O contato pele a pele é privilegiado em instituições amigas dos bebés, sendo um dos critérios para que obtenham e mantenham essa designação! Para além dessa condição, este tipo de contato inicial entre mãe e bebé nos primeiros tempos de vida assume-se como um início perfeito da nova vida para o bebé que acaba de conhecer o mundo! Depois de passar alguns meses no útero materno, com todas as condições ideais de temperatura e todos os confortos, com toda a proteção garantida, o recém-nascido vê-se chegado a uma nova realidade, onde a auto-regulação começa a ser necessária. Ora, este novo ambiente nem sempre é um desafio fácil para os mais pequeninos, sendo que a passagem para o meio externo é feita, por vezes, em pouco minutos.

Há quem refira mesmo o primeiro trimestre de vida do bebé como o último de gravidez, ou seja, uma espécie de gestação fora do útero, onde o bebé aprende a viver com os desafios do meio, com novos sons, com temperaturas menos controladas, com agentes de agressão que lhe estão mais próximos.

Cá em casa, privilegiamos o contato pele a pele em vários momentos, e a Eva já tem dois aninhos. Sabemos que a acalma em momentos de maior medo, em situação de birra, quando está adoentada, … sentir o nosso calor é um fator essencial. E até nós, eu e o pai, usamos este tipo de contato quando precisamos nós do colo da pequena. O poder do contato pele a pele é mágico. Ora, se assim é em crianças mais crescidas, o que dizer dele num recém-nascido?

Que nenhuma mamã, sempre que as condições pós-parto assim o permitam, seja proibida deste laço com o seu filho! Oh, como recordo eu aquele dia 23 de Julho de 2016… 8:05! Aquele raio de sol que me entrou pela janela da sala de partos, .. o sol que entrou na minha vida, que a mudou para sempre, para melhor! Chegava a Eva e as recordações são maravilhosas. É verdade, estamos exaustas do parto, de todas as dores, do esforço feito, … de tudo o que ouvimos, do turbilhão de emoções que sentimos, … e a verdade é que precisamos os dois de colinho bom: mãe e filho. O estreitar do vínculo criado durante a gravidez, o primeiro impacto de que realmente temos um bebé no nosso colo. Os cheiros, o conforto, a segurança, … tudo (re)começa ali. É uma nova etapa. O bebé não sabe bem o que lhe aconteceu, por isso, quanto mais próximo estiver da mãe, mais fácil lhe será habituar-se ao seu novo mundo!

O contato pele a pele permite-lhe continuar a sentir de perto o cheiro da mãe, a ouvir o seu coração e todos os barulhos que o corpo dela faz. Ele conhece-os tão bem! 🙂 Assim, a vida fora da barriguinha começa deliciosa, … sem sobressaltos! Calma, paz e tranquilidade é tudo o que o bebé necessita após o parto. E se for possível amamentar, ainda melhor!

Muitas maternidades e profissionais permitem que o bebé faça a reptação, desde a barriga da mãe até ao peito, logo após o parto. Sim, por isso mesmo o mamilo tem aquela cor acastanhada. Do pouco contraste visual que o bebé consegue distinguir, aquela cor mais escura, perante a pele clara da mãe, é o seu principal foco de atenção. Com a Eva tivemos a sorte imensa de tudo isso ser possível, … quase uma hora de carinho e agradecimento. De contemplação e paz. A pequena mamou. Mais profissionais deviam difundir esta prática. Um bebé ser amamentado nas primeiras seis horas de vida traz benefícios sem fim. Se esta prática for feita nas primeiras duas horas de vida, melhor ainda! É a melhor vacina que lhe podemos dar, imcomparável a qualquer uma que um dia a ciência farmacêutica possa criar.

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Por isso, que mais mamãs o consigam no parto. Que o prolonguem pelos primeiros dias de vida do bebé, nos primeiros meses, … pela vida fora! Sempre que o seu benefício seja maior! 🙂 Outra das vantagens, e porque o pai tem naturalmente uma temperatura corporal superior à da mãe, é que se use este importante trunfo em caso de cólica. Tantas vezes acalmámos assim a pequena, na barriguita do pai, com massagens. De facto, tudo isto ajuda a que eles fiquem melhores!

Dispam-se de preconceitos, aproveitem os vossos bebés, … mimem-nos, … deixem-se ser mimados por eles. Afinal, os anos passam ligeiros, e quando damos conta eles são grandes demais para o nosso colo. Não pelo tamanho, mas porque um dia a vontade de nos pedirem esse mimo vai ser menor. Aproveitemos então cada dia, cada momento, cada segundo.

Contato pele a pele, sempre! Desde os primeiros segundos de vida, … e até que o bebé assim o queira. A segurança que se cria neles ficará pela vida fora! Sempre! 🙂


3 comentários

carlosamaralphotography · 6 de Dezembro, 2018 às 0:50

É maravilhoso!!!!

somossentimentais · 8 de Dezembro, 2018 às 10:28

Bom dia !
Será que poderia me seguir e eu te sigo de volta ? Estou começando agora.
Um beijo e muitas bençãos pra você e seu bb

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