A Magia dos Gestos – “Baby Signs”

 

Já há cerca de 3 anos que descobrimos em família a magia dos gestos, através do programa Baby Signs. Foi pela mão de quem o trouxe a Portugal, a querida Sabla d’Oliveira, que o conhecemos. Desde há uns tempos que seguia a sua página no Facebook e, quando soube que viria dar formação a Coimbra, foi a loucura. Tivemos a felicidade de receber uma inscrição gratuita para o workshop de pais e desde logo ficámos rendidos. Na altura a Eva tinha sete meses! O workshop foi uma delicia, recheado de doçura e magia! Os bebés podiam circular livremente, podiam brincar e descobrir todo o espaço que tinha sido devidamente preparado para eles! Enquanto isso, nós, pais, íamos descobrindo alguns dos gestos, partilhando-os logo com eles. Logo começamos a por tudo em prática, assim que chegámos a casa. Persistência e dedicação são as palavras de ordem quando falamos desta abordagem. Certo é que, logo aos 8 meses, a pequena disse a primeira palavra. O primeiro gesto surgiu pouco tempo depois.

Durante vários dias e semanas íamos “rotulando” de gestos muitas das coisas que fazíamos, muitos dos objetos que nos iam passando pelas mãos, … o “comer”, o “beber”, o “gato”, o “coelho” da história, o “cão” do brinquedo, o “gosto de ti” que a toda a hora lhe diziamos e que ainda hoje é usado carinhosamente quando me despeço dela na janela de casa, mesmo que não a consiga ouvir… a “música” que púnhamos todos os dias e que a pequena adorava e adora,… e foi precisamente esse o primeiro gesto que fez! A magia aconteceu mesmo ante o nosso olhar! A sua motivação era a de ouvir música num dia em que não a tínhamos logo colocado, por isso foi ela mesmo que pediu, por iniciativa própria. Nem queríamos acreditar ao vê-la fazer o gesto. Ficámos loucos de alegria. Gravámos e enviámos à Sabla, que sempre vibra connosco e com estas pequenas vitórias. O vídeo chegou mesmo a ser partilhado no grupo secreto a que ficamos a pertencer, logo após a conclusão do workshop. Ali partilhamos conquistas, dúvidas, novos gestos que queiramos aprender, … temos todo o apoio e incentivo!

Ora, constatada que estava a eficácia do programa na minha vida pessoal, comecei também a aplicar as mais valias na vertente profissional, nas sessões de Terapia da Fala. Desde essa altura, em que fiz também o workshop para profissionais, que a magia chegou também às salas, com os “meus” meninos mais pequeninos. Ora, não é o gesto uma das primeiras abordagens que eles usam? Aquela que por vezes mantêm durante tanto tempo, levando por vezes a atrasos na fala? E se pudermos ter esses mesmos gestos, como base para a evolução da linguagem, como motor maior? Pois é, é isso mesmo que o programa “Baby Signs” preconiza. Ao contrário do que muitos papás e educadores receiam, não, o Baby Signs não contribui para o atraso do desenvolvimento da linguagem, deixando a criança presa a gestos, por mais e mais tempo. Não! O Baby Signs pega precisamente naquilo que a criança vai dominando, dando-lhe segurança nas suas partilhas, dando ênfase à sua iniciativa comunicativa. A par de tudo isso, a nossa missão de adultos, quer enquanto pais, quer enquanto profissionais (educadores, professores ou terapeutas) é mesmo a de ir dando novos gestos, novos estímulos. A par disso mesmo, o gesto é sempre acompanhado pela palavra. Assim, a estimulação da linguagem é conseguida. Seja nas interações quotidianas, em todos os contextos da criança, seja na leitura de uma história, ao cantar uma canção, em todas as brincadeiras, … qualquer iniciativa é ótima para transmitir mais e mais vocabulário. E depois? Depois… é só deixar a magia acontecer! Redução de birras, maior ligação entre pais e bebés, mais segurança emocional, … tanto, tanto, tanto que se ganha na relação com os mais pequenos!  Comprovada que está a eficácia deste programa a nível internacional, que mais esperam para o vir conhecer em Coimbra, pela mão da querida Tânia Dias?

Baby Signs

Pois, é verdade! A vida traz-nos estes presentes incríveis! A Tânia é uma amiga de outras andanças, também das que me apaixonam e me prendem mais um pouco do coração. Somos colegas do curso de CAM (Conselheiras em Aleitamento Materno)… partilhamos a paixão pela maternidade, pelo aleitamento, pelos bebés, pelas crianças e pelas conquistas bonitas! Mais uma vez, e ao fim de vários meses de preparação cuidada, juntamos esforços e trazemos a Coimbra a alegria e a dinâmica Baby Signs. Depois do sucesso do “Workshop Baby Signs de Natal”, no nosso “cantinho do coração”, teremos workshop de pais, já no dia 12 de Janeiro. A inscrição inclui a participação do casal e do bebé, apenas por 25€. Dias 16 e 23 de Janeiro, teremos em horário pós-laboral os níveis I e II para formação de profissionais. É educador e quer ser agente ativo na evolução da linguagem dos mais pequeninos? É terapeuta da fala e quer dar nova cor as sessões com os utentes mais novos? Temos preços especiais para inscrição conjunta nos níveis I e II! Falem connosco ou espreitem as paginas de Facebook. Esperamos por vocês… para que a magia continue a espalhar-se!

https://www.facebook.com/BabysignsTaniaDiasCoimbra/

https://www.babysigns.pt/team/tania-dias/

Disney para todos: acessibilidade para pessoas com limitação física e bebés (Disneyland Paris VI)

A Disney é mesmo um mundo à parte, mas muito bem pensado e estruturado. Todos, sem excepção, são aqui bem-vindos. Nos dois dias que passámos pelos parques vimos pessoas de todas as idades, desde bebés de colo a pessoas de mais idade.  Vimos muitas e muitas cadeiras de rodas, com crianças e com adultos! Ninguém fica indiferente a toda a magia.

1 – Facilitadores a pessoas com deficiência motora

Cruzámo-nos muitas vezes com pessoas com limitações físicas e elas eram sempre bem recebidas. Na zona da bilheteira e mesmo no acesso às portas principais havia entradas maiores e prioritárias, … tudo preparado para receber qualquer visitante do parque com necessidades especiais. Cada divertimento tinha também esses acessos privilegiados e muito bem preparados, … elevadores em algumas das diversões onde era necessário aceder por escadas a outros andares, .. enfim, tudo pensado ao pormenor e de forma a não deixar ninguém de fora!

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2- Vantagens e complementos para bebés e crianças de colo

Também as condições para os mais pequenos não foram esquecidas. Desde a possibilidade de aluguer de carrinhos na entrada do parque, por 15€ por dia, com parques “de estacionamento” para eles à entrada de cada diversão, para que os mesmos pudessem ficar em espera, sem ter que atrapalhar o momento de aproveitar as personagens e os locais mágicos no interior.

Nos vários espaços para alimentação e restaurantes iam também surgindo algumas cadeiras infantis, claro, com a forma do Mickey.

Mas o que mais nos despertou a atenção foi uma pequena casinha, no DisneyLand Park. Um espaço onde havia casas de banho familiares, um espaço de refeições com imensas cadeirinhas para os bebés, … cadeiras onde as mamãs poderiam amamentar e ainda uma pequena copa, equipada com micro-ondas, copos, água e todas as condições para que ali se pudessem aquecer as refeições dos mais pequeninos. Espaços de muda de fraldas iam sendo avistados também por todo o parque.

Nesse mesmo espaço dedicado aos bebés e às famílias  havia ainda um ponto de espera para o caso de alguma criança se perder e os pais a poderem ir buscar novamente. Um espaço animado, com vários peluches e brinquedos, para que os pequenotes ali pudessem passar momentos divertidos, enquanto aguardavam pelos pais e responsáveis.

Era ainda possível adquirir produtos alimentares e de higiene para necessidades ou faltas de última hora. Comida, fraldas, bens de primeira necessidade, … tudo! Sim, uma fralda custava 1€. Sabemos que é um valor alto, mas pensando que pode salvar o resto da visita, toda a ajuda é bem-vinda!

Por isso, já sabem, a Disney é mesmo para todos. Crianças, bebés, … adultos, idosos, … todos se podem e devem deixar levar nesta magia imensa, … pelo menos uma vez na vida. Todas as condições estão disponíveis e cada pessoa se torna única e especial a partir do momento em que entra por aqueles imensos portões sem tempo nem preocupações.

 

Desmame natural… um ano de CAM… o balanço!

Fez ontem um ano que a Eva fez o desmame natural. Processo invejado por muitas mães e famílias, mas que em mim acarretou grande mágoa, hoje mais balançada, compreendida e suportada. Não, não estava preparada. Eu, bebé que poucas semanas fui amamentada, com receios imensos quando me tornei mãe, percebi ao fim do primeiro, do segundo, do terceiro, do sexto mês, … do primeiro ano, que afinal era possível amamentar mais que meros dias ou meses. Que podia dar o melhor de mim ao meu bebé, em forma de pequenas gotas de amor.

Quando completámos o primeiro ano da pequena, foi também o dia do comemorar secreto desta minha vitória enquanto mãe. Não era ainda CAM (Conselheira em Aleitamento Materno) quando me tornei mãe, só quando a Eva estava prestes a fazer o primeiro aninho é que isso aconteceu. Era um sonho de há muito, um desejo que carregava em mim e que ganhou forma naquele mês de Julho de 2017. E que feliz sou assim! Quase que este texto surge também em jeito de balanço do primeiro ano a ajudar mamãs, bebés, famílias, … e aí tudo ganha uma nova cor e alegria. Não, não foi por acaso, e acredito que esta é uma missão que me foi entregue para o coração…. para a vida! Por mim, .. por tantas pessoas bonitas com que me cruzo todos os dias!

O início da amamentação não foi fácil, foi conseguido com muita dedicação e persistência. Com muito apoio do Carlos. Com algumas palavras menos boas dos que me rodeavam… costumo dizer que quando nasce um bebé, nasce também uma mãe e o ser mais criticável à face da terra. Mas esta fase foi ultrapassada com sucesso e conseguimos 14 meses de amamentação… os 6 primeiros em exclusivo, como recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Depois desta meta, já só sonhava com os doces dois anos de amamentação, juntamente com a alimentação complementar. Já aqui vos falei no blog do que me aconteceu aos 14 meses da Eva: a minha cirurgia inesperada, … toda a luta para manter a amamentação, … as vitórias (ver aqui)  e as derrotas (e aqui) .

Aquele dia 2 de Novembro de 2017 fico marcado com a recusa da maminha pela manhã, … pensei que fosse só porque sim. Depois à noite aconteceu o mesmo, … voltou a acontecer todos os dias durante aquele longo mês em que fui extraindo leite por entre lágrimas, … sempre na expetativa que a pequena voltasse a querer a maminha. Mas havia recusa, cara virada, … foi duro, muito duro. Não estava fácil de aceitar, e só ao fim de mais de um mês deixei de extrair o leite. Mas a verdade é que, ainda hoje, tentando tirar algumas gotas, mesmo que manualmente, ele jorra docemente. É a prova provada que o leite não seca de um dia para o outro, é parte da minha missão com as mamãs e com os bebés com que me cruzo. Não há leite fraco, não há leite que seca de um dia para o outro, … é disso que falo a muitas mamãs, tentando encorajá-las!

E este último ano foi passado assim, a conformar-me, … a arranjar novas formas de dar miminho e aconchego à pequena… a fazê-la sentir-se segura e amada. E quantas vezes ela me procura e se aninha junto ao meu peito, quase como se mamasse. Sabe tão bem. Já chegou a pedir leitinho! Vem calmamente, … sente, toca, .. mas depois pouco liga. Outras vezes pede leitinho e eu tiro um pouco manualmente. Ela dá duas ou três lambidelas pequeninas que me recordam todos os bons momentos passados nos primeiros meses de vida e segue as suas brincadeiras. Sei que continuo a ser o porto seguro, o aconchego, o colo, o calor… tudo! E isso ninguém nos pode tirar! O vínculo que criámos naqueles meses de partilhas imensas ficam para a vida como laços infinitos e intrincados, com tanta, tanta força!

Sei também que neste último ano fui o colo e aconchego de muitas famílias, mamãs e bebés, .. a maior parte delas nunca as vi, … conheço-as apenas do facebook, aqui do blog, das páginas… outras cruzei-me com elas em workshops, no nosso espaço “amigo do bebé”, .. mas o melhor de todos os agradecimentos que recebo, o que me faz equilibrar e me compensa de tudo o que aconteceu, é saber que continuo a fazer diferença naquelas vidas, … no progredir da amamentação. Sem dúvida que isso preencheu este último ano, e por isso estou realizada e feliz.

A Eva é também uma menina feliz, amada, alegre, segura, carinhosa! A nossa relação é forte e segura. Somos tão cúmplices, … tudo o que se consegui com os primeiros meses de maminha não se perdeu, antes se fortaleceu. O balanço do desmame é hoje mais positivo e tranquilo. Foi a decisão dela… eu limitei-me a respeitar, a aceitar e a dedicar-lhe um amor diferente, talvez ainda mais profundo e consciente. Obrigada filha, … tão pequenina que és, e todos os dias me ensinas tanto. Obrigada pela força que me dás para ajudar outros bebés e crianças como tu! Assim, sou realmente feliz! A inspiração… és tu!

Kamut, trigo sarraceno, espelta, … e que mais?

Estes nomes são ainda novidade? Estranhos ou ouvidos pela primeira vez? É uma possibilidade! Mas é sobre estas farinhas e tantos outros ingredientes “mágicos” que falaremos já no dia 24 de Novembro no próximo workshop de Papinhas Caseiras, a realizar em Aveiro, no Lazy Baby Studio!

Porque devemos optar por este tipo de papinhas caseiras? Que ingredientes selecionar e comprar? Como preparar e armazenar? Que sugestões para enriquecer as papinhas?

A todas estas questões queremos responder já no próximo Domingo. As papinhas caseiras, para além de mais económicas, são uma alternativa saudável e completa para os mais pequeninos e mesmo para os papás. Sem açúcar, sem aditivos industrializados, … com possibilidade de serem variadas todos os dias, … podem ser enviadas para a creche, levadas em pequenos passeios, já confecionadas…. E o tempo de preparação? Cerca de um minuto!! Acreditam? Sem precisar de ferver a água e passar por todo o processo moroso da preparação da papinha de pacote!

E a adição de leite materno? Sim, também é possível! Para um lanche, para uma pequena refeição, … preparada em conjunto para o bebé e para os papás!!! Vamos responder a todas as dúvidas! 🙂

Venham ter connosco para todas estas partilhas, já este Domingo, das 10:00 às 12:00! Lá vos espero de coração aberto e com muito para partilhar!

 

 

A idade do “O que é isto”!

Muitos de vocês devem estar familiarizados com a chamada “Idade dos Porquês”! À luz do desenvolvimento da linguagem e de todas as teorias existentes, a denominada “Idade dos Porquês” não é mais que o pico explosivo da linguagem que, por norma, ocorre por volta dos 3 anos de idade! Sim, é esse mesmo o motivo para, por vezes, alguns pequenos apresentarem um discurso tão rápido, tão rápido, tão rápido que, em alguns casos, os pais e educadores pensam que se instalou uma súbita gaguez. Um dia destes voltaremos a este tema mas, para sossegar os corações de pais mais aflitos e para todos aqueles a quem o tema despertou interesse, saibam que essa é uma fase normal e típica no desenvolvimento comum da linguagem.

Basicamente, os pequenos ficam tão curiosos com o mundo à sua volta e o vocabulário cresce de uma forma tão repentina que, na maioria dos casos, “o cérebro pensa a mil e a boca fala a cem!”.

Mas, o que descobri com a Eva, e isto não vem em nenhum livro, é que muito antes desse idade dos “Porquês” parece existir a idade do “O que é isto?”. A Eva está perto de completar dois anos e esta é a pergunta que mais temos ouvido nos últimos tempos. Sim, é fruto da estimulação que fomos fazendo desde os primeiros dias de vida. Recordam-se dos nossos primeiros textos, quando vestiamos a pequena e iamos dando vocabulário ligado ao corpo, às peças de roupa, … quando chovia e iamos para a janela admirar a natureza e as muitas gotinhas que teimavam em cair? Quando o pai trouxe a pequena flor amarela e a Eva adorou? Quando cozinhava e ia dizendo tudo o que ia usando e a pequena soltou a bela da primeira gargalhada ao som da música do “Feijão verde-verde-verde”? Quem nos acompanha desde o início deve recordar a maioria destas aventuras. Os seguidores mais recentes podem consultar todos esses textos que fomos escrevendo com o coração!

Pois, mas é isso mesmo! Tanto que nós descrevemos e iamos “perguntando” por ela “O que é isto?”, respondendo em seguida, que agora é a pequena que pergunta sem parar! Pega num livro e lá vem a pergunta. Vê um brinquedo e pergunta “o que é isto?”. Na rua, na escola, … pergunta, e nós respondemos. Respondemos e vamos dando mais alguma informação, pois o desenvolvimento e a estimulação da linguagem fazem-se assim: um pouco de curiosidade deles, ao que se junta mais um ou outro termo que nós lhes damos para expandir o seu discurso e as palavras que eles já vão dizendo! E assim, palavra a palavra, enchem os pequenos a sua pequena boquita!

Já sabem: mamãs, papás, avós, tios, primos, educadores…! Aproveitem a curiosidade dos vossos pequenos. Mesmo que eles não perguntem: descrevam! Mesmo que eles apenas só olhem: digam o nome das coisas que eles vão vendo! E assim, a magia irá acontecendo aos poucos diante dos vossos olhos. Ficar à espera dos três anos pela “Idade dos Porquê”? Qual quê! Hoje partilhei com vocês este segredo. A idade do “O que é isto” chega bem mais cedo e é a sementinha perfeita para que a linguagem dos vossos bebés cresça a olhos vistos. Assim, estes conhecimentos vão-se acomodando aos pouquinho e, quem sabe, lá por volta dos 3 anos, eles não nos preguem daqueles sustos em que pensas que temos um pequenote que gagueja. Fica prometido o tema para um próximo texto. Não fica esquecido, palavra de mãe,… e de terapeuta! Bom fim de semana para todos vocês!

Atividades caseiras para os mais pequenos I

Já há uns dias que ando a partilhar com vocês pequenos vídeos e fotos com algumas atividades que vou fazendo com a Eva, cá por casa. A pequena tem 21 meses e não primamos por lhe comprar brinquedos caros! Isso não! Nem caros, nem baratos! Preferimos passar tempo com ela, dar-lhe um bom livro para a mão, … e inventar brinquedos e brincadeiras originais! Algumas delas já eu, mais pequena, as fazia no infantário ou com os meus pais, … outras vão surgindo com a imaginação e no dia-a-dia!

Porque não pegar em caixas de ovos e dar algumas nozes aos pequenos, para que as possam ir arrumando nas saliências onde habitualmente os ovos vêm? A Eva adora e passa tempos e tempos nesta atividade. Com ela vamos contando: “um, dois, três, …”. Quantas vezes dou com ela a pedir-me que lhe dê as nozes! Não pode ver uma caixa de ovos vazia que pede logo para brincar. Às vezes lá está ela… “dois, chinco, shete, …”! É uma delicia! 🙂

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Mas algo que me agrada particularmente são os fios de massa macarrão. Pois é! Com macarrão mais fino ou mais grosso, dependendo do tamanho das mãozinhas, e lá vamos nós! 🙂 Como a Eva ainda não tem dois anos e o domínio da motricidade fina começa agora em ascensão, resolvi começar com macarrão e um cordão mais grossos. Com um nó na ponta e cá vamos nós! Assim, o perigo de engolir é muito menor mas, claro, não se esqueçam, devemos sempre estar em alerta e de vigia! 🙂

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Este tipo de tarefas, para além de estimularem a motricidade, são ótimos para a manutenção da atenção e da concentração dos mais pequenos, para a coordenação olho-mão, para o treino da persistência e da paciência. A linguagem ganha também com toda esta interação! Quem não gosta de ver o resultado final: um belo colar de massas? Daqui a uns tempos, quando a pequena já conseguir a proeza sozinha, passaremos a usar massas mais pequenas, para ir aprimorando estas competências e para ir complexificando a tarefa. Um pacote de massas e um cordão, nada mais que isto. Um jogo simples e divertido por menos de 1€! E sei que já há mamãs inspiradas só pelas nossas fotos colocadas no blog ao longo da semana! Quem mais nos segue as pisadas? Partilhem as fotos connosco, … e fiquem atentos a mais atividades ao longo da semana, pois as sugestões não ficam por aqui!

 

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Como estimular a linguagem dos bebés?

Uma questão curiosa… e o nome do nosso workshop de hoje! Como mamã e terapeuta da fala, irei falar sobre este tema tão vasto e tão divertido na Bebés e Barriguitas, em Coimbra. Será já hoje, dia 11 de Março, das 10:00 às 11:30.

Estarão presentes mamãs, educadoras, …. e todos são bem vindos! Apareçam! 🙂 Todos estão convidados a embarcar nesta aventura! E o que vamos descobrir? Tantas, tantas coisas! Como podemos identificar sinais de comunicação nos nossos bebés, antes mesmo de surgir a fala? Como podemos estimular a sua evolução e crescimento? De que forma as rotinas do dia-a-dia podem servir para ajudar os mais pequeninos a evoluir na comunicação? Que tipo de brinquedos “caseiros” e com custos simbólicos podemos fazer nós mesmos, em nossas casas, quase sempre com materiais que temos e que usamos vulgarmente?

São estas algumas das dicas que darei, … levarei muitos materiais, muitos exemplos de atividades… mais do que um workshop teórico, preparem-se para as sugestões práticas! Tenho a certeza que no final, todos os presentes irão recheados de ideias, que logo quererão por em prática com os seus pequenos “comuniciadores”!

Algumas das dicas irei deixar-vos também aqui pelo blog nos próximos dias, em diversos textos e publicações! Fiquem atentos! 🙂 Se moram longe de Coimbra e gostariam de ter este workshop na vossa localidade, podem sempre entrar em contato comigo, pois podemos levar todas estas dicas até vocês!

Bom domingo, .. blá blá blá e miminhos!

C de cólicas. … C de colo!

Várias vezes somos confrontados com pais que falam de cólicas, com médicos que vão aconselhando a melhor forma de as evitar e prevenir, ofertas de diversos produtos de farmácia… mas na verdade, cá em casa aprendemos por nós próprios qual o melhor de todos os elixires para as danadas!

As primeiras semanas com a Eva não foram fáceis! As cólicas noturnas eram imensas, o cansaço acumulado e a novidade de se ser mãe e pai de primeira viagem também não ajudaram! As primeiras noites com ela, em casa, foram mesmo uma aventura, ora me levantava eu, ora se levantava o Carlos, … às tantas o desespero da pequena era tanto que o nosso ficava a condizer, … chorava ela, choravamos nós, … que sensação de impotência! É nestes momentos que, se pudessemos, trocávamos com eles toda e qualquer dor física, mas apenas nos restava poder acalentar-lhe a alma com aconchego!

Nunca recorremos a nenhum produto de farmácia para o controlo das cólicas. Sei de quem o faça, mas por aqui não foi opção. De início, culpava alguma coisa que comia pelas cólicas da pequena, … cheguei a deixar de comer imensos alimentos, …. até que percebi que, mesmo assim, as cólicas se mantinham. De uma próxima, não volto a fazer o mesmo! Hoje sei que a alimentação da mãe influencia o sabor do leite e pode aumentar as cólicas, mas apenas se forem alimentos mesmo “complicados” e ingeridos em grandes quantidades. Quando me perguntam o que não se deve comer durante a amamentação eu respondo “nada… que não seja feito com conta, peso e medida, moderadamente!”.

E assim fomos aprendendo! Depois veio o instinto maternal, mas sobretudo o paternal! Na altura, um simples aconchegar da pequena ao colo do pai fazia milagres! Hoje sabemos, e depois de ler algumas evidências, que o próprio calor do corpo masculino ajuda a acalmar! Por isso mesmo, tantas vezes se usam os saquinhos de sementes aquecidas, … o efeito é o mesmo, e estávamos a fazê-lo, quase sem saber!

O maior bálsamo para as cólicas, e o seu grande fim, aconteceu mesmo quando decidi deixar de ouvir quem me dizia que “colo de mais estraga os bebés!”. Tantas e tantas vezes que já o ouvimos… reconhece esta expressão, não reconhecem? Pois eu ouvi-a tantas vezes que decidi perder o medo e assumi a minha posição de mãe na sua plenitude. Passei a dar colo sem horas contadas, quando a pequena queria, … sem receio do que poderia ouvir, … e tanto que ouvimos! Mas a benção veio quando as cólicas foram ficando cada vez menos frequentes, até que desapareceram. Hoje sei que é o melhor que podemos fazer, … era o que devia ter feito logo desde início!

Na pré-história, os bebés andavam onde? Ao colo? Claro!! Não podiam correr o risco de estar longe das mães, sentindo-se desprotegidos e chorando! Seriam logo apanhados pelos predadores! Colo! Colo! Não, não são modernices! São marcas da história que apenas confirmamos! Ora, mas afinal, o que faz o colo? O colo permite a posição vertical dos bebés! E isso leva a… maior frequência de arrotes, mesmo que não seja após o momento da refeição! Sim, … arrotamos várias vezes ao dia, e os bebés não são excepção! Quanto mais os arrotes forem saindo, menos ar fica retido no estômago dos bebés, ar este que é o grande responsável pelas tão afamadas cólicas!

E foi assim que deixei de dar ouvidos “à vasta experiência de quem só queria ajudar”, .. de quem me dizia que “um dia hás-de querer fazer a vida e ela só te pede colo”… Sim, pede colo, ainda hoje! E é tão bom!!! Quantas vezes sou eu que lhe pego, só porque sim, … só para matar saudades, … Já sabem… da próxima vez que vos perguntarem qual a melhor forma de tratar as cólicas, ou melhor, de as prevenir, a resposta é simples… C de cólicas, … C de colo… muito e muito colo!!!

Comunicação, linguagem e fala – como evoluem nos bebés?

Comunicação, fala, linguagem, … eis um conjunto de termos que tantas e tantas vezes, na minha profissão como terapeuta da fala, tenho dificuldade em explicar a pais e educadores! Pois bem, hoje que sou mãe, penso que há uma forma bem mais simples de explicar todos estes conceitos, … basta acompanhar o exemplo do desenvolvimento dos nossos pequenos! E sabem que mais? Temos um papel ativo em tudo isto e na progressão de cada um destes elementos, tão necessários às vivências e interações com o meio e com tudo e todos os que nos rodeiam!

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Pois bem, COMUNICAÇÃO! Comunicar é tudo o que um bebé faz nos primeiros meses de vida, desde o primeiro segundo em que vem ao mundo! Qual é a primeira manifestação de um bebé, como que querendo anunciar-se? Qual é? O choro, ora pois é verdade! O choro é descrito como a primeira forma de comunicação, intuitiva, natural, básica, … por isso mesmo, é a forma como os pais, no início, percebem que os seus filhos precisam de se alimentar, ou que estão desconfortáveis, ou que têm sono, … assim, o choro, ainda que incómodo e aflitivo, não deve nunca ser algo que se deseje que pare de acontecer nas vivências diárias de um bebé, … caso contrário, ser-lhes-ia impossível comunicar! A nossa missão enquanto pais ficaria bem mais complicada, ainda que se possa pensar o contrário. Os bebés não falam, … pouco ainda sabem da linguagem, … mas comunicam, ai lá isso comunicam!

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LINGUAGEM, e dela, o que podemos dizer? A linguagem, pode apresentar-se em duas vertentes: compreensiva e expressiva! Sem dúvida que a primeira é aquela que se assume como primordial nos mais pequenos! Muito antes de um bebé poder falar/expressar-se, ele já percebe quem o rodeia! Lembram-se daquelas brincadeiras do género: “onde está o papá”?, “e a mamã?”, …”onde está o gato?”, “e o passarinho?”. A verdade é que eles sem nos dizerem a localização precisa, já nos indicam com um gesto muito simples, mas com grande significado comunicativo: o apontar! E assim, aos poucos, se começa a criar a partilha da atenção, a atenção centrada num mesmo elemento, dividida entre dois ou mais agentes, que podem ser o bebé e a mãe ou qualquer outro interveniente na dinâmica criada. Mesmo sem se conseguirem expressar vão já percebendo estas brincadeiras e toda a interação que se gera em torno deles.

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E a FALA? Pois, esta surge numa outra etapa, assumindo-se como a manifestação externa de toda a linguagem que guardamos em nós! É a nossa linguagem expressiva, a forma como mostramos ao mundo tudo aquilo que fomos ouvindo, recolhendo e guardando desde os primórdios da nossa criação e geração. Muito do que ouvimos ainda dentro do ventre das nossas mães (palavras, sons, …), tudo fica retido na nossa memória! Mesmo quando os bebés ainda não se expressam, e como tantas vezes já aqui frisei, tudo o que ouvem fica guardado, como que em espera para começar a ser exteriorizado quando surgem as primeiras palavras. As primeiras manifestações de fala são visíveis quando os bebés iniciam a lalação, o balbucio, … todas elas etapas importantes de crescimento comunicacional!

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Penso que nesta sequência de aquisições se percebe que comunicar envolve tudo, … não só a fala, como tantos outros sons sem significado aparente, mas a que atribuímos algum ante as situações presenciadas. Os gestos, os olhares, as expressões faciais, … tudo, tudo, tudo é comunicação. Um olhar carrancudo e uma face sorridente? O que nos atrai mais? Sabemos ou não sabemos algo sobre o estado de espírito do nosso possível interlocutor? O que falamos, podemos escolher, mas tanta e tanta informação que passa por meio destes sinais subtis, nem sempre é fácil de disfarçar!

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Gosto de imaginar 3 círculos! Um enorme, a COMUNICAÇÃO, que dentro dele tem um outro – a LINGUAGEM – que, por sua vez, tem o círculo da FALA. Tudo, tudo tão bem conjugado! Assim, reforço mais uma vez! Estimulem os vossos bebés, deixem-nos chorar, tentem perceber as suas necessidades e transformem esse choro em algo que vos ajude nos cuidados diários. Procurem padrões e formas de resolução para cada um! Tenham conversas com os pequenotes, mesmo parecendo que eles não vos percebem, mesmo que se sintam com “um parafuso a menos”! Ui,… tantas e tantas vezes em que eu ou o pai vamos pela rua fora a “falar” com a Eva! E tem valido a pena, … contamos 11 meses e já somamos 4 palavrinhas: “papá”, mamã”, “bebé” e “pé”!

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Mais esclarecidos? Vamos tentar! Como sempre, ganham os mais pequeninos, … ganha a sua evolução, a nossa felicidade conjunta e o seu enorme e invencível PODER DE COMUNICAÇÃO!

Papinha caseira de farinha de milho – versão para bebés e papás!

E aqui vos deixo hoje mais uma deliciosa e simples sugestão de papinha caseira onde, sem esquecer os pais, também deixo uma versão enriquecida e mais saborosa para que todos se possam deliciar juntamente com o bebé! Uma alimentação saudável deve ser implementada logo desde o berço e com os nossos pequenotes podemos rever os nossos hábitos alimentares de tantos e tantos anos! Aceitam o desafio?

Como confecionar?

Ora aqui vai, a papinha é muito simples de fazer! Mantemos a regra de 1 colher de sopa de farinha para 60 ml de água! Para a Eva opto por fazer a papinha com 2 colheres de farinha de milho e 120 ml de água quando pretendo adicionar a fruta que já tenho previamente cozida (maçã, pêra, maçã e pêra em conjunto, …). Podemos ainda adicionar outras frutas, tais como a banana esmagada, papaia, manga, ou mesmo a maçã e pêra raladas no momento!

Quando faço a papinha sozinha, ou seja, sem adicionar fruta, por norma cozinho-a com 3 colheres de sopa de farinha de milho e 180 ml e, em dias em que a pequena está mais esfomeada, vamos às 4 colheres de farinha para 240 ml de água! Quando quero fazer também para mim, cozinho juntamente com a da Eva, pois é no final que junto alguns ingredientes extra para mim. Assim, é possível cozinhar uma versão para a mãe e para a filha, ou para o pai e para a filha (sim, porque aqui em casa o pai também já se rendeu às papinhas caseiras e já dei com ele a oferecer uma à pequena quando cheguei das compras, em alternativa à maminha que naquele momento não estava disponível!).

O processo a seguir é igual ao da confeção da farinha de arroz que também já aqui sugeri. Misturamos a farinha na água fria e levamos ao lume a engrossar! Não leva mais que dois ou três minutos até se obter a consistência que conhecemos das papinhas de pacote e esta fica tão parecida (apenas na aparência, pois no conteúdo é muito mais saudável)!

Como enriquecer a papinha? Versão para bebés e para pais!

Depois de feita, basta juntar a fruta para os mais pequeninos e, para nós, pais, aconselho a juntar um pouco de canela, ou um pouco de coco ralado, fruta desidratada, cereais puff, um pouco de açúcar amarelo, granola, algumas sementes (chia, sésamo, linhaça, girassol, …), entre tantas e tantas alternativas! Juntar uns cubos de fruta ou a fruta ralada tal como fazemos para os pequeninos também a torna ainda mais deliciosa!

Como a farinha de milho não contém glúten, parte positiva mamãs: apta logo desde os 4 meses, ainda que, já sabem, sempre que vos for possível, façam a alimentação com leite exclusivo até aos 6 meses, como recomenda a OMS. Caso não seja possível, fica aqui uma alternativa de complemento da alimentação “amiga do bebé!”.