Antes de mais peço-vos desculpa pela ausência dos últimos dias, mas o final do período letivo reveste-se sempre de trabalho e mais trabalho e relatórios infinitos, o que limita em muito o tempo para o que quer que seja para além disso! Mas esta semana o tempo esta um pouco mais folgado e não queria deixar de partilhar com vocês os acontecimentos da terça-feira da semana passada!

Este texto serve, sobretudo, para incentivar as mamãs a não deixarem de sair, mesmo depois de terem os seus bebés! Sim, eu também tenho os meus medos! Fiquei em pânico só de pensar que estaria longe da minha bebé mais horas do que as habituais. Mas, sobretudo, assustou-me pensar que ela teria que se deitar sem eu estar por perto! Mas, aqui vai o relato da minha experiência que foi francamente positiva! A pequena e o pai estiverem mesmo, mesmo, mesmo à altura do desafio! Parabéns dupla maravilha! 🙂

Então na passada terça-feira lá rumei eu a Lisboa com a minha irmã! Já há meses que me tinha falado do concerto do cantor Bruno Mars, que ambas admiramos muito e eu, como nos bons velhos tempos, lá lhe disse que lhe fazia companhia! Os bilhetes estavam comprados há mais de meio ano e, na altura, o pai da Eva incentivou-me a ir pois, “nessa altura, a Eva já vai estar mais crescida e a comer sopas e outros alimentos… vamos safar-nos!”. A verdade é que estes meses passaram a correr (mais uma prova de que o tempo nos escapa pelos dedos), mas mesmo assim, eu não estava preparada para sair por tantas horas! Sim, há mães que saem o dia inteiro para trabalhar! Eu também saio vários dias, ainda que não todos, dada a transformação que fiz na minha vida quando a Eva nasceu! Ainda assim, só o fato de não lhe poder dar a maminha da noite e de a adormecer, estava a deixar-me em pânico! Estive várias vezes para desistir, mas o pai da Eva não me deixou! Estava com tanto medo de ter um ataque de pânico se soubesse que ela estava a chorar desalmadamente à minha procura, estando eu tão longe! Para piorar tudo, há uns dias li que, para uma criança com menos de dois anos, a ausência da mãe por um período superior a 12 horas já faz “estragos”! Pânico ainda maior,… mas a verdade é que correu tudo às mil maravilhas! E sim, nem 12 horas estive fora (coração de mãe aumenta tudo vezes e vezes sem conta e multiplica preocupações)!

E assim, lá fui eu! Saí pelas 17:30 e às 03:00 já estava em casa! A pequena dormiu a maior parte do tempo, pois as brincadeiras do final de tarde com o pai deixaram-na esgotada! Nem quero imaginar a autêntica “ramboia” que deve ter sido… mas que fiquei tranquila por a saber bem, ufa, … se fiquei! E na hora de deitar, … biberões cheios com leitinho tirado nos últimos dias e devidamente congelado… e um pai que conseguiu adormecer a pequena! Que orgulho… temos super pai (mas isso eu já sabia!). A verdade é que a pequena dormiu até ao preciso momento em que eu parei o carro à porta de casa…a ligação entre mãe e filha é incrível! Mal entrei em casa a Eva veio para os meus braços e lá teve o adiado miminho para adormecer! E não é que correu tudo às mil maravilhas?!

Concerto fantástico, … momentos bem passados com a mana mais nova, em nome dos bons e velhos tempos, revivendo as memórias de há uns anos, … pequena divertida, … pai orgulhoso, … mãe babada e com energias revigoradas! Se me senti a pior mãe do mundo por deixar a pequena em casa? Sim, no início sim! Mas ser mãe é um dom, algo que nos anima, que nos faz crescer e nos supera! Desafio cumprido! E mais uma vez se comprova! Ter filhos não limita em nada as nossas vivências, … bem pelo contrário… aumenta-as em intensidade, em alegria, … é mesmo o melhor do mundo!


1 comentário

Insure Your Laptop · 11 de Maio, 2017 às 10:05

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