Canjinha de alho francês: simples e deliciosa!

Uma dica que hoje deixei nas nossas páginas de facebook e instagram fez furor e muitas foram as mensagens e comentários a pedir a receita. Pois bem, como prometida, aqui fica ela! 🙂 Simples e deliciosa, e que em nada deixa a desejar à canja mais tradicional.

Há alguns meses fiz a transição para o vegetarianismo, … nas últimas semanas deixei mesmo de comer carne e peixe e tenho apostado em experiências culinárias “do momento”. Esta foi mais uma delas, uma ideia que surgiu num click! Com alho francês vindo diretamente da quinta da avó da pequena Eva, lembrei-me desta alternativa. Foi experimentada em altura de férias e, como estaríamos apenas três dias por aquela casa, não nos apeteceu comprar carne. Sim, porque o papá e a pequena, apesar de terem reduzido o consumo, continuam a consumir sempre que assim o desejam.

Assim, aqui vos deixo as dicas. A receita faz-se de forma fácil e rápida, num modo de preparação muito semelhante ao da canja tradicional.

1º Partir o alho francês em rodelas finas ou pequenos pedaços, conforme o gosto.

Utilizei também um pouco da rama mais viçosa, pois gosto muito do seu sabor e textura. Coloquei a cozer num tacho com água e sal, durante uns vinte minutos. Assim, o alho francês fica cozinhado, tenrinho, e temos um caldo super saboroso e aromático. Podem juntar uma ou outra especiaria, se assim o desejarem. Nós fizemos da maneira mais simples, apenas com sal.

 

2ª Depois de cozinhado o alho, juntar as massinhas.

Deixo sempre a pequena escolher o formato, e desta vez a escolha recaiu nas letras. Já começa a ficar curiosa com elas e em descobrir as três do seu nome.

 

3ª Deixar cozer as massinhas como normalmente o fazemos na canja de galinha.

 

4ª No final, em cada pratinho, e depois de servir a sopa, juntamos um pouco de azeite. Temos uma sopa ainda com mais aroma e maior riqueza nutricional.

 

Fácil, não é? Não é por seguir o vegetarianismo que deixo de comer coisas maravilhosas, tão fantásticas que todos cá em casa ficam tentados a experimentar e aprovam! 🙂

Façam a vossa experiência aí em casa e partilhem connosco a opinião de quem provou o pitéu! Fica o desafio! 🙂

Dicas práticas para mamãs, na cozinha!

O fim de semana, sobretudo o domingo, ou o sábado ao final da tarde, são os dias em que mais facilmente e com mais tempo me dedico à cozinha. Sempre que posso tento preparar alguns legumes antecipadamente para que as sopas de durante a semana se tornem mais fáceis e rápidas de fazer!

Antes com o tacho normal e mais recentemente com o robot de cozinha, gosto de ter já os legumes partidos e arranjados. Congelo tudo e, durante a semana, apenas preciso de lá colocar a mistura que fiz previamente e assim tudo fica mais fácil. Perde-se pouquíssimo tempo quando mais precisamos dele. Desta forma, o trabalho que ainda tenho para fazer, preparando sessões para os dias seguintes, cuidar da pequena, dar banho e preparar o jantar fica muito mais facilitado. E ainda sobra tempo para miminhos e mais miminhos, em família!

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Ainda este domingo, com os vários legumes que tinha previamente comprado e encomendado, fiz dois belos sacos, repletos de legumes deliciosos e biológicos. Em breve hei-de contar-vos alguns truques para conseguir estas delícias tão apetitosas e super naturais! Ficaram assim prontinhos sacos com nabo, raiz daikon, curgete com casca, abóbora manteiga e alho francês. Do nabo, do daikon e do alho francês, vai rama e tudo! Mesmo! Esta é mais uma dica preciosa que gostaria de vos deixar. Para além de significar economia, é ainda sinónimo de mais saúde e de maior carga nutricional nos legumes. Sabemos que tudo o que é verde, e quanto mais escuro melhor, está repleto de nutrientes e, muitas vezes, de cálcio. Fiquei fã da rama quando, ao comprar legumes biológicos que a traziam, me custava imenso desperdiçá-la. Assim, por entre várias pesquisas, descobri, por exemplo, que só a rama do nabo, que parece algo tão simples e elementar, tem mais 2100 vezes vitamina K que a própria raiz (cabeça do nabo). Algo semelhante se passa com a cenoura e com tantos outros legumes. Enquanto a rama está viçosa, sem folhas amarelas e que ainda são tenras, toca a usar em sopas e saladas! Se elas ficarem mais duras, podemos sempre aproveitá-las em sumos! O melhor de tudo é que o sabor não é amargo nem ficam fibras, algo que sempre tive receio. A rama do alho francês fica também deliciosa e dá um gosto fantástico à sopa.

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Os dois saquinhos que fiz ontem já estão prontinhos a usar! A juntar a esta mistura, gosto ainda de acrescentar batata e batata doce, que quase sempre parto na hora, num instantinho. Por vezes junto ainda uma cebola generosa. Acrescento também leguminosas secas para enriquecer ainda mais a sopa. Ou lentilhas ou mesmo uma mistura, previamente pulverizada no robot de cozinha. Como sou cada vez menos fã de enlatados, tenho comprado ultimamente feijão catarino e feijão manteiga seco, grão seco e feijão de soja biológicos. Parece que ficam muito mais caros, mas a quantidade que as embalagens trazem fazem compensar o investimento. Todas estas variedades misturadas e pulverizadas de uma só vez, permitem ter um acrescento saudável e muito nutritivo para as sopas do dia-a-dia. A sopa fica ainda mais cremosa e dá mais sustento! E como acrescentamos apenas duas ou três colheres, dura imenso tempo.

Espero que estas dicas vos tenham ajudado e que venham facilitar ainda mais o vosso dia! Aqui por casa, sempre que podemos, aproveitamos os momentos em que o tempo se torna um pouco menos corrido e em que podemos dedicar-nos à casa, à família e à nossa saúde, ainda mais! Certamente, estes minutos se convertem em mais brincadeiras, mais miminhos e mais disponibilidade para ouvir e sorrir para os nossos pequenos!

Papinha caseira com framboesa!

Há muito tempo que aqui no blog não davamos uma receita das nossas, simples, mas muito nutritiva! Ora então, em tom de férias para muitos, e com sabor a verão e coisas boas aqui vai a nossa papinha caseira de framboesa. É tão rápida de fazer, … e de comer! Fiz hoje para a pequenota, ao pequeno-almoço, e as duas colheres que sobraram foram mesmo para a mamã também se deliciar!

A base da papinha pode ser feita com qualquer uma das farinhas que temos vindo a sugerir: milho, arroz, kamut, espelta, trigo integral, trigo sarraceno, cevada, … mas hoje optei então pela de arroz, por ser das que tem um sabor mais neutro e que, por isso mesmo, é uma ótima base para as nossas “experiências culinárias”! Também por ser assim, o sabor da framboesa fica mais evidenciado!

Comecei por fazer duas doses de papinha, com 120 ml de água fria, onde dissolvi duas colheres de sopa bem generosas de farinha de arroz! Depois de tudo bem misturado, levei ao lume até engrossar, mexendo várias vezes para não agarrrar! A papinha fica um pouco mais grossa que o habitual, por as colheres de farinha estarem bem cheias, mas o objetivo é mesmo esse. Assim, quando se juntar a framboesa, a papinha não fica com uma consistência líquida de mais.

Depois de feita e colocada na taça, juntei à papa umas colheres de framboesa triturada, que já tinha guardado na altura em que as framboesas do quintal dos meus pais estavam no auge! Assim, posso ir descongelando e usando durante o ano, tanto em néctares como nas papinhas ou noutras sobremesas!

A mistura fica com um toque rosa tão bom, e com uma textura tão aveludada! Que aspeto delicioso! Comeu-se tão rápido que nem tempo deu para a foto! Deixámos arrefecer um pouco antes de comer, pois o calor que se faz sentir é muito e a pequena não gosta das coisas muito quentes, muito menos nesta época do ano!

Agora, imaginação à prova, experiência, … novas farinhas, novas frutas, ,… muitas misturas e muito sabor! Vamos lá?

Vamos lá à sopinha… e à fruta!

Pois é! A Eva já se estreou há uma semana no maravilhoso mundo da comidinha, mais propriamente com a sopa e com a fruta! Sempre tivemos a ideia de, ao ser possível, fazer amamentação exclusiva até aos 6 meses, mas a pequena dava claros sinais de que estava mais que preparada e desejosa de se aventurar pelos caminhos da alimentação sólida (ou, neste caso, para já, pastosa!)! O mesmo nos confirmou o pediatra na última consulta que tivemos e, por isso mesmo, há uma semana atrás lá começamos nós mais um desafio e uma nova etapa!

Até agora tem sido gratificante pois a pequena tem gostado de todos os novos sabores! Couve, cenoura, batata, curgete, feijão-verde, … bróculos, a última experiência culinária… tudo! Ao nível da fruta já experimentámos a maçã, crua e cozida, e a banana. A preferida da Eva é, sem dúvida, a maçã cozida! É muito engraçado partilhar estes momentos com ela! Desde sempre que está perto de nós enquanto fazemos as refeições, e por isso, está mais que familiarizada com o modelo de trazer a comida no garfo ou na colher e de a introduzir na boca. Por vezes, quando estava ao nosso colo nesses momentos, ela própria seguia o trajeto da comida e abria a sua pequena boquita! Agora é que é! Assim sim, … de vez em quando, já lhe vamos dando um pedaço de maçã para ela poder roer, o que lhe alivia os primeiros sintomas do romper dos dentes e, ainda ontem, me “roubou” por momentos a banana do lanche, dando-lhe algumas pequenas “trincadelas”!

São mais alguns momentos deliciosos que partilhamos com ela! Cada vez a sentimos mais presente na nossa rotina, uma rotina que nunca tem nada de igual nem de habitual, mas que nos surpreende e fascina a cada momento que passa. É um orgulho encher de amor aquelas sopas e frutinhas passadas, pensando que, dali a algumas horas, a pequena as estará a comer com tanta satisfação.

A experiência com os sabores, as texturas… é tão enriquecedora! Não deixem de ir variando os ingredientes, é essencial que, desde pequeninos, os nossos rebentos se vão habituando a todos os gostos, texturas, consistências, … e isto tem mesmo que começar, literalmente, no berço. Desde sempre que variei a minha alimentação, creio que mesmo no momento da amamentação, já lhes estamos a criar um histórico de sabores que, naturalmente, eles mesmo depois irão “reconhecer”! Para além de ser um momento do dia intenso e repleto de alegria, a hora da refeição tem nos permitido cantar para a Eva, estimulá-la com sons de animais, de meios de transporte, objetos do dia a dia, … tudo, tudo serve para enriquecer o seu pequenino cérebro em desenvolvimento e encher o seu coração de amor!

Não tenham medo de deixar este parte do dia durar meia hora, uma hora, … retirem dela o máximo partido, brinquem, cantem, sejam crianças com os vossos pequenotes, em família! Quanto às texturas e aos sabores, não tenham receio com os pequenos grumos que por vezes ficam nas sopas e nas frutas, mesmo após serem passadas, … com o devido cuidado e atenção no momento de as ceder aos pequenos, é bom que se comecem a acostumar a todos estes elementos! Quando vierem os dentinhos, novos aliados surgirão!

Enquanto Terapeuta da Fala, em breve irei falar-vos um pouco acerca da importância da alimentação, da sua diversificação e de como lidar com as diferentes consistências desde cedo. Tudo isto influencia diretamente o modo como se faz o crescimento da face e da dentição. Estes hábitos dos primeiros anos de vida podem condicionar a forma como comemos, falamos e como teremos o nosso rosto e dentes pela vida fora! Fica prometido um texto para breve, aqui no blog!

A todos os papás, mamãs, avós, tios, … vivam cada fase, intensamente! Qualquer dúvida, contem comigo, … estarei cá para ajudar e responder!

Estimulação da linguagem “culinária”!

Gosto de cozinhar e de criar, embora o tempo seja cada vez menos para tudo isto! Ainda assim, costumo aproveitar sobretudo o fim de semana em que estamos todos por casa e, como deixo a Eva um pouco entregue ao pai, lá vou eu para a cozinha fazer a sopa para a semana e algumas refeições para os dias seguintes, e outras que acabo por congelar, para nos facilitar na hora dos almoços e jantares, ainda mais atribulados durante a semana!

Pouco depois da Eva nascer, tentava fazer tudo muito rápido para ir novamente ter com ela ou, muitas vezes, interrompia os cozinhados para estar um pouco junto dela e para a ir amamentando! Ultimamente, apercebemo-nos que ela adora estar na cozinha, comigo, a seguir cada um dos passos na correria frenética entre o frigorífico, a despensa, o lava-louças e o fogão. Garantimos sempre a segurança dela, e colocamo-la longe de toda esta agitação, sem estar no caminho que percorro, mas de modo a que me esteja sempre a ver! Ela adora! E para mim também é melhor porque é mais um tempinho que passo com ela, sem a ouvir choramingar de vez em quando lá na sala, chamando por mim!

Segue-me a todo o momento com os seus olhitos sedentos de estímulos visuais, auditivos, tatéis e mesmo olfativos! E, ora não fosse já meu apanágio, lá ando eu a aproveitar cada segundinho e oportunidade para estimular a pequenota! “Agora a mãe está a fazer a sopa… vamos por muitos legumes, para chegar cheia de coisas boas ao teu leitinho! Já tem lentilhas, … couve-flor, … courgette, … abóbora, .. batata… cebola, … tantas coisas!” Vou indicando o nome de cada legume aos poucos, com tempo… muitas das vezes, mesmo antes de os colocar na panela para cozinhar, já partidos, levo-os junto da Eva. Mostrou-lhe as cores, os cheiros, … volto a repetir o seu nome… e ela responde com o seu grande e reluzente sorriso, em jeito de aprovação!

Nem sempre consigo manter o contato ocular com ela pois, enquanto lavo e parto os legumes ou enquanto coloco os alimentos nos tachos e panelas, acabo por estar virada de costas. E é nessas alturas que ela chama, à sua forma carinhosa “hu… eh… rrr…ahhh!!!!” É eminente o meu olhar e lá cruzamos nós mais uns quantos sorrisos! Ela sabe como me cativar! E, no final de contas, ali estamos nós num diálogo constante e enriquecedor! “Agora vamos tratar do jantar… arroz ou massa? O que te apetece no leitinho de logo à noite? Olha, … a sopa já está a ferver,… daqui a pouco já a podemos passar para juntar as couves e a cenoura! Achas que vai ficar boa? Vai saber tão bem, quentinha!!!”.

E pronto, uma simples tarefa rotineira, repetitiva e que fazia cada vez mais à pressa e com cada vez menos tempo para o prazer que sinto em cozinhar, voltou a transformar-se numa lide doméstica revestida de significado e de alegria! Já imagino a Eva, daqui a uns tempos, a cozinhar comigo! Os doces, … ai os doces! Bolachinhas, … bolos,… Já somos uma dupla promissora! Vamos ver o que o futuro nos reserva! Os ingredientes, já ela os conhece, … os segredos, esses também já lhos vou desvendando, … o companheirismo cresce a cada dia, em cada experiência… e o conhecimento de novas palavras, aromas e cheiros estão ali sempre, a estimular os sentidos ávidos de saber da minha pequenina! Está lançada a semente do saudável vício da culinária!