Natais de ontem… Natais de hoje!

Por mais que os anos passem, a magia do Natal não se perde, … seja ela focada em que pormenor seja. De uma forma ou de outra, Natal é sempre sinónimo de estar em família, seja ela composta por dois, três elementos, ..vinte, cinquenta… o importante é estar, é sentir!

Não, não sinto que a magia se perca com a idade, … de uma forma ou de outra, ela vai-se transformando, é apenas isso que sinto. Há uns anos atrás, especial era a sesta que fazia a meio da tarde, … sem ela o Menino Jesus e o Pai Natal não vinham lá a casa! Enquanto isso, na cozinha, a azáfama da minha mãe e da minha avó era para porem o bacalhau, as batata e as couves na panela. Para fazerem a sopa de Natal, com o pão deixado no final, bem abafadinho! Que saudades desse petisco! Ainda hoje, seja onde for, por mais simples que seja o migar de pão na sopa, que não costumo fazer por norma, mas que de quando em vez faço para relembrar cheiros e momentos de outros tempos, .. é sempre a “sopa de Natal” que me vem à memória!

Com os anos perderam-se pessoas especiais, … umas que permanecem no pensamento e no coração, … outras que se foram de vez! Umas que foram por decisão da vida, … outras que tomaram a decisão da sua vida, … Cada uma delas ocupa o devido lugar no meu pensamento e coração! Umas foram pela força dos tempos, … outras escolheram ficar! Outras chegaram, felizmente! Com elas trouxeram nova luz, novas gentes, novas tradições, momentos, gargalhadas e sentires. Obrigada Carlos, por tudo o que acrescentas em mim! Outras nascem e chegam carregadas de energia positiva, de luz verdadeira e doce… minha Eva, quão doce e perfumada é a vida contigo!

Hoje, os natais são mais conscientes! Sei perfeitamente onde e com quem quero estar! Sei realmente quem quer estar perto. O Natal deste ano ganhou uma magia nova… não melhor que a de antes, mas ganhou um novo sentido… um novo vínculo de família. Pela primeira vez conseguimos reunir na mesma mesa as pessoas que em anos anteriores ficavam amigavelmente “cá” e “lá”! E nós, que antes andávamos “cá” e “lá”, porque queríamos estar com as famílias “dos dois lados”, este ano conseguimos juntar “a família”! E fez tanto sentido! Pois a realidade é que é assim que a vivemos!

Não, … o Natal de ontem não teve o programa de espetáculos que antes fazia, … a família cá em casa tinha direito a Sarau de Natal… eu cantava, dançava, tocava órgão, flauta, … e oferecia mesmo um programa escrito, como mandava a tradição! Tinha magia à sua maneira. Mas ontem, a estrela da festa foi a nossa pequena. Também ela canta, dança, sorri, … e assim vamos ganhando novas tradições! O soar da sineta do pai natal, … o descobrir em que lado as badaladas soaram e saber que porta deveriamos abrir para descobrir um novo presente… a vontade em estar connosco, em partilhar aquele livro especial, aquele jogo que lhe prendeu o olhar! Minha Eva… tão feliz que és, … tanto que temos a aprender contigo!

Sem dúvida, … a magia continua a acontecer, … ela perdura no tempo… molda-se aos novos tempos, aos desafios que nos chegam! Melhor? Pior? Não sei, … alegre e feliz foi, certamente! Que mais anos assim venham… nada mais posso pedir! Boas festas a todos… acima de tudo, que nunca se perca esta essência! Natal sem consumismo, … Natal da Família… o Natal do Estar, do Dar-se, … apenas e só isso, nada mais!

Obrigada, nunca será de mais dizer-to (Mãe)!

A ti, que és Mãe, … está mensagem é para ti! Será sempre para (quase) todas as mães! As que levam a sério o significado desta palavra abençoada. As que têm na vida a missão mais bonita de amar e ser amadas incondicionalmente. As que conhecem o amor mais puro e inigualável… as que têm pela vida fora os melhores companheiros de jornada. Pelo menos assim deveria ser, em TODOS os casos.

Mas hoje, as palavras que dirijo, dirijo-as à minha mãe em particular! A ti, mãe, … guerreira de todas as horas, … nestes últimos tempos, ainda mais. A ti, que tens uma força que não conhecia, … a ti que és a minha força também!

Também por ti, todos os dias me levanto e tento mostrar o meu melhor sorriso ao mundo. Tento lutar com a garra que sei que tens e me conheces. És, sem dúvida, um dos meus motivos de alento. Uma das minhas missões maior de vida é fazer-te sentir orgulhosa da filha que criaste com tanto amor. Cada dia mais, passo a passo, sinto que o estou a conseguir. E ainda te quero proporcionar muitos e muitos mais motivos para sorrir e te orgulhares de mim, … de nós!

A ti, que já choraste a dor de perder uma filha! A ti, que amas por igual, as que estão neste plano, a que não está, .. a que está perto, e a que está longe! A ti, que não distingues o dia da noite quando se trata de nos ouvir, … quando tudo o que precisamos é de sentir que estás do outro lado da linha do telefone!

A ti que és avó, com o carinho e a dedicação de uma mãe! Obrigada por tudo o que de bom ensinas à nossa menina. Aqui, incluo-te a ti, à outra avó, … e à bisa! Não poderia ser de outra forma (com um trio de mulheres fortes e guerreiras assim, que outro exemplo precisa ela?).

Obrigada por cada confidência, obrigada pelo carinho espelhado em cada mensagem que recebo todas as manhãs! Obrigada por seres a ouvinte de todos os dias e a força secreta que me ergue! Obrigada por seres MÃE… e pai! A ti, a minha gratidão, hoje e sempre! Para ti, o meu amor e carinho serão eternos! Conta comigo em cada dia… de coração cheio e completo! Estamos contigo nesta caminhada!

A ti… “pai”!

Sei que muitos esperavam que me dirigisse a ti, no dito Dia do Pai! Mas tu és apenas e só pai, … sim, dito desta forma, … nem mais nem menos, sem tirar nem por, com todo o desprezo que te posso ter, reflexo apenas do que tu tens tido para connosco. Mas hoje sim, é para ti que escrevo!

Quando nasci tive um pai que me esperava ansioso, sofrido de mágoas passadas…. ensombrado pela perda de outra filha,… sei que fui tão desejada!

Com um ano eras doce, companheiro, terno, brincalhão, presente!

Aos dois já me esperavas nas brincadeiras, em qualquer lugar, com o mesmo sorriso gigante!

Aos três fazias-me voar, quase chegando ao teto em saltos imensos, perante o olhar assustado da avó Palmira.

Aos quatro andávamos de triciclo, felizes. Sim, aquele triciclo que apanhaste ao pé do caixote do lixo e me pintaste de cor-de-rosa!

Aos cinco puxavas-me pelo carrapito do cabelo, para me ensinar a nadar.

Aos seis começou o bichinho dos karts.

Aos sete a paixão foi ficando mais intensa. Ia contigo para as provas, falava com os teus amigos, … sentia-me crescida e importante ao teu lado!

Aos oito ofereceste-me o meu primeiro instrumento musical: o teclado que ainda hoje conservo, religiosamente.

Aos nove já me olhavas com um brilho nos olhos quando cantava o salmo na igreja.

Aos dez, sem dúvida, menina do papá! Oh, se era! 🙂

Aos onze aprendi a dividir a tua atenção com a Sara, de forma tão saudável e maravilhosa.

Aos doze éramos cúmplices inseparáveis.

Aos treze apreciava a tua garra e a tua fé.

Aos catorze admirava-te a entrega a tudo o que fazias.

Aos quinze tinha em ti o exemplo máximo a seguir.

Aos dezasseis eras confidente.

Aos dezassete zanguei-me contigo por não me deixares ir sozinha ao concerto dos DZRT.

Aos dezoito preparaste fogo de artifício para os meus anos. Afinal, dezoito anos são dezoito anos!

Aos dezanove foste comigo ao concerto dos DZRT.

Aos vinte amparaste as lágrimas do meu primeiro desgosto de amor.

Aos vinte e um éramos parceiros nas viagens para Aveiro, tantas vezes ao som dos Santa Maria, Seal, Phill Collins, Katie Melua, Nuno Norte, Men at Work…

Aos vinte e dois caminhavas comigo no Desfile do Enterro, festejando o fim do meu curso.

Aos vinte e três torceste o nariz quando arranjei o namorado que hoje é o pai da tua neta.

Aos vinte e quatro chocámos algumas vezes pois, como costumavas dizer “minha cabra, somos iguaizinhos”.

Aos vinte e cinco depositaste novamente a confiança em mim.

Aos vinte e seis era eu a tua confidente.

Aos vinte sete sorriste com a notícia de que ias ser avô.

Aos vinte e oito fui o teu amparo mais profundo.

Aos vinte e nove chorei contigo, pensei os problemas contigo, vivi-os na minha casa, que sempre teve as portas abertas para ti.

Aos trinta, a desilusão, a maior de todas, em toda a minha vida.

Obrigada por tudo o que um dia FOSTE para mim. Obrigada pelo que me ajudaste a construir, … pela pessoa que ajudaste a formar em mim, … pelo que hoje sou, … pelo que ontem fui e pela força que me ajudaste a tecer, … acredita, tenho precisado muito dela nos últimos tempos, … tenho mesmo.

Foste em tempos o meu apoio maior, … hoje, és apenas a mágoa mais sofrida que a vida me podia ter mostrado. Estejas onde estiveres, … fica, … Nesse caminho que decidiste traçar, continua, … hoje, fecha-se o ciclo. Hoje, as portas ficam um pouco mais trancadas. O coração ergue-se de novo, … os olhos tentam ganhar o brilho de antes, ainda que as marcas fiquem.

Passaram os anos da tua neta, … o Dia dos Avós, … o aniversário da pequena onde vieste de passagem com a sombra negra que eu já adivinhava há meses, … passaram ainda os anos da mamã, … o Natal, … o aniversário da Sara, … a minha chegada aos trinta! Porra,  nem uma mísera palavra te mereci… nada, nada, nada, … nada de nada. Silêncio apenas!

Passou agora mesmo o Dia do Pai… mas de pai já pouco tens, … Precisava tanto de um pai presente, … mas o pai que hoje recordo é apenas um pai do passado, … no futuro? No futuro já não conto encontrar-te! A vida é vivida agora, … cada segundo que avanço sem ti só me mostra que quem quer estar longe, longe deve ficar.

Tento chorar todas as lágrimas, .. voltar a reunir forças. Onde quer que estejas, .. fica, reflete, … pensa, … sente, … sente tudo o que nos tens feito sentir a nós, … Imaginas como nos sentimos? Costumas pensar em nós quando estás em casa? Enquanto jantas? Quando te deitas? Pensas em como ficámos depois de tudo isto? Pois hoje só te peço: fica com a tua decisão, as tuas convicções, com a tua nova vida… aí… fica, apenas fica!

 

Shiu… fiquei a ver-te dormir!

Hoje à tarde adormecemos juntas, … só me querias a mim, a dormir a sesta contigo, no sofá de casa da avó. As saudades que eu tinha deste momento, … mesmo que o tenhamos vivido no sábado passado também. Às vezes acho que começo a ter saudades tuas antes mesmo de estar sem ti, ainda na tua presença.

Mas ali fiquei, contigo! Acho que adormeci primeiro, como quase sempre acontece! Mas fui acordando e a dada altura cruzámos olhares. Tu sorrias para mim, davas-me miminhos. Os carinhos que tanto adoro com as tuas mãos pequeninas!

Pouco depois já descansavas, profundamente. Em vez de me vir logo embora, fiquei a ver-te dormir! Oh, quanta gratidão à vida por te ter. Quanto agradeço por seres a melhor companheira de vida e de aventuras.

Agradeço os teus olhos perfeitos, … as tuas pestanas e sobrancelhas tão pequeninas e engraçadas.

Agradeço o teu nariz pequeno e fofinho.

Agradeço os teus lábios ruborizados e doces.

Adoro o teu cabelo louro, com “madeixas” de amor!

Adoro as tuas orelhas tão sublimes, tão tocáveis e sensíveis!

Adoro-te a ti, por completo, adoro mesmo, mesmo, mesmo.

Oh, que bom que é sentir o teu respirar na minha cara… nem quente, nem frio, … na temperatura perfeita.

Tão bom que é olhar até para as tuas pequenas imperfeições, … umas borbulhas pequeninas,… o narizito um pouco cortado pelo frio e pelas ranhocas dos dias que teimem nem ser quentes nem frios, ..

Passo a mão por um pequeno arranhão que tens na cara, na esperança de to sarar ainda mais rápido com o meu toque mágico de mãe. Na verdade, eu é que fui tocada pelo teu toque poderoso de doce fada. Obrigada filha, dizer-te que te amo, todos os dias, nunca será de mais!

Shiu… dorme bem! Estou sempre aqui ao teu lado!

Foto: Twin Detail

Nem sempre os dias são fáceis…

Nem sempre os dias são fáceis, … nem são aquilo que sonhamos!

Nem sempre as manhãs são de sol ou são tranquilas como as queríamos.

Nem sempre os dias começam com todos os abraços que imaginamos e planeamos, pois as birras tomam conta de muitos deles.

Nem sempre o vestir é um momento pacífico, pois teimas em acordar rabugenta e queres é ficar de pijama.

Nem sempre concordas com a cor das meias, com os bonecos das cuecas ou com o ires de calças ou de vestido.

Nem sempre queres o leite ou o pão que te preparamos, … ou queres cereais quando tudo o resto já estava preparado.

Há dias em que te custa ficar na creche, outros em que as lágrimas são para vir embora, pois o sol que se faz sentir ainda te permitiria muitas brincadeiras com os colegas, na rua.

Há dias em que até com temperaturas amenas queres a manta das princesas pelas costas na hora do jantar, … mas depois enquanto comes a sopa ela vai escorregando… e a birra volta a nós… temos de a “ir deitar fora”, como tanto te alivia fazer.

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Hoje foi um desses dias, … mas hoje, entre tantos outros, e com mais intensidade ainda, com um sabor ainda mais forte, quando me despedia de ti e te dava um beijinho de boa noite ouvi um “mamã, eu gosto de ti”! Chamaste-me de “meu doce”, “meu anjo”, “meu amor”, como tantas vezes te chamo. Na inocência dos teus dois anos e pouco, no auge da formação da tua personalidade, parecias pedir desculpa. Senti-me feliz, senti um calor imenso no coração. Esqueci tudo o que de resto tinha sido o dia. Resolvi guardar isto, … resolvi guardar o melhor e o dia termina com balanço positivo. Nada paga o teu amor… nenhuma birra o anula ou diminui, nenhuma chatice maior o consome. E sabes que mais? Também te amo filha do meu coração! Que mais dias se encham assim de luz e de amor, .. e que a vida assim se faça, sempre, com a luz dos teus olhos e com a tua mão bem junto do meu rosto, quando me acaricias a face com a tua ternura de menina.

Nem sempre os dias são fáceis, … mas são certamente melhores, por te ter na minha vida.

 

Três anos da melhor notícia do mundo!

Três anos se passaram: 12 de dezembro de 2015. O dia em que confirmámos que vinhas a caminho. O dia feliz em que não cabíamos em nós de contentes. Aquele dia em que combinámos guardar segredo até à altura em que estivéssemos com os nossos, no Natal, para lhes dar a notícia pessoalmente.

As primeiras consultas, análises, … todos os medos, anseios, … as partilhas, os abraços, a alegria, … o amor infinito e desmedido, começou ali! 🙂 Somos felizes por te ter nas nossas vidas e o dia da confirmação foi já há três anos. O tempo tem corrido célere. Ainda assim, só lhe podemos agradecer por nos continuar a revelar a menina feliz que és, … mesmo que com birras à mistura! Tudo fa parte, mas o contrabalanço que nos dás em amor é tão, mas tão superior.

Obrigada por esse coração tão doce, pelos miminhos, pelos carinhos, … pelos adoráveis “Bos-ti” (“gosto de ti”!) e pelos “amo-ti”, logo pela manhã. Sabem-me pela vida, … são o motor para todos os desafios do dia.

Que a vida nos dê mais tempo para olhar para ti, para te ver crescer, … para partilhar contigo tudo o que de belo somos quando estamos juntos. 12 de Dezembro: o dia que mudou as nossas vidas para sempre. O dia em que, de um belo arco-iris, a nossa vida passou à mais bela paleta de cores que o mundo pode acolher. Obrigada pai Carlos, … obrigada filha, a minha “menina feliz”!

 

 

O papel do Pai… na amamentação!

     A amamentação é um dos laços que mais une mãe e filhos. Digo isto sem ter o intuito de diminuir as mamãs que o quiseram fazer e não conseguiram (tantas vezes por falta de apoio), as que o fizeram por um curto período de tempo ou mesmo aquelas que optaram por não seguir este caminho. Mas, ainda assim, direi sempre que este é dos atos mais bonitos, de maior dádiva entre a mãe e as suas “crias”! Haverá algo mais natural, mais simples e mais cheio de sentimento?

     Claro, há momento difíceis, em que o cansaço físico nos supera, … em que nos sentimos fracas, impotentes, diminuídas e massacradas… os julgamentos que ouvimos, ora porque não temos leite, ora porque amamentados até tarde, … ora porque não quisemos amamentar, ora porque estamos com o bebé à mama horas a fio e isso é “mau” hábito e mais tarde é que vai ser… Velhos e velhas do Restelo à parte, seguimos em frente seguras da nossa decisão!

     Tudo isto, são já para mim dados adquiridos. E tanto que se fala na amamentação, nas dúvidas, na falta de apoio, na forma como a sociedade encara as mães que tal fazem pelos seus filhos, … mas hoje, o que me guia a escrita é a homenagem àqueles que tantas e tantas vezes estão nos bastidores, os que dão tudo de si para que as mamãs se encham de forças e de coragem: os pais! Quantas mamãs reconhecem o papel crucial e fundamental dos pais na amamentação? Essa é a minha experiência, e só tenho um grande, enorme e gigante obrigada para te dirigir, Carlos. Obrigada! Obrigada, obrigada, obrigada!!! Tantas vezes me dizias que se pudesses trocavas de lugar comigo, quando me vias mais desgastada fisicamente, … quando sabias que eu jamais desistiria, mas quando lias o cansaço nos meus olhos e as poucas forças no meu corpo. Na amamentação,  como em outras vertentes da nossa vida em comum, formámos e formamos a equipa perfeita, ambos amamentámos a Eva, com amor, com carinho, com persistência, com cuidados mútuos! Foi uma imensa união de esforços, desde os primeiros momentos.

     Tão insegura que me senti nas primeiras vezes em que dei de mamar à nossa menina, … tanto medo que tinha de lhe pegar, … e eras tu quem ma punha ao colo. Jamais o esquecerei… a segurança que me mostravas encobria os meus medos! Eu pegava-lhe como se fosse de cristal, de porcelana, … mas o teu sorriso e o teu aconchego foram a minha força. Depois, com o tempo, as coisas foram-se tornando mais simples, e até de pé, sem cadeirão, nem almofada de amamentação, lá estávamos nós, a equipa imparável da “mamona” Eva e dos seus pais babados! Devo-te essa segurança crescente. Devo-te os imensos jantares que fazias enquanto eu passava horas de “mama ao léu”, a tua paciência, o “chega-me o comando”, o “chega-me o telemóvel, a fralda, os chinelos, os discos de amentação”… oh paciência infinita! Tão chata que devo ter sido… mas a absorção naquela missão era total, tu sabes bem… viveste-a comigo!

     Sei que muitas mamãs se devem rever nestas descrições. As mamãs que encontram nos maridos e nos companheiros o parceiro de lutas, neste caminho nem sempre fácil mas sempre recompensador. Agradeçam os papás, … aos que estão sempre lá! Mostrem-lhes o quão são essenciais e vitais em todo este processo! Todos gostam de se sentir valorizados, agradecidos, … não custa nada. Dizer “obrigada” é meio caminho para a felicidade! Obrigada Carlos, foste (és) essencial…todos os dias!

 

De bebé… a menina!

Ontem completaste dois aninhos, minha Sininho! Dois anos que passaram num lance rápido e fugidio… nem sei como! Ainda ontem eras o fruto pequenino que em mim crescia e hoje tens quase metade do meu tamanho (verdade seja dita, não é difícil!).

Lembro-me de na gravidez ouvir dizer e ler várias vezes que os primeiros mil dias do bebé eram do mais importante que há. Mil dias esses, contados desde a gestação. O seu auge seria completo aos dois anos, ou seja, foi ontem que atingiste esta meta. A meta em que deixas oficialmente de ser um bebé e passas a ser uma criança. Como o tempo corre ligeiro e sem mágoa… como a vida segue e não espera pela gente, já o diz e bem a “nossa” Mariza.

Hoje já és tu que me confortas nas tristezas e me dizes “não fiques triste, mamã!”. És tu quem me acaricia o rosto e me olha com esses olhitos pequenitos e ternurentos. É cedo, (6:50) fui dar-te um beijo e ainda dormes! Estás grande, tão grande, … crescida em todos os sentidos! Autónoma, uma menina de bem! As birras que fazes de vez em quando não são capazes de atenuar a magia do amor que por ti sinto, … continuas a ser uma criança… o meu bebé! Ocupas meia cama, … dormes serena… respiras levemente e sei que estás feliz, em paz! Que bom saber que te podemos proporcionar esta simplicidade tão rica: a de te dar amor, uma família, um teto… um lar!

Contigo, cada dia trás uma nova missão: a de te fazer feliz! É para ela que busco forças incessantemente! Obrigada, ser tão pequenino… obrigada por dares sentido à minha vida e me mostrares que os dias podem começar cinzentos mas seguir mais coloridos. Obrigada por seres o sol em dias mais nublados! Obrigada, doce meu!

Dois anos de ti…

São dois anos de ti, mais nove meses de amor e cuidado ainda mal te conhecia, … ainda mal te sentia, …

Querida e doce Eva, hoje completas dois anos de vida, … dois anos de amor, … dois anos de dedicação extrema e imensa, … muitos meses a tempo inteiro, agora mais repartidos entre o trabalho e os afazeres do dia a dia, mas sempre com o mesmo carinho e cuidado.

São dois anos em que cresci e me renovei como mulher, … e que de menina me fiz diferente, sem perder o espírito jovem para te acompanhar, … Aprendi a criar minutos e horas no meu dia, a ser ainda mais organizada para me poder dedicar a ti cada dia mais, cada dia com mais força e mais intensidade.

Ser mãe não é fácil, … ser mãe é sofrer, … sofrer quando ficas na creche a chorar, … quando saio e vejo o teu olhar triste por trás da porta, … o que vale é que sei que em breve o teu sorriso característico regressa. Penso nele e as forças voltam … o coração fica menos apertado.

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Ser mãe é sentir o peito frio quando queremos estar com vocês e não podemos, … é sentir o coração queimar quando estamos na vossa presença…

Oh, se conto as horas e os minutos quando sei que sou eu que te posso ir buscar à escola. Se peço aos ponteiros do relógio que abrandem quando partilho o serão contigo… o tempo passa tão rápido quando estamos juntas, … parece que nunca me satisfaço da tua presença!

Para estar completa, só mesmo tendo-te por perto, nos meus braços! Hoje é o teu dia,… todo os meus dias são teus! Que não se perca nunca este sorriso inspirador que faz girar o meu mundo! Guarda bem essa doçura imensa para quem é digno de ta receber, … que eu seja sempre merecedora desse dom, pois só assim sou feliz! Parabéns minha doce princesa, minha Sininho… meu coração querido!

Um ano e meio, já?

Ai, … como estes meses se passaram tão rápido! 18 meses, contados um a um com tanto amor, … semanas infinitas de descobertas e de um carinho inexplicável, … um ano e meio, já? Eva, o que é que fizemos ao tempo? Desde que nasceste parece que em vez de andar rápido, ele corre, … corre veloz, cada vez mais! Mas tem sido tão bem aproveitado!

No início, quando confirmámos a tua chegada, o medo misturou-se com a alegria… os receios habituais de quem acha que não está capaz de tal missão: ser mãe, … ser pai! Depois, o medo foi-se dissipando e ficou apenas o amor, que cresceu de dia para dia com o andar dos meses de gravidez. Perto do final, veio novamente o medo. O parto, o desconhecido, a chegada… será que serei mesmo capaz? E aí percebemos que o tempo tem passado mesmo num passo apressado. Ainda ontem estavas na minha barriga, … ainda ontem chegavas com o primeiro raio de sol, naquele sábado tão feliz, … e hoje já fazes um ano e meio!

Subornar o tempo já tentei, … sem sucesso! Os dias correm e tu cresces, … aprendes coisas novas, dizes palavras diferentes, inventas novas brincadeiras, … os primeiros passos já se transformaram em pequenas corridas, em saltitares desajeitados, em marchas engraçadas! O que posso eu fazer se não aproveitar ao máximo cada segundo veloz dos dias que são tão curtos para te ver crescer? Assim, cada manhã é amor, contigo! Cada risada ao pequeno almoço é entrega total! Cada palavra tua um bálsamo para as ansiedades do dia que chega! E quando cai a noite e chegas com o pai da creche… aquele teu abraço, o colo que me pedes, os beijinhos que te entrego com tanta ternura! Sabes que mereces cada um deles muito, muito,muito! Se pudesse, arranjava uma multiplicadora de beijos, para que sentisses todo o amor que por ti carrego!

Vamos deixar o tempo correr, … sabes, nós vamos conseguir fazê-lo valer! Fazemos isso todos os dias! Que os meses continuem repletos de alegria e que te continue a ver crescer assim… já passou um ano e meio, mas hoje o medo é todo gratidão! Agradeço cada dia passado ao teu lado, agradeço tudo o que aprendo contigo, … sou tua mãe e nada me faria trocar o que contigo construímos! Felizes 18 meses, meu amor pequenino!