Canjinha de alho francês: simples e deliciosa!

Uma dica que hoje deixei nas nossas páginas de facebook e instagram fez furor e muitas foram as mensagens e comentários a pedir a receita. Pois bem, como prometida, aqui fica ela! 🙂 Simples e deliciosa, e que em nada deixa a desejar à canja mais tradicional.

Há alguns meses fiz a transição para o vegetarianismo, … nas últimas semanas deixei mesmo de comer carne e peixe e tenho apostado em experiências culinárias “do momento”. Esta foi mais uma delas, uma ideia que surgiu num click! Com alho francês vindo diretamente da quinta da avó da pequena Eva, lembrei-me desta alternativa. Foi experimentada em altura de férias e, como estaríamos apenas três dias por aquela casa, não nos apeteceu comprar carne. Sim, porque o papá e a pequena, apesar de terem reduzido o consumo, continuam a consumir sempre que assim o desejam.

Assim, aqui vos deixo as dicas. A receita faz-se de forma fácil e rápida, num modo de preparação muito semelhante ao da canja tradicional.

1º Partir o alho francês em rodelas finas ou pequenos pedaços, conforme o gosto.

Utilizei também um pouco da rama mais viçosa, pois gosto muito do seu sabor e textura. Coloquei a cozer num tacho com água e sal, durante uns vinte minutos. Assim, o alho francês fica cozinhado, tenrinho, e temos um caldo super saboroso e aromático. Podem juntar uma ou outra especiaria, se assim o desejarem. Nós fizemos da maneira mais simples, apenas com sal.

 

2ª Depois de cozinhado o alho, juntar as massinhas.

Deixo sempre a pequena escolher o formato, e desta vez a escolha recaiu nas letras. Já começa a ficar curiosa com elas e em descobrir as três do seu nome.

 

3ª Deixar cozer as massinhas como normalmente o fazemos na canja de galinha.

 

4ª No final, em cada pratinho, e depois de servir a sopa, juntamos um pouco de azeite. Temos uma sopa ainda com mais aroma e maior riqueza nutricional.

 

Fácil, não é? Não é por seguir o vegetarianismo que deixo de comer coisas maravilhosas, tão fantásticas que todos cá em casa ficam tentados a experimentar e aprovam! 🙂

Façam a vossa experiência aí em casa e partilhem connosco a opinião de quem provou o pitéu! Fica o desafio! 🙂

Alimentação em tempo de férias… na Disney (Disneyland Paris VIII)

É verdade, o tempo passa a correr e já passou mais de um mês desde a nossa viagem à Disneyland Paris. Partilhámos com vocês muitas experiências, muitos locais a visitar, dicas para a escolha do alojamento, para a compra dos bilhetes de avião e para os parques, … mas ficou a promessa de mais partilhas.

O final do ano letivo chegou e, dada a minha profissão como Terapeuta da Fala, tanto houve a fazer, que as restantes partilhas que prometi, vão começar a chegar já hoje! 🙂

Um dos temas acerca do qual mais me têm questionado são as despesas com a alimentação, e sabem que mais? Mais uma que conseguimos contornar da melhor forma. Conseguimos fazer refeições simples, equilibradas e sempre saudáveis. Verdade, poucas vezes comemos pelos parques, pois aí o plafond a ter disponível teria de ser muito superior aos cerca de 850€ e que gastámos em tudo, recordam-se (viagens, bilhetes para os parques, alojamento, transportes em paris, …)?

Durante a nossa estadia fui tirando fotos de muitos dos locais que podem encontrar pelos parques e, assim, quando planearem a vossa visita podem ter já uma ideia. Deixo algumas dessas imagens!

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Aflitos e preocupados? Menus a rondar os 35, 40 € e mais por pessoa? Pois bem, e se vos disser que em compras para os quatro dias apenas gastámos uns cerca de 60 euros, entre pequenos-almoços, almoços, lanches e jantares? E no parque talvez uns 30€, com alguns miminhos e um ou outro lanche que teve mesmo de ser, pois no primeiro dia de visita fomos menos prevenidos? Eramos nós os dois e a pequena Eva, e olhem que ela come muito bem! 🙂

Ora, a base foi mesmo a simplicidade e vontade de cozinhar em casa. Como já partilhámos num outro texto, ficamos num alojamento AirBNB, por isso tínhamos cozinha à disposição. Os pequenos almoços tiveram na base café para mim e para o pai (compramos em pó, como usamos ainda cá por casa, nada de cápsulas!!!). Leite para ele e para a pequena. Pão, queijo, fiambre e doce. Estes também usámos para as sandes dos lanches da tarde e da manhã. A juntar a isto, muita fruta fresquinha e frutos secos. Nada de sumos, nem de snacks doces, nem de bolachas. Já por cá pouco usamos no dia a dia, devido às “carradas” de açúcar que contêm… e acreditem, sentimos todos os dias nas contas do supermercado… e na saúde, sobretudo!

Fizemos sempre sopinha e pratos completos. Legumes também não faltaram para as nossas sandes do almoço. Para a pequena levava sempre um prato mais completo, pois cozinhava a mais no momento do jantar: massinha com carne, leguminosas secas, … felizmente o tempo estava fresquinho e a isso se proporcionou. Água também não faltou, sempre em grande quantidade. Ainda assim, era um peso e uma despesa que, nos parques, poderíamos ter evitado, pois há vários bebedouros por lá! 🙂

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E assim, a poupança foi imensa, e ainda tivemos a certeza de comer sempre de forma equilibrada e saudável. Mais uma das vantagens do local onde ficámos alojados? Tinhamos supermercado a dois minutos a pé, sempre com pão fresco, legumes deliciosos, e tudo o que precisávamos. Não podia ter sido melhor a escolha!

Como podem ver, esta é mais uma forma de poupar e conseguir férias acessíveis, sem ter de gastar “rios” de dinheiro. Uma ou outra vez fizemos um miminho no parque: um bolo, um croissant, um sumo, … um gelado, … um gofre (lá são ótimos!). Mas, acima de tudo, não nos esquecemos dos princípios de comer bem, saudavelmente e de forma económica. Como vêem, é possível! 🙂

Curiosos ainda sobre mais locais que visitámos? Como foi a fantástica Parada Disney? Como fizemos com os transportes entre o local de alojamento, os parques Disney e na visita a Paris Centro? Como lidámos com as filas de espera e como conseguir o truque do uso do “Fast Pass” ou quais os segredos que esconde o famoso “Mickey Café”? Quais as APP’s que usámos para nos ajudar durante toda a visita? Vimos contar tudo em breve!

Disney para todos: acessibilidade para pessoas com limitação física e bebés (Disneyland Paris VI)

A Disney é mesmo um mundo à parte, mas muito bem pensado e estruturado. Todos, sem excepção, são aqui bem-vindos. Nos dois dias que passámos pelos parques vimos pessoas de todas as idades, desde bebés de colo a pessoas de mais idade.  Vimos muitas e muitas cadeiras de rodas, com crianças e com adultos! Ninguém fica indiferente a toda a magia.

1 – Facilitadores a pessoas com deficiência motora

Cruzámo-nos muitas vezes com pessoas com limitações físicas e elas eram sempre bem recebidas. Na zona da bilheteira e mesmo no acesso às portas principais havia entradas maiores e prioritárias, … tudo preparado para receber qualquer visitante do parque com necessidades especiais. Cada divertimento tinha também esses acessos privilegiados e muito bem preparados, … elevadores em algumas das diversões onde era necessário aceder por escadas a outros andares, .. enfim, tudo pensado ao pormenor e de forma a não deixar ninguém de fora!

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2- Vantagens e complementos para bebés e crianças de colo

Também as condições para os mais pequenos não foram esquecidas. Desde a possibilidade de aluguer de carrinhos na entrada do parque, por 15€ por dia, com parques “de estacionamento” para eles à entrada de cada diversão, para que os mesmos pudessem ficar em espera, sem ter que atrapalhar o momento de aproveitar as personagens e os locais mágicos no interior.

Nos vários espaços para alimentação e restaurantes iam também surgindo algumas cadeiras infantis, claro, com a forma do Mickey.

Mas o que mais nos despertou a atenção foi uma pequena casinha, no DisneyLand Park. Um espaço onde havia casas de banho familiares, um espaço de refeições com imensas cadeirinhas para os bebés, … cadeiras onde as mamãs poderiam amamentar e ainda uma pequena copa, equipada com micro-ondas, copos, água e todas as condições para que ali se pudessem aquecer as refeições dos mais pequeninos. Espaços de muda de fraldas iam sendo avistados também por todo o parque.

Nesse mesmo espaço dedicado aos bebés e às famílias  havia ainda um ponto de espera para o caso de alguma criança se perder e os pais a poderem ir buscar novamente. Um espaço animado, com vários peluches e brinquedos, para que os pequenotes ali pudessem passar momentos divertidos, enquanto aguardavam pelos pais e responsáveis.

Era ainda possível adquirir produtos alimentares e de higiene para necessidades ou faltas de última hora. Comida, fraldas, bens de primeira necessidade, … tudo! Sim, uma fralda custava 1€. Sabemos que é um valor alto, mas pensando que pode salvar o resto da visita, toda a ajuda é bem-vinda!

Por isso, já sabem, a Disney é mesmo para todos. Crianças, bebés, … adultos, idosos, … todos se podem e devem deixar levar nesta magia imensa, … pelo menos uma vez na vida. Todas as condições estão disponíveis e cada pessoa se torna única e especial a partir do momento em que entra por aqueles imensos portões sem tempo nem preocupações.

 

Disney Studios: dia 1 (Disneyland Paris IV)

Bom dia a todos os que têm acompanhado esta nossa aventura. Bom dia aos que se juntam hoje a ela. Estamos em Magny-le-Hongre, uma pacata vila, bem pertinho do chamado “Círculo da Disney” de Paris. Uma localidade tranquila, muito acolhedora.

Bem que queria ainda ontem ter vindo partilhar mais novidades e experiências com vocês sobre o primeiro dia na Disney, … mas o cansaço venceu-me! Uma dor de pernas gigante, e com as costas a condizer. Fartámo-nos de andar, e eu muitas das vezes com a pequena ao colo. Estava tão mimocas! Soube tão bem! 🙂 Contudo, é motivo para se dizer: cansados, mas felizes! 🙂

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O dia não podia ter sido mais cheio, mágico, … com suspirares a cada recanto. Cada personagem, cada pormenor, cada lembrança de infância, … a expressão da Eva… a reação às personagens e locais que ia vendo… Algumas vezes, sobretudo com os vilões e bruxas, julgo que ia sentindo algum medo. Bem que lhe dizíamos que eram apenas pessoas dentro de fatos, para ela não ficar aflita. Mas, sabem que mais? Penso que ela nem pensava nisso! Se nós já estávamos envoltos em magia, ela estava totalmente emersa neste mundo delicioso. Havia momentos em que nem falava, … mas olhar para os seus olhinhos brilhantes, a boca dela a abrir-se mais e mais de espanto, … os suspiros que iam saindo, e os que não saiam, dando apenas lugar a abanares de mão dizendo adeus, ou a abraços mais e mais fortes que nos dava, ao nosso colo… Indescritível!

Mas, vamos a mais algumas pormenores e dicas. Tinham ficado prometidos, e aqui vão!

1- A entrada no parque:

O acesso foi muito rápido e fácil. Não sem antes ser feita toda a verificação de segurança de pessoas e sacos, tal como no aeroporto. Depois, fomos trocar os nossos vouchers que tinhamos pré comprado pelo site Disney e entramos, diretamente. Com apenas uns segundos de fila, muitos sorrisos e expetativas, lá fomos nós.

Ao entrar, e por termos comprado bilhete de dois dias, para os dois parques, optamos por começar pelo parque que visitámos inicialmente: o Disney Studio. Tem menos atrações que o Disneyland Park e, por isso, começamos a visita por ele. A meio da tarde começamos por explorar o segundo.

2- As primeiras atrações

Em breve venho falar-vos de todas as aplicações para telemóvel que temos usado durante a viagem para nos facilitar a vida. Mas foi pela APP da Disney que nos fomos regulando em termos de tempo de acesso a cada uma das diversões, sendo que em cada uma delas esse tempo também se encontra afixado. Na aplicação podemos ver ainda quais os espaços temáticos existentes, os tempos de espera em cada um deles, … e nós começamos por andar no que estava dedicado ao Toy Story. Fomos também no tapete voador, com o Aladino, o Génio e a Jasmim!

Fomos vendo algumas personagens, com as quais era permitido tirar foto mediante reserva, também numa aplicação, mas essa opção não utilizámos. Há tantos locais pelo parque com desenhos, imagens e personagens que, só se quiserem mesmo, mesmo, mesmo, podem escolher essa opção. Existe ainda uma outra opção: o chamado Photo Pass, onde, por cerca de 75€ podem também tirar e recolher no final todas as fotos tiradas. Mas, gostando tanto de fotografia, acabámos por optar por ser nós mesmos os repórteres de serviço. Fica apenas a informação extra, para que, se quiserem, possam ir saber mais.

3- Obras no parque

Contem sempre que, dada a grandiosidade dos espaços, a quantidade de divertimentos existentes e todas as pessoas que passam pelo parque diariamente, se torna necessário fazer alguma manutenção frequente. Para grande pena nossa, o espaço dedicado ao Dumbo (no Parque Disneyland) e ao Peter Pan (no Disney Studios) estão neste momento em manutenção. Mas a verdade é que até aí eles fazem magia pois, ao redor de cada um dos sítios, colocam imagens deliciosas, e aí, mais uma vez, surge a hipótese de foto. Estas informações constam também da aplicação.

4- Comidinha para o dia

Tanto em casa, como para levar para o parque, temos optado, sempre que possível, por comprar e levar o que precisamos. Também sobre este tema vos darei mais novidades em breve, num texto apenas dedicado a estas escolhas mas, para já, deixo as dicas principais: comida caseira para a pequenota,umas sandes bem recheadas para nós, muita fruta e água. São os melhores segredos que possa partilhar com vocês! 🙂 Por lá, os preços vão variando muito, mas a verdade é que não fica barato. E só vos digo, hoje levamos ainda mais umas peças de fruta extra e mais uns snacks de frutos secos. Ao fim da tarde a fome apertou e menus base de 15 euros foram dos preços mais em conta que encontrámos. Snacks com bolachas a cerca de 3€ ou 4€ também vão sempre sendo avistados, mas, sempre que possível, quisemos evitar este tipo de comida.

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Parece ir carregado desnecessariamente, mas é certo que peças de fruta e sandes não pesam assim tanto, ainda por mais divididas por duas mochilas. E ao longo do dia, o peso vai aliviando! A entrada nos espaços de restauração vale, ainda assim, pela decoração mística e cuidada. Tudo pensado ao pormenor, e uma vez não são vezes, também sabe bem aproveitar. Ah, … as gofres deles são maravilhosas! Fica em cerca de 3,99€ e, por mais uns cêntimos, vêm cobertas com chocolate.

5 – Mais diversão e mais atrações

Uma das atrações que mais nos marcou foi a Casa do Ratattouille… tanto que hoje, se pudessemos e conseguissemos, lá iamos outra vez. Três crianças, autênticas! Para esta atração, com fila por vezes de uma hora e meia, conseguimos um Fast Pass de acesso… sobre eles também vos contarei mais algumas coisas. Vale a pena! Depois, os espetáculos temáticos que vamos encontrando, desta vez sobre os super-herois Marvel, … há para todos os gostos e idades!

Outra das delícias foi a Studio Tram Tour! Absolutamente fantástica! Uma viagem de autocarro “aberto” pela zona de “bastidores” do parque por que vale a pena esperar nas filas. Desde adereços de filmes marcantes como o Pearl Harbor, os 101 Dálmatas…, simulação de sets de gravação … os carros dos filmes, … e uma recreação fantástica com efeitos especiais. Sim, … sem dar conta, somos nós mesmo os personagens, com terra a tremer, fogo, objetos que parece que vão cair sobre nós, .. muita água, … teria um vídeo para vos mostrar, .. mas não o vou fazer, para que possam viver essa mesma experiência! 🙂

Um espetáculo de música vai acontecendo também várias vezes ao dia, com música Jazz. Vale a pena ver, … e a parada Disney? Bem, essa sem palavras!!! Terei mesmo de lhe dedicar um texto, só para ela! 🙂 Merece, acreditem que merece.

5- Vamos para o segundo parque

E terminada a visita ao primeiro parque, seguimos para o “Disney Land Park”. Por ser o maior, quisemos aproveitar o tempo restante para absorver tudo ao máximo. E só vos digo, a entrada é logo por si só maravilhosa. Jardins, água, … tudo tão bem cuidado. Parabéns a quem gere com tanto amor e carinho todo este espaço.

Foi aqui que vimos a “Parada Disney”: correu muito bem pois, mal chegámos, começamos a ver que estavam os seguranças a fechar o perímetro de segurança central. Confirmámos na aplicação e começava dali a meia hora. Então, mesmo de frente para o castelo, ali ficámos em espera, enquanto a Eva comia mais uma frutinha. Foi um vislumbre inesperado e arrebatador quando vimos o mítico castelo por entre todas as pequenas casinhas! 🙂

Depois a magia continuou. Entrámos no castelo, … mais lojas maravilhosas, sobre as quais também falaremos mais em próximas partilhas… vitrais com toda a história da Bela Adormecida, … a Casinha dos Sete Anões e da Branca de Neve…. do Pinóquio…. todas elas atividades em que, por sorte, tivemos pouco mais de cinco minutos de fila, e aproveitámos logo!

O dia terminou com a ida ao Carossel mágico, com cavalinhos… Digno de filme! Viemos para casa cansados mas tão felizes e com tantas memórias para guardar. Em breve contamos como foi o segundo dia pelo Disnelyland Park. Semana feliz!

Chão lavado, eficazmente e sem químicos!

Ontem publiquei na página uma imagem do meu balde de lavar o chão, com um “detergente” que fazia espuma e que indiquei como sendo natural e eficaz! Disse que vos contaria mais este segredo, e aqui estou, a cumprir a minha promessa! Hoje é dia do trabalhador e, quer em casa, quer no nosso local de trabalho, todos sabemos que há tarefas a que não pudemos fugir! Lavar o chão é uma delas, e por isso, nada melhor do que simplificar aquilo que muitos de nós fazemos semanalmente e, por vezes, até mais do que isso!

 

E se o produto de que vos falo for natural, sem qualquer químico, e ainda por cima multiusos? Lembram-se de há uns tempos vos ter falado das nozes da saponária? As que servem para lavar a roupa a um preço imbatível? Pois bem, elas são também o segredo que partilho novamente com vocês! Um detergente natural, feito em casa, e que custa tão pouco!

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Mas, o que fiz afinal? Fervi 40 gramas de nozes da saponária, menos de metade de uma embalagem que fica a 1,66€. As nozes são fervidas num litro de água. Coloca-se a água a ferver e, depois de levantar fervura, deixa-se ainda com as nozes a ferver por mais cinco minutos. Com a água quente, as nozes vão libertando a tal substância que vos falei: a saponina. O melhor de tudo é que as mesmas 40 gramas de nozes podem ser fervidas mais duas ou três vezes, e voltar a fazer mais detergente.

A mistura feita, depois de arrefecida, pode ser usada dissolvida em água. Ou na totalidade ou, pela minha experiência, apenas uma parte, quase como se de um detergente tradicional para lavar o chão se tratasse. O poder de lavagem é incrível e o cheirinho a lavado pode ser dado juntando também algumas gotas de óleo essencial, de um cheiro da vossa preferência, tal como sugeri na lavagem da roupa. O chão fica limpo, brilhante, verdadeiramente lavado. A espuma que ontem vos mostrava no balde não resulta da químicos, é natural!

Poupança, simplicidade, pensar verde, … tudo num produto natural e sem poluentes para o ambiente! Mais uma vez vos faço o desafio, por nós, pelos nossos filhos e pela nossa família! Por um mundo consciente e mais são! 🙂

Cuidar da voz desde pequenino… dicas para pais, filhos e educadores!

Ontem, dia 16 de Abril, comemorou-se o Dia Mundial da Voz! Parece um assunto estranho para abordar num blogue infantil, mas sendo eu terapeuta da fala, faz todo o sentido. Aproveito o rescaldo das comemorações deste dia para sensibilizar os mais pequeninos, os pais e os educadores acerca dos cuidados mais importantes a ter!

Várias pessoas se queixam de cansaço da voz, pelo seu uso excessivo ou abusivo. Professores, cantores, atores, palestrantes, e tantos outros que fazem uso da voz no seu quotidiano profissional, devem redobrar cuidados, mas não só. Até nós, pais, educadores e mesmo os mais pequeninos devemos seguir alguns conselhos simples, mas que podem evitar muitas complicações ao nível da voz. Os nódulos, os pólipos e outros problemas nas cordas vocais, as que produzem a nossa voz, tal como a conhecemos, não são apenas coisas de adultos ou daqueles que todos os dias esforçam mais a voz. Na minha prática profissional convivo de perto com algumas crianças bem pequeninas com problemas vocais, … uma rouquidão prolongada por mais de quinze dias é de nos deixar alerta. Se é pai ou educador, nunca desleixe esta queixa. Pode mesmo ser sinal de algum problema mais complicado, ou apenas o sinalizar de que a voz do seu pequenote está a ser usada de forma menos correta. Um médico deve ser consultado nestes casos, seja ele de clínica geral ou mesmo um médico otorrinolaringologista,que poderá realizar exames de despiste.

Nódulos em adultos já vi vários, mas em crianças acontecem também. O primeiro caso de nódulos infantis que acompanhei foi já há uns 5 anos, e o pequeno tinha na altura uns 10. Assim, para evitar todas estas situações, deixo alguns conselhos, para miúdos e graúdos:

  • Evitem gritar, mesmo em situações de jogo ou de brincadeira;
  • Evitem as bebidas muito geladas nos dias mais quentes. A água, que deve ser a bebida de eleição em todos os momentos, deve ser ingerida à temperatura ambiente, e numa quantidade de cerca de 1,5 a 2 litros por dia;
  • Evitem imitar vozes de desenhos animados e de outras personagens de ficção. O facto de colocarmos a voz mais grave ou mais aguda faz com que tenhamos que realizar várias compensações que, repetidamente, podem levar a lesões. Brincar sim, mas com cuidados!
  • Evitem os locais com ar condicionado. Estes secam a garganta e levam à produção de secreções.
  • Comam maçãs todos os dias, pois são excelentes na limpeza da garganta e na manutenção da saúde vocal, para além de serem um alimento muito saudável;
  • Evitem momentos de uso abusivo da voz. Caso estes aconteçam, o repouso deve ser feito depois;
  • Evitem os alimentos salgados e picantes que agridem as cordas vocais, devido ao refluxo (amargo que vem à boca) que provocam;
  • Cantem, mas sem elevar demasiado a voz!

São apenas algumas dicas úteis que podem evitar muitas complicações no futuro. Saber usar a voz, com respeito e moderação pode fazer toda a diferença. Ela é um dos nossos primeiros cartões de visita. Já imaginaram como seria ficar sem a poder usar durante alguns dias?

Papinha caseira com framboesa!

Há muito tempo que aqui no blog não davamos uma receita das nossas, simples, mas muito nutritiva! Ora então, em tom de férias para muitos, e com sabor a verão e coisas boas aqui vai a nossa papinha caseira de framboesa. É tão rápida de fazer, … e de comer! Fiz hoje para a pequenota, ao pequeno-almoço, e as duas colheres que sobraram foram mesmo para a mamã também se deliciar!

A base da papinha pode ser feita com qualquer uma das farinhas que temos vindo a sugerir: milho, arroz, kamut, espelta, trigo integral, trigo sarraceno, cevada, … mas hoje optei então pela de arroz, por ser das que tem um sabor mais neutro e que, por isso mesmo, é uma ótima base para as nossas “experiências culinárias”! Também por ser assim, o sabor da framboesa fica mais evidenciado!

Comecei por fazer duas doses de papinha, com 120 ml de água fria, onde dissolvi duas colheres de sopa bem generosas de farinha de arroz! Depois de tudo bem misturado, levei ao lume até engrossar, mexendo várias vezes para não agarrrar! A papinha fica um pouco mais grossa que o habitual, por as colheres de farinha estarem bem cheias, mas o objetivo é mesmo esse. Assim, quando se juntar a framboesa, a papinha não fica com uma consistência líquida de mais.

Depois de feita e colocada na taça, juntei à papa umas colheres de framboesa triturada, que já tinha guardado na altura em que as framboesas do quintal dos meus pais estavam no auge! Assim, posso ir descongelando e usando durante o ano, tanto em néctares como nas papinhas ou noutras sobremesas!

A mistura fica com um toque rosa tão bom, e com uma textura tão aveludada! Que aspeto delicioso! Comeu-se tão rápido que nem tempo deu para a foto! Deixámos arrefecer um pouco antes de comer, pois o calor que se faz sentir é muito e a pequena não gosta das coisas muito quentes, muito menos nesta época do ano!

Agora, imaginação à prova, experiência, … novas farinhas, novas frutas, ,… muitas misturas e muito sabor! Vamos lá?

Papinhas caseiras com farinha de espelta!

Papinhas caseiras com farinha de espelta!

A farinha de espelta foi das últimas que recentemente experimentei com a Eva e é maravilhosa! Ela aprovou logo na primeira colherada! É suave, saborosa e muito nutritiva!

A espelta, para quem não conhece, é também chamada de trigo vermelho. Pertence à família do trigo mas o seu valor nutritivo é muito superior ao deste. Contém niacina, que ajuda a diminuir os valores do colesterol e, por isso, pode e deve também ser consumida por adultos! É recomendada para as mulheres na fase da menopausa e como forma de prevenção para o cancro da mama e em pessoas com risco cardiovascular aumentado. Para os nossos bebés, é mais uma forma de variar as papinhas caseiras que lhes damos, introduzindo-lhe mais um novo super alimento.

Pela sua suavidade e textura cremosa, a Eva gosta de comer esta papinha mesmo sem a fruta cozida que lhe costumo adicionar. Assim, basta juntar 3 colheres de farinha de espelta a 180 ml de água fria e misturar bem até que não restem grumos. Depois, é só colocar ao lume e deixar engrossar! Não leva mais que um ou dois minutos! Simples e rápido! A alternativa é fazer o preparado apenas com 2 colheres de farinha e 120 ml de água, seguindo os mesmos passos. No final, basta juntar a frutinha cozida (maçã, pêra ou ambas misturadas, banana, …). Pode ainda juntar-se uma pequena pitada de canela, associada ou não à fruta cozida.

O melhor de tudo é partilhar esta papinha pela manhã ou ao lanche da tarde com os nossos filhotes! Experimentem! Sabe tão bem… pelo sabor, mas ainda mais pela companhia ternurenta!

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Esta é a forma de fazer papinhas caseiras com farinha de espelta!

Mais?

Pode encontrar mais dicas sobre papinhas caseiras aqui.

Também pode aprender a fazer as suas papinhas diretamente comigo!

Papinha caseira de farinha de milho – versão para bebés e papás!

E aqui vos deixo hoje mais uma deliciosa e simples sugestão de papinha caseira onde, sem esquecer os pais, também deixo uma versão enriquecida e mais saborosa para que todos se possam deliciar juntamente com o bebé! Uma alimentação saudável deve ser implementada logo desde o berço e com os nossos pequenotes podemos rever os nossos hábitos alimentares de tantos e tantos anos! Aceitam o desafio?

Como confecionar?

Ora aqui vai, a papinha é muito simples de fazer! Mantemos a regra de 1 colher de sopa de farinha para 60 ml de água! Para a Eva opto por fazer a papinha com 2 colheres de farinha de milho e 120 ml de água quando pretendo adicionar a fruta que já tenho previamente cozida (maçã, pêra, maçã e pêra em conjunto, …). Podemos ainda adicionar outras frutas, tais como a banana esmagada, papaia, manga, ou mesmo a maçã e pêra raladas no momento!

Quando faço a papinha sozinha, ou seja, sem adicionar fruta, por norma cozinho-a com 3 colheres de sopa de farinha de milho e 180 ml e, em dias em que a pequena está mais esfomeada, vamos às 4 colheres de farinha para 240 ml de água! Quando quero fazer também para mim, cozinho juntamente com a da Eva, pois é no final que junto alguns ingredientes extra para mim. Assim, é possível cozinhar uma versão para a mãe e para a filha, ou para o pai e para a filha (sim, porque aqui em casa o pai também já se rendeu às papinhas caseiras e já dei com ele a oferecer uma à pequena quando cheguei das compras, em alternativa à maminha que naquele momento não estava disponível!).

O processo a seguir é igual ao da confeção da farinha de arroz que também já aqui sugeri. Misturamos a farinha na água fria e levamos ao lume a engrossar! Não leva mais que dois ou três minutos até se obter a consistência que conhecemos das papinhas de pacote e esta fica tão parecida (apenas na aparência, pois no conteúdo é muito mais saudável)!

Como enriquecer a papinha? Versão para bebés e para pais!

Depois de feita, basta juntar a fruta para os mais pequeninos e, para nós, pais, aconselho a juntar um pouco de canela, ou um pouco de coco ralado, fruta desidratada, cereais puff, um pouco de açúcar amarelo, granola, algumas sementes (chia, sésamo, linhaça, girassol, …), entre tantas e tantas alternativas! Juntar uns cubos de fruta ou a fruta ralada tal como fazemos para os pequeninos também a torna ainda mais deliciosa!

Como a farinha de milho não contém glúten, parte positiva mamãs: apta logo desde os 4 meses, ainda que, já sabem, sempre que vos for possível, façam a alimentação com leite exclusivo até aos 6 meses, como recomenda a OMS. Caso não seja possível, fica aqui uma alternativa de complemento da alimentação “amiga do bebé!”.

Papinha caseira de farinha de arroz!

E como não podia faltar à minha palavra e às promessas dos últimos dias, cá estou hoje, de novo, para partilhar uma receita apta para bebés logo desde os 4 meses, pois não contém glúten! Hoje trago-vos a sugestão de papinhas caseiras feitas com farinha de arroz!

Por ser uma farinha simples e sem glúten entra na composição da maioria das papinhas de pacote que encontramos no supermercado com indicação “4+”, ou seja, desde os 4 meses! Não é por acaso que quando estamos adoentados e com um estômago que pouco ou nada tolera, nos mandam comer flocos de arroz, o tradicional “nestum de arroz” e outras papas do género. Assim, este é um alimento extremamente acessível para os mais pequeninos, podendo mesmo constituir a primeira papinha, quando completam os 4 meses!

Sou totalmente a favor do aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade, tal como sugere a Organização Mundial de Saúde, mas infelizmente vivemos num país onde a licença de maternidade devidamente paga não vai muito além dos 4 meses. Assim, muitos bebés têm mesmo que entrar para creches e amas logo nesta fase, o que impede a continuidade do aleitamento exclusivo. Para estes bebés e para estas mamãs, que se preocupam em dar os melhores alimentos logo desde a primeira etapa de vida, aqui fica uma solução ideal, simples e muito económica.

Esta farinha pode ser comprada, tal como outras, junto à área das farinhas convencionais. A marca “ceifeira”, que me habituei a ver desde cedo nas bancas da cozinha da minha mãe e avós, para fazer o arroz doce, tem uma versão numa económica embalagem de 500 gramas. Depois, há sempre outras possibilidades e marcas na zona bio dos supermercados, algumas delas mais caras por serem preparadas com arroz integral. Se pretenderem e tiverem um bom liquidificador, basta fazer a trituração direta dos grãos de arroz em velocidade máxima. Eu, pessoalmente, prefiro a primeira versão, já preparada! A embalagem dá para imenso tempo, dadas as quantidades utilizadas!

Vamos então à nossa receita! O princípio é o que já fui indicando noutros textos: por cada colher de sopa de farinha, utilizar 60 ml de água fria. Por norma faço a papinha para a Eva com 3 colheres de sopa de farinha de arroz e 180 ml de água. Basta deitar a farinha na água fria e mexer até dissolver, de forma a evitar grumos. Depois, é só levar ao lume e mexer sempre, até que ganhe consistência. Não demora mais que dois ou três minutos!

A papinha pode ser dada assim aos pequenotes ou com a fruta que já tenham introduzido. Sugiro as frutas que primeiramente são recomendadas: maçã, pêra e/ou banana! As possibilidades são imensas:

  • Podemos adicionar maçã cozida, pêra cozida ou as duas misturadas.
  • A banana cozida é também uma possibilidade, mas adicioná-la crua, bem madura e esmagada é uma versão bem mais simples e rápida.
  • Se não tiverem fruta cozida no momento e quiserem juntar algo mais à papinha, podem sempre ralar maçã ou pêra no momento. Com a papinha quente, os pequenos pedacinhos de fruta ficam como que cozinhados. Basta adicioná-los à farinha e aguardar um ou dois minutos para que fiquem incorporados e dêem sabor à papinha. Se preferirem podem mesmo adicionar a fruta até durante a cozedura da farinha, cozinhando-a ainda mais!

Para enriquecer as papinhas, e em mamãs que ainda estejam a amamentar, pode reduzir-se um pouco a quantidade de água usada na preparação. Assim, as papinhas ficarão mais “grossas” que o habitual. No final da sua cozedura pode juntar-se um pouco de leite materno, até se obter a consistência desejada.

Para as mamãs e papás, estas papinhas também funcionam como um ótimo lanche ou pequena refeição. Para nós, que estamos acostumados  e, de certa forma, viciados nos sabores que conhecemos da indústria e de todos os produtos que ingerimos, esta papinha pode parecer-nos sem sabor mas, de fato, ela é do mais natural que pode existir. Para os nossos pequenotes, que não têm outras referências, nem têm o paladar condicionado por outros alimentos, será uma novidade apetitosa, uma nova consistência para além da que conhecem do leite, seja ele materno ou de suplemento. Nesta fase em que tão curiosos ficam por novos sabores e texturas, é o momento ideal para os introduzir neste mundo da alimentação saudável e cuidada. Quando forem adultos, o seu paladar estará mais que familiarizado com esta tipologia de alimentos, não necessitando de outros alimentos nocivos, com sabores artificiais, repletos de corantes, conservantes e aditivos! Os bons hábitos vêm do berço e cabe-nos a nós, desde logo, orientar os nossos pequenos no melhor caminho possível.

Então, para o gosto mais “requintado” dos papás, sugiro que juntem a esta papinha pequenos pedaços de fruta à vossa escolha, seja ela maçã, pêra, banana, ou mesmo várias em conjunto! Podemos mesmo fazer uma versão com pedaços da que oferecemos aos nossos filhotes, aproveitando o que sobra da peça de fruta ralada, caso não a comam por inteiro. Adicionar canela e umas gotas de limão é também uma possibilidade que aprecio. Para quem já se converteu ao mundo das sementes, juntar sementes de girassol, linhaça, sésamo e outras pode também ajudar a converter este lanche num apetitoso e saudável pitéu!

Volto a relembrar: estas papinhas podem ser feitas na hora, podem ser congeladas para levar num passeio ou para a creche durante a semana ou podem mesmo ser feitas de véspera ou na própria manhã! Depois basta aquecer em banho-maria!

E porque não há nada melhor do que partilhar, partilhem estas receitas com quem mais gostam, introduzam aos vossos bebés, mesmo aos mais crescidinhos! Partilhem também comigo e com todas as mamãs as reações de pequenos e graúdos a estas papinhas saudáveis! Aguardo ansiosa, com a promessa de que em breve vos trarei novidades!