Este ano o nosso Natal pautou-se por algumas ausências, … mas também por alegria infinita, pois a nossa Eva já sabe aproveitar tão bem a magia desta época. E quando digo que usufrui ao máximo é mesmo na verdadeira essência da quadra, no real significado que ela deveria assumir sempre.

Valoriza o estar, o ser, … o olhar, o observar! Derrete-se pelas luzes de Natal, pelos enfeites, … pára em cada recanto da rua, das lojas, observa as casas, .. na noite, até uma simples luz das antenas de telemóvel ou um semáforo ao longe merecem um sentido “oh, tão lindo!”. Tal é a felicidade em que anda envolta que todas as luzes lhe parecem mágicas e sem igual. E eu fico deliciada a olhar para ela, a observar aqueles risos felizes, ternurentos, sinceros, puros, … quem me dera ainda manter perante a vida esta contemplação da simplicidade que tanto a carateriza, às vezes tenho saudades. Pouco espera, tudo recebe! O brilho que transborda dos seus olhitos brilhantes enche-me o coração!

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Não, aqui por casa não somos apologistas de muitos brinquedos nem da cultura do “ter” material. Não valorizamos a azáfama do comprar, do trocar as prendas, … primamos pela simplicidade, e felizmente estamos a conseguir, de forma natural, passar à nossa menina todo este verdadeiro sentimento da quadra natalícia. As prendinhas que foram chegando, foram sendo partilhadas com ela ao longo dos dias, … cada uma sendo valorizada particularmente, por si mesma, em cada serão. Na noite de Natal veio a tão esperada, a que ela tinha pedido ao Pai Natal: o Livro do Wall-E. Pequenos 6€ que valeram enormes sorrisos! “O Pai Natal fez mesmo a magia!” dizia ela. E fez, oh se fez! Nada mais importou, … ela queria era mostrar o livro a todos, partilhá-lo com quem a rodeava. Teve mais algumas prendinhas, que foi vendo curiosa, … mas sem o frenesim louco do consumismo e do querer mais e mais à medida que vinha cada embrulho. Sorria-lhes enternecida, e calmamente apreciava-as!

Ouviu-se a sineta do Pai Natal, tradição na casa da Bisa. A sineta tocou por debaixo do seu xaile enlutado, mas o seu rosto sorria. A pequena sorria com ela, feliz, sem saber do “segredo”! “É mesmo o pai Natal!”. Por isto, pela magia do ser simples, … quem me dera que fosse sempre Natal. Basta uma pequena gambiarra de luzes a piscar, … um livro, … um miminho, … e momentos em família! Natal é isto, … não precisa ser nada mais!


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