Somos (apenas) Terapeutas da Fala…

Somos (apenas) Terapeutas da Fala… fazemos parte de um grupo imenso de técnicos de diagnóstico e terapêutica, cada um essencial à sua maneira, perante todo este estado pandémico que vivemos. Sim, … é verdade, não estamos diretamente na linha da frente a lidar com a doença, com o vírus que nos chegou do oriente, … mas somos também profissionais de saúde, … somos com o coração e com todas as nossas forças, e os últimos dias têm provado isso mesmo.

Um louvor imenso a todos os médicos, enfermeiros, radiologistas, … tantos e tantos outros que lidam face a face com esta problemática! Os que gerem no “campo de batalha” os medos, os receios, o desconhecido,… dentro e fora dos hospitais, … dentro e fora das suas próprias casas. Continuamos juntos, enviando a maior força a vocês, guerreiros!

Nós, somos “apenas” terapeutas da fala… (seremos “apenas”?)!

Somos apenas terapeutas da fala, mas temos sido a luz em muitas casas, com muitos utentes, com muitos pequeninos… temos sido o apoio, os confidentes, os ouvintes, … temos ajudado em parte a organizar horários, a recompor as rotinas, … as nossa sessões online têm-nos permitido continuar com alguns dos que preenchem os nossos dias. Fico tão feliz por isso! As saudades são imensas, mas aos poucos vamos dando cabo delas assim! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala, mas temos conseguido ser o conforto de tantos que já seguíamos, em escolas, em contexto de gabinete, … Com alguns dos nossos meninos e meninas, ainda estamos naquela hora esperada semanalmente, continuamos a estar lá, … com todas as surpresas, os jogos mágicos, as fichas surpresa, os miminhos de fim de sessão, os aconchegos de todas as horas… tão bom ver o ecrã surgir com os seus pequenos olhitos a espreitar, ainda mais ansiosos para ver que magia o computador trará naquela hora que chega! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala, mas temos sido refúgio para tantos colegas, de equipa, de outras equipas, … psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, … os nossos amigos médicos e enfermeiros, … temos ouvido dúvidas, anseios, testemunhos arrepiantes e nada partilháveis, … mesmo longe, continuamos unidos!

Somos apenas terapeutas da fala, mas somos ainda parte das equipas das escolas, com professores, educadores, …não esquecemos os relatórios, os encaminhamentos, as reuniões, os processos, os documentos de ponto de situação, as referenciações … todos os esforços para que os nossos doces petizes continuem o seu percurso, pois o mundo não pára (às vezes parece que sim… 🙁 !)

Somos apens terapeutas da fala, mas temos conseguido aos poucos dominar mais e mais da tecnologia. Zoom, Webex, Skype, Link, Download, ID, partilha de ecrã, acesso remoto, aplicações, wordwall, encriptação, … tantos e tantos termos novos que têm entrado no nosso léxico. Até nós crescemos em termos linguísticos!

Somos apenas terapeutas da fala, mas temo-nos desdobrado em partilhas, em ajuda aos colegas, em apoio aos que estão mais distantes, em ouvir mesmo aqueles que nem conhecemos ou que só conhecemos das redes sociais! Tão bom que tem sido de ver e sentir! Enche o coração podermos todos ser faróis neste mar revolto que se instalou nas últimas semanas!

Somos apenas terapeutas da fala, mas voltámos aos tempos em que quase temos que criar mil materiais novos, do zero, usando sempre a imaginação e tudo o que temos à mão… parece que voltámos aos tempos de estágio, em que temos de ter tudo pronto em tempo record, para amanhã… para ontem… Mudou apenas a rotina do pensa-faz-imprime-corta-plastifica-corta. Agora temos um pensa-faz-clica-testa-ajusta-experimenta!

Somos apenas terapeutas da fala, mas continuamos a querer saber mais, a querer crescer em conhecimento, … sabemos que em breve tudo irá ficar bem, sim! Temos todos essa fé e esperança. Continuamos a apostar na formação e na aprendizagem, pois em breve voltaremos todos a estar juntos (sim!!!!!).

Somos apenas terapeutas da fala… mas penso que estamos unidos, ainda mais, … todos juntos temos conseguido mover barreiras, … temo-nos aventurado por “mares” (por vezes) nunca d’antes navegados”, .. e sabem que mais? A experiência tem sido positiva! Tem-nos feito crescer, aprender ainda mais, … tem-nos mobilizado e mantido no ativo. Cada qual ao seu ritmo, mas temos sido impulso para os dias de todos os que nos rodeiam! O mundo não pára, mesmo! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala. Ah, pois somos! E que mais? Isto sempre o fomos!!! Sempre fomos aventureiros, curiosos, desejosos de fazer mais e melhor, resilientes, adaptativos, … que assim continuemos, ainda mais nestes dias!

Somos apenas terapeutas da fala! Sim! Somos orgulho! Somos a prova que mesmo “pequeninos” continuamos a fazer a diferença na vida de todos aqueles com quem lidamos diariamente, ainda que num contexto muito nosso, muito próximo! Se todos o fizermos o efeito será imenso! 🙂 Somos a comprovação que mesmo em tempos mais difíceis não despimos a camisola, pelo contrário, vestimo-la ainda com mais empenho e dedicação, com uma força gigante!

Uma palavra especial aos colegas de profissão, a todos os que têm dinamizado as sessões online, aos que ainda se estão a aventurar neste campo, dando os primeiros passos, aos que estão com alguns receios e dúvidas (avancem! estamos todos juntos, certamente darão o vosso melhor), …

Aos que continuam a intervir em unidades de cuidados intensivos, lares, … aos que continuam no terreno em hospitais e outras instituições! Estamos todos juntos, cada vez mais, … o barco é o mesmo, vamos remar fortes e seguros. Certamente, chegaremos a bom porto! 🙂

Somos apenas terapeutas da fala… é verdade! Mas somos especiais à nossa maneira, nisso todos concordamos! 🙂 Ah… e não se esqueçam… continuem a dar muitos e muitos sorrisos terapêuticos!

“Monstros Musicais” – histórias com os meus meninos do coração

Há tanto tempo que não vos trazia uma aventura da saga “histórias com os meus meninos do coração”… pois bem, mais uma vez com a inspiração do nosso Patrício, um menino que acompanho em sessões de terapia da fala, e o seu jeito doce e fantástico de representar tudo o que lhe vai na imaginação… aqui ficam os “Monstros Musicais”.

Os dias corriam serenos numa terra distante onde um grupo de amigos vivia bem escondido nos subúrbios da cidade. Eram seres diferentes, coloridos, animados, divertidos, irreverentes e cheios de alegria de viver. A cor preenchia-os por dentro e por fora… os sonhos eram respirados como o ar dos dias, … a sua vivacidade era grande e os desejos de viver no “mundo de todos” era mais que muito… mas eles eram apenas monstros, .. pequenas e doces criaturas em modo arco-iris… mas “apenas” monstros! Quando poderiam eles ver a luz do dia sem julgamento, sem medos.. sem terem de andar sempre camuflados por algum lugar, com adereços e acessórios “humanóides”? Só queriam poder habitar aquele mundo de pessoas, passear pelos jardins e pelos parques, sentir o vento fresco e ver o pôr-do-sol.. serem livres e usufruir da vida, na sua plenitude máxima, … mas eram apenas “monstros”…

Para além de tudo isso, eram apaixonados pela música, … tinham-na ouvido pela primeira vez numa saida ao “mundo de todos”. Foi algo que entrou, … que ficou, … que lhes estava na memória e no coração. Era algo fluido e doce, lento e sereno, … que lhes fazia o coração bater ainda mais forte e lhes fazia ter ainda mais vontade de viver, … e de viver ali! Cada um aprendeu a tocar o seu próprio instrumento musical!

Sonhos, sonhos e mais sonhos, … e a vida corria! Corria… e estavam no mês de Fevereiro do ano 3333… um ano fantástico para escrever uma história de “monstros” no “mundo de todos”, não acham? Pois bem! Pausa!!! É aqui mesmo que a nossa história de passa! Muito, e muito, e muito, e muito tempo depois do nosso “era uma vez…” em 2020.

Era fevereiro, e era Carnaval. Ora, que melhor altura para os nossos seres pequenitos sairem dos seus esconderijos e viverem novas aventuras no “mundo de todos”? Pois claro, … como é que em tantos anos ainda nenhum deles se tinha lembrado que, naquela altura do ano as suas aparências malucas e bizarras seriam consideradas normais? Quem sabe receberem mesmo o prémio do melhor fato… do melhor disfarce… da melhor máscara? E assim foi! Decidiram sair em bando, todos juntos, como se de um corso de carnaval se tratasse. Todos os olhavam com espanto comentando: “Que fatos do outro mundo!”, “Que disfarces maravilhosos!”… “Uau, olha o equilíbrio daquele ali!”… “E as antenas daquele tipo, onde as terá comprado?”… “Aquele disfarce de caranguejo é mesmo realista!”…

Não havia quem não ficasse espantado com as indumentárias frenéticas! Os monstros estavam orgulhosos de si mesmos! Nunca tinha sido tão fácil andar no meio dos humanos do “mundo de todos”. E sem trabalho nenhum em se disfarçar! Aos poucos iam ouvindo música, … ai, a música! Nada melhor que juntar tudo naquela alegria real! Eles eram imensos, mas todos adoravam música… cada qual tocava um instrumento diferente! Cordas, sopro, teclas, … uma verdadeira orquestra de cor.

“Não… a banda não vem!”. “O quê?” – perguntou aflitíssima uma outra voz que iam ouvindo ao longe, ficando cada vez mais perto enquanto se aproximavam do recinto do Baile de Carnaval”! “E o que vamos fazer agora?”- insistia a mesma voz – “As pessoas devem estar a chegar para o baile! Ficámos sem banda, … que vai ser de nós?!”.

Foi o que o bando de monstros quis ouvir! A melhor oportunidade de toda! A junção de todos os sonhos… a soma de todas as alegrias… a proporção certa de aventura e concretização!

“Ei… nõs podemos ajudar!” disseram todos juntos. “Mas, vêm para a festa? Tão cedo?” – perguntou a voz, cada vez mais atrapalhada – “Ficámos sem banda para o baile!” – disse-lhes tristemente. “Não se preocupe” – disse um dos monstros – “Nós somos os “Monstros Musicais” e vamos ajudar a animar esta noite!

E assim foi! Cada qual tomou o seu instrumento, assumiu o seu lugar e começou a festa. Tocaram a noite inteira, divertiram-se, foram eles, mais que nunca, sem medos, sem reservas, sem receios! Um deles acabou mesmo por ganhar o prémio da “Melhor Máscara”! Foi o melhor Carnaval de sempre, o melhor dia de toda a vida de cada um deles… e sabem que mais? Já só pediam para que chegasse novamente o Carnaval, para poderem viver novamente aquelas aventuras, sem disfarces, sendo apenas eles próprios. Carnaval de 3334… venha ele! 🙂

Atividades caseiras para os mais pequenos IV – A caixa dos animais

Tenho partilhado  mais alguns vídeos e fotografias com vocês de uma caixinha repleta de animais nos últimos dias! Como devem ter percebido, a Eva fica delirante com tanta bicharada! É mais do que um Jardim Zoológico cá em casa, pois sempre que encontro algum animal diferente e engraçado, ele acaba por embarcar na nossa Arca de Noé!

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Viram como ela fica curiosa e vai perguntando: “O que é isto?”, “E este?”! E sabe tão bem aprender assim! Bem, mas para quem não se tem apercebido do que falo, a atividade que hoje proponho é mais uma da nossa saga de “atividades caseiras”, ou seja, uma forma simples de ir passando tempo com os nossos pequenos, de forma lúdica e didática, sem despender rios de dinheiro em brinquedos carríssimos! A caixinha dos animas tem-me acompanhado já desde os últimos anos do curso, … ou seja, tem quase 10 anos! Mais um dos materiais que nem sequer sonhava que viesse um dia a usar com a minha pequena. Mas sabe tão bem! 🙂

Tem passado por vários utentes, dos mais pequeninos aos mais crescidos. Seja para fazer expansão de vocabulário nos casos de atraso do desenvolvimento de linguagem, para tarefas de categorização semântica, para a categorização por animais da quinta e animais da selva, .. para descobrir quais voam, quais rastejam, … quais têm pelo, penas, … Com utentes em casos de pós-avc também são varias vezes uma opção, e até consegui arranjar para alguns dois exemplares de cada, para que possa fazer tarefas de associação de elementos iguais!

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E é tudo isto que tenho também feito com a pequena! Ela vai tirando os animais, dizemos o nome, … pergunta aqueles que não conhece ou que não se lembra, … vamos vendo os que são iguais, associando-os, … vemos em livros os respetivos desenhos ou imagens reais, .. e assim, de dia para dia, o vocabulário dela vai crescendo e diversificando-se! E é isto mesmo que queremos: estimular a linguagem, a fala, os sons, as onomatopeias, … tudo para passar mais tempo com eles, vendo-os crescer felizes!

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O que fiz então para ir juntando os animais? Arranjei uma caixa de arrumação, que conseguem em vários hipermercados ou bazares chineses! Depois, comecei a adquirir os animais! Vários nas lojas chinesas, em promoções nos hipermercados (jumbo, continente), em lojas infantis (zippy, imaginarium), em campanhas infantis do lidl, … Basta procurar e assim irem fazendo crescer o vosso jardim zoológico particular! 🙂 Há para todos os gostos, feitios e preços! Agora resta escolher os que gostam mais!

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Gostaram da dica? Partilhem as vossas experiências e imagens connosco aqui no blog ou nas páginas, tanto no facebook como no instagram! Quem já nos segue?

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Brinquedos de menino e de menina?!

Sou apologista do brincar, do passar tempo com os filhos e com as crianças no geral, ou não fosse isto que preenche os meus dias enquanto mãe e terapeuta da fala. Aprender faz-se brincando. A construção da personalidade faz-se também por entre jogos de casinhas, em brincadeiras de “pai” e de “mãe”, de “professor” e “aluno”. Todos podemos ser o que quisermos quando brincamos. E digo-o e defendo-o mesmo em adultos. Todos os dias tento dedicar tempo a brincar com a Eva, com os meus meninos… rara é a sessão em que não temos um jogo ou uma atividade mais lúdica, e eles adoram. Já há uns tempos, como aqui partilhei no blog, uma pequena me dizia que quando fosse grande, queria apenas brincar! Quem de dera que os nossos dias fossem isso mesmo: com momentos para brincar, perante todos os desafios que vamos superando, quer no trabalho, quer a nível familiar e outros.

Enquanto somos crianças, brincamos às casinhas, aos pais e às mães, mas os supermercados são sempre locais maravilhosos onde o pagamento é feito com moedas imaginárias que passam de mão em mão, ou cartões de multibanco que fazem apenas um “click-click” … e fica tudo pago. As casinhas não têm contas para pagar e somos todos mais felizes! Que nunca se perca este espírito, é sempre o que defendo.

Mas hoje, para além desta reflexão, falo-vos também do brincadeira no sentido desprendido de género, … para que se acabe de vez com as chamadas “brincadeiras de menina” e “brincadeiras de menino”. Longe vão os tempos em que eram os homens que trabalhavam e as mulheres cozinhavam. Cá em casa, o exemplo é outro. Tanto eu como o Carlos trabalhamos e fazemos a vida de casa. A louça e a roupa são tarefa de ambos, o passar, o limpar, … tudo isso é visto pela Eva! Ora, o exemplo tem mesmo que vir de tenra idade. E ela adora ajudar! Adora pegar na esponja da louça e, em cima de uma cadeira, ficar na banca ao lado da nossa enquanto lavamos os pratos. Adora pegar no aspirador e imitar o som! Quando nos vê a varrer, vai logo buscar a vassoura em miniatura! E se pensam que só a dirigimos para este tipo de tarefas mais caseiras, ainda há uns tempos lhe comprámos propositadamente um carrinho de brincar! Para nós, brincar às casinhas, com as louças, com carrinhos, com pistas, com comboios e aviões é para meninos e meninas, e é isso que tentamos incutir na pequena.

É isso mesmo que incentivo com os meus meninos! Haverá melhor para o jogo simbólico do que ter este tipo de brincadeiras? O som do chá a ir para a chávena (“chhhh”) que tantas vezes fazemos, …o “nham, nham” de quando imaginamos comer o bolo mais delicioso … o brincar ao faz de contas, … quanto é que os pequenos aprendizes não ganham em termos de novos sons, novas dinâmicas? E nós sabemos o quando eles adoram sentir-se mais adultos e crescidos. A imitação é, por natureza, um dos melhores processos de aprendizagem. E é por isso que em imensas sessões levo comigo o há muito chamado “saco das comidas”. A Eva brinca com ele em casa, os pequenos nas sessões de terapia da fala também. Tem alimentos em miniatura, tem copos, talheres, pratos, .. o vocabulário que é possível trabalhar é tanto. E os carrinhos e as motas que vão quer para meninos, quer para meninas? O “vvvvv” do avião, o “brrrr” do carro!”, o “drum drum” da mota, … sons e sons sem para! Estimulação para a fala, para a linguagem… um sem fim de ideias!

E se tiverem que oferecer um balde e uma esfregona a um menino, porque não? Certamente eles irão adorar, ainda que os pais possam ficar chocados numa primeira abordagem. Mas é isso mesmo que queremos também: despertar e mudar consciências. Porque é que uma menina não pode receber um carro, nem que seja o carro da barbie, ou mesmo um do Faísca McQueen que eles tanto adoram! Muitas vezes, é mais um pretexto para brincadeiras aos pares, pois sabemos que os interesses partilhados despertam em muito o lado social! Deixo a reflexão, … quem sabe, numa próxima compra de presentes de aniversário, não tentamos um pouco passar o tabu e os mitos da sociedade atual. Mais um desafio que vos deixo! 🙂

Carnaval: diversão com amor e dedicação!

Sempre gostei do carnaval! Não por me mascarar, pois não o costumo muito fazer agora em adulta, mas pela cor e pela energia que emana entre os mais pequeninos com que trabalho. Nas últimas sessões de terapia da fala, temos feito várias máscaras, sempre com os temas da sessão: ou com a temática de alguma área da linguagem ou com os sons que estamos a aprender na fala! Tudo é um bom motivo para da uma nova cor e alegria às sessões.

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Mas, agora que sou mãe e tenho a Eva, o carnaval também se vive de forma ainda mais efusiva! 🙂 Quem sabe no próximo ano me mascaro com ela e vivemos juntas esta alegria e magia, nestes dias de folia e animação pura! O pai não é muito destas andanças, mas aqui as miúdas ainda hão-de aproveitar bem! 🙂

Acima de tudo, com a Eva, o carnaval ganhou mais um sinónimo para mim: o da dedicação e do empenho! A pequena tem ido mascarada para a escolinha, mas não com um fato comprado numa loja de disfarces. Não, o que ela tem levado tem amor em dose dupla, tripla, … eu sei lá! A verdade é que cada parte do fatinho é feita com a mais pura dedicação e cuidado, tudo para que a pequena sinta de perto todo o amor que guardo por ela no coração! Assim, este ano tivemos Minnie em dose dupla, e como, perguntam vocês? Pois bem, ontem tivemos  Minnie em versão vermelha, e hoje em versão cor de rosa.

O primeiro acessório são sempre as belas das orelhas e do laço, em duas bandoletes que comprei num bazar chinês por cerca de 1€! Depois, a Minnie cor de rosa, a de hoje, foi simples! Uns collants com corações e um vestido cor de rosa também com corações brancos! Um vestido que me custou 1€ na Primark, em saldos! 🙂 E assim , tudo pensado ao pormenor e com muito amor, lá foi a pipoca!

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O de ontem deu um pouco mais de trabalho, mas foi tão bom ver o resultado final. Um tutu vermelho, comprado no chinês por 2,5€ e uma camisola vermelha que já tinhamos em casa! Depois, uma folha de papel autocolante para impressão repleta de bolinhas brancas, muita paciência para o corte e para a colagem na roupa e, cerca de uma hora e meia depois, eis o resultado!

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A Eva andou super divertida e ficou tão feliz quando se viu ao espelho. Afinal, heróis e personagens que admiramos, todos temos, e ela não é excepção. A mãe fica orgulhosa e babada e não pensa sequer no tempo e na paciência, sobretudo dispendida com as bolinhas cortadas. O resultado final e o sorrisos estampados na cara da pequena fazem-me ganhar o dia e esquecer a noite mal dormida para a preparação de tudo isto! 🙂 Pequena Eva, é bom ver-te sorrir! 🙂

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