ainda cedi a uns quantos esguichos de água do mar pelo nariz acima (mas só para sentir o cheirinho do mar, pois este ano nem molhar os pesinhos molhei, por um bom motivo, é claro!). Nao faltou também muita água, como já é costume todos os dias, ou não fosse este conselho primordial de Terapeuta da Fala. O pai ainda foi às colheres de mel para domar aquela garganta irritada, .. mas a Eva foi tratada com o melhor de todos os remédios: o nosso amor, carinho e atenção constantes! É não é que resulta?! Resulta sempre! Missão quase cumprida em família… que se vão os últimos espirros e aquela tosse chata que ainda se faz ouvir às vezes e podemos gritar “vitória”!!!!!

 

Constipada, … e entupida de preocupações!

Estamos a tempo inteiro dedicadas ao nosso rebento e tentamos que nada de mal lhe aconteça. Fazemos de tudo para o proteger de todo e qualquer mal, desde o início até ao fim do dia, enquanto vestimos orgulhosamente as nossas capas de “super-mães”! Mas, eis que chega o dia em que nos constipamos e ficamos, literalmente, “entupidas de preocupações”!

E agora, o que é que eu faço? A pequena não pode ficar constipada! Alerta total! Mãe galinha em acção, toca a proteger a cria! Pois é, … mas e quando somos nós que tratamos deles a toda a hora, sem avós por perto, sem outra alternativa que não seja, … partilhar a bem-dita da bicharada que trouxemos sabe-se lá de onde! Bem que gostava de poder mudar fraldas à distância, dar banho por telepatia ou amamentar sem a mínima possibilidade de partilhar as “bicharecas”, … mas os poderes de “super-mãe”, infelizmente, ainda não atingiram tal nível de perfeição! Senhores cientistas, afinem os vossos conhecimentos e apliquem-nos à maternidade, que nesta altura dava um jeito tremendo! Vale a preciosa ajuda do pai que, todo vaidoso, desfila com a pequena pela casa fora para ajudar a toda a hora (sim, porque estar parada não é com ela, e ainda bem!). Obrigada pai, sem ti, eu e a Eva partilharíamos muito mais deste malandro vírus que veio de mansinho com o chegada do Outono!

Concentração de forças e energias, é chegado o momento, procedimentos a operar: 1) respirar menos para cima da pequenita, 2) reduzir o número de beijos por minuto (a parte pior de todas, mesmo quando comparada com todas as vezes que tenho de me assoar, por água do mar para descongestionar o nariz ou colocar algum creme nos lábios e no nariz que estão vermelhos de tanto lenço verem passar à frente!), 3) limitar o contato físico ao mínimo indispensável… E isto custa tanto…

É assim que estamos cá por casa! Só espero que todos estes dias de “sacrifícios” de mãe dêem resultado e que a Eva passe ao lado da sua primeira constipação! Ora vamos lá deixar isso para daqui a uns tempos que amor temos muito para partilhar, mas os bichinhos da constipação quero-os todos só para mim! E ainda dizem que as mães são altruístas e gostam de dar tudo aos seus filhos! Gostar, gostar, … gostamos, … mas há coisas que preferimos guardar só para nós, e esta, é uma delas!

Mais um blog de mães? Não!

Chamo-me Joana Carvalho e sou Terapeuta da Fala… aliás, como eu gosto mais agora de me ver e apresentar, .. sou Terapeuta da Fala… e Mãe! Sim, esta é uma parte bastante importante, pois é uma nova realidade, à qual ainda me estou a habituar, mas que já me preenche totalmente!

Pois é, a Eva chegou no final de Julho para dar mais cor e alegria aos nossos dias. E é como se diz popularmente: primeiro estranha-se, depois entranha-se! É algo maravilhoso! É verdade, há muito medo à mistura de início, mas as dúvidas vão-se dissipando com o tempo, pois outras ainda maiores vão surgindo a cada dia, … mas assim se vão passando as semanas e sem dar-mos conta os nossos pequenos crescem! A Eva é uma menina já com 2 meses. Até custa dizer! Parece que foi ontem que a vi pela primeira vez e que a senti nos meus braços! Que bom recordar!

Mas sobre todas estas emoções, que muitos e muitas de vocês que me lêem certamente recordam com o mesmo carinho, falaremos mais tarde! Por hoje, resta-me apresentar-vos este meu projecto, o projecto “Joana a terapeuta… e a mãe!”. Não, não é mais um blog sobre maternidade, pois já existem grandes páginas que também sigo com regularidade! Para os que me conhecem e seguem o meu percurso profissional, sabem que tenho o projecto “Joana a Terapeuta”, mais dirigido à partilha de materiais, ideias e informações relacionados com a minha área profissional, que também tanto me apaixona. Pois bem, agora, com este novo projecto, o que pretendo mostrar-vos dia a dia é o meu lado de mãe, complementado com o meu lado profissional. Tentarei trazer-vos várias vezes por semana (tantas quantas a pequena Eva me permitir escrever) ideias e formas de como estimular os nossos pequenotes, aliando todo o conhecimento que adquiri ao longo do meu percurso académico e ao longo dos meus últimos anos enquanto profissional, no contacto com todos os “meus” meninos!

Espero que se tornem cúmplices da página e do projecto! Estarei sempre ao dispor para responder a dúvidas e quaisquer questões que vos possam surgir! Sigam a página do facebook e o blog, pois muitas surpresas vão surgir!

Sejam bem-vindos ao projecto “Joana a Terapeuta… e a mãe!”