“Monstros Musicais” – histórias com os meus meninos do coração

Há tanto tempo que não vos trazia uma aventura da saga “histórias com os meus meninos do coração”… pois bem, mais uma vez com a inspiração do nosso Patrício, um menino que acompanho em sessões de terapia da fala, e o seu jeito doce e fantástico de representar tudo o que lhe vai na imaginação… aqui ficam os “Monstros Musicais”.

Os dias corriam serenos numa terra distante onde um grupo de amigos vivia bem escondido nos subúrbios da cidade. Eram seres diferentes, coloridos, animados, divertidos, irreverentes e cheios de alegria de viver. A cor preenchia-os por dentro e por fora… os sonhos eram respirados como o ar dos dias, … a sua vivacidade era grande e os desejos de viver no “mundo de todos” era mais que muito… mas eles eram apenas monstros, .. pequenas e doces criaturas em modo arco-iris… mas “apenas” monstros! Quando poderiam eles ver a luz do dia sem julgamento, sem medos.. sem terem de andar sempre camuflados por algum lugar, com adereços e acessórios “humanóides”? Só queriam poder habitar aquele mundo de pessoas, passear pelos jardins e pelos parques, sentir o vento fresco e ver o pôr-do-sol.. serem livres e usufruir da vida, na sua plenitude máxima, … mas eram apenas “monstros”…

Para além de tudo isso, eram apaixonados pela música, … tinham-na ouvido pela primeira vez numa saida ao “mundo de todos”. Foi algo que entrou, … que ficou, … que lhes estava na memória e no coração. Era algo fluido e doce, lento e sereno, … que lhes fazia o coração bater ainda mais forte e lhes fazia ter ainda mais vontade de viver, … e de viver ali! Cada um aprendeu a tocar o seu próprio instrumento musical!

Sonhos, sonhos e mais sonhos, … e a vida corria! Corria… e estavam no mês de Fevereiro do ano 3333… um ano fantástico para escrever uma história de “monstros” no “mundo de todos”, não acham? Pois bem! Pausa!!! É aqui mesmo que a nossa história de passa! Muito, e muito, e muito, e muito tempo depois do nosso “era uma vez…” em 2020.

Era fevereiro, e era Carnaval. Ora, que melhor altura para os nossos seres pequenitos sairem dos seus esconderijos e viverem novas aventuras no “mundo de todos”? Pois claro, … como é que em tantos anos ainda nenhum deles se tinha lembrado que, naquela altura do ano as suas aparências malucas e bizarras seriam consideradas normais? Quem sabe receberem mesmo o prémio do melhor fato… do melhor disfarce… da melhor máscara? E assim foi! Decidiram sair em bando, todos juntos, como se de um corso de carnaval se tratasse. Todos os olhavam com espanto comentando: “Que fatos do outro mundo!”, “Que disfarces maravilhosos!”… “Uau, olha o equilíbrio daquele ali!”… “E as antenas daquele tipo, onde as terá comprado?”… “Aquele disfarce de caranguejo é mesmo realista!”…

Não havia quem não ficasse espantado com as indumentárias frenéticas! Os monstros estavam orgulhosos de si mesmos! Nunca tinha sido tão fácil andar no meio dos humanos do “mundo de todos”. E sem trabalho nenhum em se disfarçar! Aos poucos iam ouvindo música, … ai, a música! Nada melhor que juntar tudo naquela alegria real! Eles eram imensos, mas todos adoravam música… cada qual tocava um instrumento diferente! Cordas, sopro, teclas, … uma verdadeira orquestra de cor.

“Não… a banda não vem!”. “O quê?” – perguntou aflitíssima uma outra voz que iam ouvindo ao longe, ficando cada vez mais perto enquanto se aproximavam do recinto do Baile de Carnaval”! “E o que vamos fazer agora?”- insistia a mesma voz – “As pessoas devem estar a chegar para o baile! Ficámos sem banda, … que vai ser de nós?!”.

Foi o que o bando de monstros quis ouvir! A melhor oportunidade de toda! A junção de todos os sonhos… a soma de todas as alegrias… a proporção certa de aventura e concretização!

“Ei… nõs podemos ajudar!” disseram todos juntos. “Mas, vêm para a festa? Tão cedo?” – perguntou a voz, cada vez mais atrapalhada – “Ficámos sem banda para o baile!” – disse-lhes tristemente. “Não se preocupe” – disse um dos monstros – “Nós somos os “Monstros Musicais” e vamos ajudar a animar esta noite!

E assim foi! Cada qual tomou o seu instrumento, assumiu o seu lugar e começou a festa. Tocaram a noite inteira, divertiram-se, foram eles, mais que nunca, sem medos, sem reservas, sem receios! Um deles acabou mesmo por ganhar o prémio da “Melhor Máscara”! Foi o melhor Carnaval de sempre, o melhor dia de toda a vida de cada um deles… e sabem que mais? Já só pediam para que chegasse novamente o Carnaval, para poderem viver novamente aquelas aventuras, sem disfarces, sendo apenas eles próprios. Carnaval de 3334… venha ele! 🙂

Carnaval mais ecológico e consciente

Nunca fui muito de festejar o carnaval, mas vestia com gosto e orgulho um ou outro fato. Fui Joaninha, Minnie, … e tantas outras personagens que já quase nem recordo. Fatos para a escola também fizemos vários. Mas este ano o Carnaval teve um sabor diferente. A pequena vestiu o meu primeiro fato de joaninha.

1992, segundo o velho álbum de fotografias, a mamã vestia-se assim! 2019 e eis que a pequena Eva encarna a mesma personagem. Qual Lady Bug dos tempos modernos! Não! A pequena e pacata joaninha de sempre, o bichinho adorado e que tantas canções escutou ao som do famoso “Joaninha, voa, voa, …”!.

E assim, quase sem dar por ela, o carnaval voltou a ganhar nova cor. Amanhã a pequena vai ser Branca de Neve! Anda radiante e ansiosa! 🙂

Pensando nesta altura e em todas as formas como nos divertidos, e sobretudo com a consciência que tenho vindo a despertar com os tempos, pensei em algo que queria partilhar com vocês!

Serpentinas, papelinhos, … sim, são tradição! Sim, parecem inofensivos. Sim, sei que vou parecer extremista, mas pensei nisto e quis mesmo partilhar com vocês. Nada custa sermos conscientes e pensar no futuro. No futuro dos nossos filhos e netos. Aqueles a quem hoje pomos as serpentinas e os papelinhos na mão.

As ruas ficam cheias deles, … mas a verdade é que poucos são os que têm o cuidado de os limpar no final. Nem mesmo os infantários e escolas estão alerta para isso. Nem sei se já o pensaram. Mas, porque não aproveitar este tema para a consciência em relação ao lixo e ao futuro, um trabalho que devem, também eles, fazer com os mais pequenos? Sim, não sou contra o deitar dos papelinhos e das serpentinas. Mas podemos limpar no final. Podemos apenas deitar os papelinhos dentro das salas e depois limpar mais facilmente. Ou fazer colares infinitos com as serpentinas! Ou longos cabelos! E porque não depois ter o cuidado de os usar em trabalhos ou mesmo levá-los para a reciclagem?

Sim, sei que pareço extremista e cuidadosa em extremo! Também eu usei assim as serpentinas e os papelinhos, espalhando-os pelas ruas. Mas hoje sou mãe! Hoje temos uma visão completamente diferente do mundo! Uma visão de alerta, um quase ultimato. Nunca é tarde para se pensar nisto, e sobretudo para agir. Vamos sempre a tempo, agora mais que nunca. É mesmo uma necessidade.

Carnaval e diversão sim, mas com consciência. E, já agora, partilho com vocês algo que li há uns tempos e que adorei. Porque não fazer papelinhos, como tantos de nos faziam na infância, com o furador? Mas, em vez de usar papel, usar as folhas das árvores, as pétalas caídas das flores…. Assim, a diversão continua e, mesmo que não sejam apanhados, podem ser “limpos” pela própria natureza, já que são parte dela.

Fica a reflexão! Fica a dica! Feliz carnaval a todos! Divirtam-se… com consciência e, sobretudo, com o olhar no futuro!

Carnaval: diversão com amor e dedicação!

Sempre gostei do carnaval! Não por me mascarar, pois não o costumo muito fazer agora em adulta, mas pela cor e pela energia que emana entre os mais pequeninos com que trabalho. Nas últimas sessões de terapia da fala, temos feito várias máscaras, sempre com os temas da sessão: ou com a temática de alguma área da linguagem ou com os sons que estamos a aprender na fala! Tudo é um bom motivo para da uma nova cor e alegria às sessões.

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Mas, agora que sou mãe e tenho a Eva, o carnaval também se vive de forma ainda mais efusiva! 🙂 Quem sabe no próximo ano me mascaro com ela e vivemos juntas esta alegria e magia, nestes dias de folia e animação pura! O pai não é muito destas andanças, mas aqui as miúdas ainda hão-de aproveitar bem! 🙂

Acima de tudo, com a Eva, o carnaval ganhou mais um sinónimo para mim: o da dedicação e do empenho! A pequena tem ido mascarada para a escolinha, mas não com um fato comprado numa loja de disfarces. Não, o que ela tem levado tem amor em dose dupla, tripla, … eu sei lá! A verdade é que cada parte do fatinho é feita com a mais pura dedicação e cuidado, tudo para que a pequena sinta de perto todo o amor que guardo por ela no coração! Assim, este ano tivemos Minnie em dose dupla, e como, perguntam vocês? Pois bem, ontem tivemos  Minnie em versão vermelha, e hoje em versão cor de rosa.

O primeiro acessório são sempre as belas das orelhas e do laço, em duas bandoletes que comprei num bazar chinês por cerca de 1€! Depois, a Minnie cor de rosa, a de hoje, foi simples! Uns collants com corações e um vestido cor de rosa também com corações brancos! Um vestido que me custou 1€ na Primark, em saldos! 🙂 E assim , tudo pensado ao pormenor e com muito amor, lá foi a pipoca!

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O de ontem deu um pouco mais de trabalho, mas foi tão bom ver o resultado final. Um tutu vermelho, comprado no chinês por 2,5€ e uma camisola vermelha que já tinhamos em casa! Depois, uma folha de papel autocolante para impressão repleta de bolinhas brancas, muita paciência para o corte e para a colagem na roupa e, cerca de uma hora e meia depois, eis o resultado!

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A Eva andou super divertida e ficou tão feliz quando se viu ao espelho. Afinal, heróis e personagens que admiramos, todos temos, e ela não é excepção. A mãe fica orgulhosa e babada e não pensa sequer no tempo e na paciência, sobretudo dispendida com as bolinhas cortadas. O resultado final e o sorrisos estampados na cara da pequena fazem-me ganhar o dia e esquecer a noite mal dormida para a preparação de tudo isto! 🙂 Pequena Eva, é bom ver-te sorrir! 🙂

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